Publicação
Adaptações cardiovasculares e renais à altitude
| Resumo: | O estudo da fisiologia em altitudes elevadas apresenta uma importância crescente, uma vez que mais de 140 milhões de pessoas vivem nessas condições e verificou-se um aumento do interesse no turismo em altitude e na prática de alpinismo, sendo este estudo crucial na prevenção e tratamento das várias condições clínicas que se possam observar. A exposição a altitudes elevadas, definidas como altitudes superiores a 2400 metros, obriga o organismo humano a desenvolver uma série de adaptações integradas e bem coordenadas entre os sistemas respiratório, cardiovascular e renal, com o objetivo de melhorar o aporte de oxigénio em ambientes de hipóxia hipobárica. Este trabalho investiga as adaptações agudas e crónicas, que ocorrem especificamente nos sistemas cardiovascular e renal quando expostos à altitude, de forma a obter o estado da arte atualizado neste domínio. Foi realizada uma pesquisa da literatura na base de dados PubMed, sendo aplicadas como palavras-chave “High Altitude”, “Physiological Adaptations” e “Cardiovascular” ou “Renal” e seleção dos artigos. Traduzindo-se numa revisão narrativa da literatura dos vários artigos publicados sobre este tema. Nas adaptações cardiovasculares analisaram-se as variáveis mais relevantes na exposição à altitude, nomeadamente: circulação cerebral, circulação pulmonar, pressão arterial, frequência cardíaca, volume sistólico, débito cardíaco, contractilidade cardíaca, arritmias, finalizando com as alterações eletrocardiográficas. Nas adaptações renais, as variáveis analisadas foram: volume plasmático e concentração de hemoglobina, resposta ácido-base, balanço eletrolítico, taxa de filtração glomerular, terminando com as alterações renais dos nativos das altas montanhas, especificamente a hiperuricemia e proteinúria. |
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| Autores principais: | Martins, Manuel Alexandre dos Santos Ventura |
| Assunto: | Altitudes elevadas Adaptações cardiovasculares Adaptações renais Fisiologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estudo da fisiologia em altitudes elevadas apresenta uma importância crescente, uma vez que mais de 140 milhões de pessoas vivem nessas condições e verificou-se um aumento do interesse no turismo em altitude e na prática de alpinismo, sendo este estudo crucial na prevenção e tratamento das várias condições clínicas que se possam observar. A exposição a altitudes elevadas, definidas como altitudes superiores a 2400 metros, obriga o organismo humano a desenvolver uma série de adaptações integradas e bem coordenadas entre os sistemas respiratório, cardiovascular e renal, com o objetivo de melhorar o aporte de oxigénio em ambientes de hipóxia hipobárica. Este trabalho investiga as adaptações agudas e crónicas, que ocorrem especificamente nos sistemas cardiovascular e renal quando expostos à altitude, de forma a obter o estado da arte atualizado neste domínio. Foi realizada uma pesquisa da literatura na base de dados PubMed, sendo aplicadas como palavras-chave “High Altitude”, “Physiological Adaptations” e “Cardiovascular” ou “Renal” e seleção dos artigos. Traduzindo-se numa revisão narrativa da literatura dos vários artigos publicados sobre este tema. Nas adaptações cardiovasculares analisaram-se as variáveis mais relevantes na exposição à altitude, nomeadamente: circulação cerebral, circulação pulmonar, pressão arterial, frequência cardíaca, volume sistólico, débito cardíaco, contractilidade cardíaca, arritmias, finalizando com as alterações eletrocardiográficas. Nas adaptações renais, as variáveis analisadas foram: volume plasmático e concentração de hemoglobina, resposta ácido-base, balanço eletrolítico, taxa de filtração glomerular, terminando com as alterações renais dos nativos das altas montanhas, especificamente a hiperuricemia e proteinúria. |
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