Publicação
Contribuição para o estudo da doença renal crónica em felídeos : valores urinários de TGF-Beta1 e de clusterina e sua importância no diagnóstico precoce da doença : estudo piloto
| Resumo: | A doença renal crónica é a doença renal mais frequentemente diagnosticada em gatos e cães e é caracterizada pela perda permanente de nefrónios funcionais. No entanto, o diagnóstico da doença continua a ser um dos maiores desafios enfrentados pelos médicos veterinários, visto que os marcadores atualmente utilizados são pouco específicos e aumentam apenas em fases tardias da doença. Por esta razão, várias moléculas têm sido estudadas com a perspetiva de avaliar a sua sensibilidade e especificidade para utilização como marcadores de lesão renal, em fases precoces do desenvolvimento da mesma, nomeadamente o TGF-Beta1 e a cluterina. No estudo realizado quantificou-se a concentração urinária destas moléculas em gatos com doença renal crónica, estadiados segundo a classificação da IRIS, e de gatos saudáveis. Os resultados obtidos foram comparados com outros parâmetros avaliados, tais como a presença de sinais clínicos, as alterações nos parâmetros de urinálise, a presença de proteinúria e hipertensão arterial. O TGF-Beta1 apresentou um comportamento oscilatório quando correlacionado com o estadio de doença dos indivíduos. Contudo, o teste Kruskal-Wallis considerou essas variações não estatisticamente significativas. Empiricamente, pareceu também ser possível estabelecer uma correlação entre a concentração de TGF-Beta1 e a medição da pressão arterial sistémica, todavia esta foi considerada não estatisticamente significativa pelo teste de Wilcoxon. A concentração urinária de clusterina revelou-se ligeiramente aumentada em indivíduos doentes em estadio 4, porém o teste Kruskal-Wallis considerou que esta variação não era estatisticamente significativa. |
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| Autores principais: | Reis, Maria Francisca Moura Rodrigues |
| Assunto: | Doença renal crónica felinos biomarcadores TGF-Beta1 clusterina Chronic kidney disease Cats Biomarkers TGF-β1 clusterin |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença renal crónica é a doença renal mais frequentemente diagnosticada em gatos e cães e é caracterizada pela perda permanente de nefrónios funcionais. No entanto, o diagnóstico da doença continua a ser um dos maiores desafios enfrentados pelos médicos veterinários, visto que os marcadores atualmente utilizados são pouco específicos e aumentam apenas em fases tardias da doença. Por esta razão, várias moléculas têm sido estudadas com a perspetiva de avaliar a sua sensibilidade e especificidade para utilização como marcadores de lesão renal, em fases precoces do desenvolvimento da mesma, nomeadamente o TGF-Beta1 e a cluterina. No estudo realizado quantificou-se a concentração urinária destas moléculas em gatos com doença renal crónica, estadiados segundo a classificação da IRIS, e de gatos saudáveis. Os resultados obtidos foram comparados com outros parâmetros avaliados, tais como a presença de sinais clínicos, as alterações nos parâmetros de urinálise, a presença de proteinúria e hipertensão arterial. O TGF-Beta1 apresentou um comportamento oscilatório quando correlacionado com o estadio de doença dos indivíduos. Contudo, o teste Kruskal-Wallis considerou essas variações não estatisticamente significativas. Empiricamente, pareceu também ser possível estabelecer uma correlação entre a concentração de TGF-Beta1 e a medição da pressão arterial sistémica, todavia esta foi considerada não estatisticamente significativa pelo teste de Wilcoxon. A concentração urinária de clusterina revelou-se ligeiramente aumentada em indivíduos doentes em estadio 4, porém o teste Kruskal-Wallis considerou que esta variação não era estatisticamente significativa. |
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