Publicação
Comorbilidades não-SIDA em doentes infetados por VIH-2
| Resumo: | A prevalência e o impacto das comorbilidades não relacionadas à SIDA em indivíduos infetados por VIH-2 é desconhecida. Marcadores tradicionais, como a carga viral e a contagem de células T CD4, têm sido usados para prever a progressão da doença e o sucesso da terapia antirretroviral (TARVc). No entanto, a razão CD4/CD8 emergiu como um marcador crucial para avaliar a disfunção das células T na prática clínica. Este estudo tem como objetivo estimar a prevalência de manifestações não-SIDA em indivíduos infetados por VIH-2 na Unidade Local de Saúde de Santa Maria e determinar se existe qualquer relação entre as razões CD4/CD8 e as comorbilidades não-SIDA. A amostra final consistiu em 139 doentes, predominantemente do sexo feminino (78%) e de origem africana (78%), com uma idade média de 60 anos. O estudo utilizou estatísticas descritivas e inferenciais, empregando o IBM SPSS Statistics® versão 28. Os resultados indicam um pico de comorbilidades não-SIDA entre as idades de 60 e 70 anos, com um maior número de comorbilidades observadas em doentes com razões CD4/CD8 mais baixas. Embora não tenham sido encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos com razões CD4/CD8 < 0.7 e > 1.2 no que diz respeito ao desenvolvimento da maioria das comorbilidades não-SIDA, o estudo observou uma maior prevalência de neoplasias, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2 e HAD/HAND no grupo com quociente mais baixo. Este estudo, pioneiro em doentes infetados por VIH-2, destaca a importância de monitorizar o quociente CD4/CD8 como indicador prognóstico e sublinha a necessidade de mais investigação para melhor compreender as implicações clínicas e epidemiológicas da infeção por VIH-2. A natureza única desta pesquisa fornece novos insights e contribui significativamente para a compreensão das comorbilidades relacionadas a VIH-2 pela comunidade médica. |
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| Autores principais: | Freitas, Henrique António Moniz |
| Assunto: | VIH-1 VIH-2 Comorbilidades não-SIDA Quociente CD4/CD8 Terapêutica antirretroviral combinada (TARVc) Doenças transmissíveis |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A prevalência e o impacto das comorbilidades não relacionadas à SIDA em indivíduos infetados por VIH-2 é desconhecida. Marcadores tradicionais, como a carga viral e a contagem de células T CD4, têm sido usados para prever a progressão da doença e o sucesso da terapia antirretroviral (TARVc). No entanto, a razão CD4/CD8 emergiu como um marcador crucial para avaliar a disfunção das células T na prática clínica. Este estudo tem como objetivo estimar a prevalência de manifestações não-SIDA em indivíduos infetados por VIH-2 na Unidade Local de Saúde de Santa Maria e determinar se existe qualquer relação entre as razões CD4/CD8 e as comorbilidades não-SIDA. A amostra final consistiu em 139 doentes, predominantemente do sexo feminino (78%) e de origem africana (78%), com uma idade média de 60 anos. O estudo utilizou estatísticas descritivas e inferenciais, empregando o IBM SPSS Statistics® versão 28. Os resultados indicam um pico de comorbilidades não-SIDA entre as idades de 60 e 70 anos, com um maior número de comorbilidades observadas em doentes com razões CD4/CD8 mais baixas. Embora não tenham sido encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos com razões CD4/CD8 < 0.7 e > 1.2 no que diz respeito ao desenvolvimento da maioria das comorbilidades não-SIDA, o estudo observou uma maior prevalência de neoplasias, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2 e HAD/HAND no grupo com quociente mais baixo. Este estudo, pioneiro em doentes infetados por VIH-2, destaca a importância de monitorizar o quociente CD4/CD8 como indicador prognóstico e sublinha a necessidade de mais investigação para melhor compreender as implicações clínicas e epidemiológicas da infeção por VIH-2. A natureza única desta pesquisa fornece novos insights e contribui significativamente para a compreensão das comorbilidades relacionadas a VIH-2 pela comunidade médica. |
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