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Análise da concorrência de empresas da indústria farmacêutica: a utilização da inteligência competitiva em empresas da indústria farmacêutica em portugal

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Resumo:Devido à elevada competitividade presente no Setor Farmacêutico, conjugada com uma crescente necessidade de inovação para satisfazer as necessidades da sociedade, é cada vez mais importante observar os componentes do meio externo que possam vir a influenciar decisões estratégicas, de forma contínua e metódica, diminuindo os riscos associados às mesmas. Este processo organizado denomina-se de Inteligência Competitiva. O objetivo principal desta Monografia é, pois, averiguar o estado de implementação e utilização de sistemas metódicos de Inteligência Competitiva pelas empresas da Indústria Farmacêutica em Portugal, sejam elas nacionais ou multinacionais, através de um questionário, que foi respondido por doze empresas de forma anónima. Este questionário é, naturalmente, precedido de uma introdução teórica que visa explicar detalhadamente em que consiste a Inteligência Competitiva e qual a sua importância, dadas as especiais características da inovação no Setor Farmacêutico, nomeadamente em Portugal, bem como um resumo do seu Ciclo e outros aspetos legais. Após observação e discussão das respostas, chegou-se a diversas conclusões, sendo que a principal a ressalvar é que, apesar de todas as empresas conhecerem o conceito de Inteligência Competitiva e aplicarem diversas das suas ferramentas, a sua grande maioria não faz destas um mecanismo rotineiro ou sistemático, carecendo de uma real valorização da sua aplicação enquanto fonte de vantagem competitiva e, consequentemente, de obtenção de lucro. Outra conclusão importante é que existe pouca colaboração interdepartamental para a execução desta matéria, em regra geral, e que também não existem, na sua maioria, equipas de ação formais de Inteligência Competitiva. Não há, também, muita adesão a sistemas de software de Inteligência Competitiva por parte destas empresas, apesar de ser um fator cada vez mais importante. Recomenda-se, assim, que as empresas da Indústria Farmacêutica em Portugal continuem a executar Inteligência Competitiva e as suas ferramentas, devendo, no entanto, ser mais metódicas, focadas e sistemáticas nessa utilização, de forma a usufruir do seu potencial máximo enquanto fonte de vantagem competitiva, reduzindo o risco associado às decisões estratégicas, gerindo a tão necessária inovação.
Autores principais:Coutinho, Afonso Dias
Assunto:Inteligência competitiva Indústria farmacêutica Inovação Concorrência Gestão estratégica Mestrado integrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa

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