Publicação
Mutação no gene PIGW associada a défice de glicosilfosfatidilinositol : caso clínico
| Resumo: | Introdução: O Glicosilfosfatidilinositol (GPI) é um glicolípido de membrana que tem como função auxiliar na ancoragem de mais de 150 proteínas à membrana celular. Estão identificados pelo menos 26 genes envolvidos na síntese do GPI, entre os quais o gene PIGW, responsável pela terceira etapa deste processo. Variantes patogénicas nos genes envolvidos neste processo são responsáveis por défice de GPI, o que por sua vez leva a uma diminuição da expressão de proteínas de superfície a ele associadas e consequente disfunção de mecanismos intracelulares, intrínsecos ao normal funcionamento de vários sistemas. Manifestações frequentes incluem atraso cognitivo, epilepsia, dismorfismos faciais e elevação da fosfatase alcalina sérica. Objetivos: Este trabalho descreve um caso de défice de GPI, associado a variante no gene PIGW, e é complementado por uma revisão teórica sobre o tema. Este caso reveste-se de especial importância, uma vez que é limitado o número de casos de variantes no gene PIGW descritos até à data e pelo facto de não apresentar, desde início, a elevação expectável e habitualmente consistente da fosfatase alcalina sérica, demonstrando a variabilidade fenotípica existente, mesmo quando as variantes ocorrem no mesmo gene. Metodologia: Revisão de caso clínico de criança do sexo feminino, 8 anos de idade, caucasiana, filha de pais não consanguíneos, com perturbação do desenvolvimento intelectual, dismorfismos faciais e epilepsia de tipo ausência, com valores séricos de fosfatase alcalina que variam entre normais e ligeiramente elevados (302 U/L e 379 U/L), seguida na consulta de Doenças Metabólicas de Pediatria do HSM-CHULN, na qual foram identificadas duas variantes em heterozigotia no gene PIGW. Os dados foram obtidos através da consulta do processo clínico em formato digital e em papel, tendo sido realizada posteriormente uma revisão exaustiva da literatura publicada até à data. |
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| Autores principais: | Duarte, Miguel António Carvalho |
| Assunto: | Défice de glicosilfosfatidilinositol PIGW Atraso cognitivo Convulsões Fosfatase alcalina Pediatria |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O Glicosilfosfatidilinositol (GPI) é um glicolípido de membrana que tem como função auxiliar na ancoragem de mais de 150 proteínas à membrana celular. Estão identificados pelo menos 26 genes envolvidos na síntese do GPI, entre os quais o gene PIGW, responsável pela terceira etapa deste processo. Variantes patogénicas nos genes envolvidos neste processo são responsáveis por défice de GPI, o que por sua vez leva a uma diminuição da expressão de proteínas de superfície a ele associadas e consequente disfunção de mecanismos intracelulares, intrínsecos ao normal funcionamento de vários sistemas. Manifestações frequentes incluem atraso cognitivo, epilepsia, dismorfismos faciais e elevação da fosfatase alcalina sérica. Objetivos: Este trabalho descreve um caso de défice de GPI, associado a variante no gene PIGW, e é complementado por uma revisão teórica sobre o tema. Este caso reveste-se de especial importância, uma vez que é limitado o número de casos de variantes no gene PIGW descritos até à data e pelo facto de não apresentar, desde início, a elevação expectável e habitualmente consistente da fosfatase alcalina sérica, demonstrando a variabilidade fenotípica existente, mesmo quando as variantes ocorrem no mesmo gene. Metodologia: Revisão de caso clínico de criança do sexo feminino, 8 anos de idade, caucasiana, filha de pais não consanguíneos, com perturbação do desenvolvimento intelectual, dismorfismos faciais e epilepsia de tipo ausência, com valores séricos de fosfatase alcalina que variam entre normais e ligeiramente elevados (302 U/L e 379 U/L), seguida na consulta de Doenças Metabólicas de Pediatria do HSM-CHULN, na qual foram identificadas duas variantes em heterozigotia no gene PIGW. Os dados foram obtidos através da consulta do processo clínico em formato digital e em papel, tendo sido realizada posteriormente uma revisão exaustiva da literatura publicada até à data. |
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