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Educar para a diversidade na área de formação cívica : uma experiência intercultural no 3º ciclo do ensino básico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo enquadra-se no âmbito da área Formação Cívica e consistiu no desenvolvimento de um programa de intervenção assente em estratégias interculturais, realizado junto de uma turma do 3° Ciclo do Ensino Básico de uma escola da periferia de Lisboa. A finalidade da investigação consistiu em verificar o possível contributo da disciplina de Formação Cívica para a integração de alunos de minorias étnico-culturais, através de um dispositivo pedagógico adequado, constituído por um conjunto de sessões de estratégias para a diversidade. Procurou-se averiguar os efeitos da intervenção a dois níveis: i) nas atitudes e comportamentos dos alunos; ii) e nas percepções da professora, nomeadamente a nível da sua auto-formação. Para a concretização destes objectivos, efectuou-se um estudo quasi-experimental, que envolveu uma turma de controlo e outra experimental, e no qual se procedeu: i) à aplicação de testes sociométricos, para verificar os seus efeitos na alteração das relações interpessoais da turma; ii) à análise das fichas de avaliação dos alunos, tendo em vista a mudança das suas atitudes e comportamentos; iii) e a entrevistas à professora interveniente, com o objectivo de avaliar as suas percepções. A análise dos dados qualitativos e quantitativos indicou existirem efeitos favoráveis na turma experimental, onde decorreu a intervenção, em comparação com a turma de controlo, traduzidos na melhoria das relações interpessoais, contribuindo para a integração dos alunos de minorias. Os resultados demonstraram, também, que a intervenção teve efeitos positivos nas atitudes e comportamentos dos alunos da turma experimental face à escolaridade, bem como na própria professora, designadamente a nível da sua auto-formação. Confirmou-se, assim, que a área de Formação Cívica, tal como está estruturada no contexto da actual Reorganização Curricular do Ensino Básico, é um espaço privilegiado de educação intercultural, desde que sejam utilizados dispositivos pedagógicos diferenciados e adequados à diversidade dos alunos.
Autores principais:Gil, Emília Maria, 1955-
Assunto:Teses de mestrado - 2005 Formação cívica Educação intercultural - Portugal Aculturação - Portugal Ensino básico (3º Ciclo)
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo enquadra-se no âmbito da área Formação Cívica e consistiu no desenvolvimento de um programa de intervenção assente em estratégias interculturais, realizado junto de uma turma do 3° Ciclo do Ensino Básico de uma escola da periferia de Lisboa. A finalidade da investigação consistiu em verificar o possível contributo da disciplina de Formação Cívica para a integração de alunos de minorias étnico-culturais, através de um dispositivo pedagógico adequado, constituído por um conjunto de sessões de estratégias para a diversidade. Procurou-se averiguar os efeitos da intervenção a dois níveis: i) nas atitudes e comportamentos dos alunos; ii) e nas percepções da professora, nomeadamente a nível da sua auto-formação. Para a concretização destes objectivos, efectuou-se um estudo quasi-experimental, que envolveu uma turma de controlo e outra experimental, e no qual se procedeu: i) à aplicação de testes sociométricos, para verificar os seus efeitos na alteração das relações interpessoais da turma; ii) à análise das fichas de avaliação dos alunos, tendo em vista a mudança das suas atitudes e comportamentos; iii) e a entrevistas à professora interveniente, com o objectivo de avaliar as suas percepções. A análise dos dados qualitativos e quantitativos indicou existirem efeitos favoráveis na turma experimental, onde decorreu a intervenção, em comparação com a turma de controlo, traduzidos na melhoria das relações interpessoais, contribuindo para a integração dos alunos de minorias. Os resultados demonstraram, também, que a intervenção teve efeitos positivos nas atitudes e comportamentos dos alunos da turma experimental face à escolaridade, bem como na própria professora, designadamente a nível da sua auto-formação. Confirmou-se, assim, que a área de Formação Cívica, tal como está estruturada no contexto da actual Reorganização Curricular do Ensino Básico, é um espaço privilegiado de educação intercultural, desde que sejam utilizados dispositivos pedagógicos diferenciados e adequados à diversidade dos alunos.