Publicação
Inteligibilidade e inglês como língua internacional: um estudo de caso da pronúncia de palavras em -ed produzidas por falantes brasileiros
| Resumo: | Este estudo aborda o fenômeno do inglês usado como língua internacional (English as an International Language EIL) ou língua franca (English as a Lingua Franca - ELF) em variados contextos sociolinguísticos, bem como consequências da difusão da língua inglesa pelo mundo. Tendo-se em vista a importância da mútua inteligibilidade de pronúncia entre os falantes de inglês não nativos, e na tentativa de colaborar com a expansão dos estudos sobre a inteligibilidade de pronúncia no cenário de pesquisa brasileiro, o principal objetivo desta investigação é verificar a inteligibilidade de pronúncia de palavras terminadas em ed produzidas por brasileiros, falantes de inglês, avaliadas por indianos e portugueses. Para tal, desenvolveu-se um conjunto de atividades em que, primeiramente, participantes brasileiros criaram pequenas histórias e leram pequenos parágrafos contendo palavras terminadas em ed; em seguida, as amostras de fala espontânea (speaking task) e de leitura (reading task), produzidas pelos brasileiros aprendizes de inglês, foram apresentadas aos avaliadores indianos e portugueses. Num primeiro momento, estes avaliadores ouviram as amostras referentes a fala espontânea e, em escala de 1 a 3, avaliaram a inteligibilidade de fala. No segundo momento, as amostras de leitura foram apresentadas aos mesmos avaliadores e transcritas por eles. Os resultados mostram que a pronúncia particular dos participantes brasileiros, caracterizada pela adição de uma vogal epentética, embora relativamente, afetou a inteligibilidade dos avaliadores. Esta conclusão reforça a necessidade de se refletir sobre a inclusão desta característica no ensino de inglês usado como língua internacional, uma vez que as interações linguísticas entre os falantes não nativos se intensificam cada vez mais e ela é, como se confirmou, um entrave à inteligibilidade. Destaca-se, sobretudo, a necessidade de futuras investigações com enfoque nesta perspectiva, no sentido de ir ao encontro dos novos usos do inglês a nível global que poderão conduzir a alterações no ensino da língua inglesa. |
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| Autores principais: | Fernandes, Renata Kelli Modesto |
| Assunto: | Língua inglesa - Estudo e ensino - Falantes do português Aquisição de segunda língua Pronúncia Normalização Sociolinguística |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo aborda o fenômeno do inglês usado como língua internacional (English as an International Language EIL) ou língua franca (English as a Lingua Franca - ELF) em variados contextos sociolinguísticos, bem como consequências da difusão da língua inglesa pelo mundo. Tendo-se em vista a importância da mútua inteligibilidade de pronúncia entre os falantes de inglês não nativos, e na tentativa de colaborar com a expansão dos estudos sobre a inteligibilidade de pronúncia no cenário de pesquisa brasileiro, o principal objetivo desta investigação é verificar a inteligibilidade de pronúncia de palavras terminadas em ed produzidas por brasileiros, falantes de inglês, avaliadas por indianos e portugueses. Para tal, desenvolveu-se um conjunto de atividades em que, primeiramente, participantes brasileiros criaram pequenas histórias e leram pequenos parágrafos contendo palavras terminadas em ed; em seguida, as amostras de fala espontânea (speaking task) e de leitura (reading task), produzidas pelos brasileiros aprendizes de inglês, foram apresentadas aos avaliadores indianos e portugueses. Num primeiro momento, estes avaliadores ouviram as amostras referentes a fala espontânea e, em escala de 1 a 3, avaliaram a inteligibilidade de fala. No segundo momento, as amostras de leitura foram apresentadas aos mesmos avaliadores e transcritas por eles. Os resultados mostram que a pronúncia particular dos participantes brasileiros, caracterizada pela adição de uma vogal epentética, embora relativamente, afetou a inteligibilidade dos avaliadores. Esta conclusão reforça a necessidade de se refletir sobre a inclusão desta característica no ensino de inglês usado como língua internacional, uma vez que as interações linguísticas entre os falantes não nativos se intensificam cada vez mais e ela é, como se confirmou, um entrave à inteligibilidade. Destaca-se, sobretudo, a necessidade de futuras investigações com enfoque nesta perspectiva, no sentido de ir ao encontro dos novos usos do inglês a nível global que poderão conduzir a alterações no ensino da língua inglesa. |
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