Publicação
Análise exploratória das manifestações da dependencia e do auto-criticismo, enquanto estilos de personalidade, no método do Rorschach
| Resumo: | O presente trabalho, de cariz exploratório, pretende estudar as manifestações dos constructos de dependência e de auto-criticismo, enquanto estilos de personalidade (segundo a perspectiva teórica de Sidney Blatt), no método do Rorschach, em indivíduos não clinicamente deprimidos, usando o Sistema Integrativo do Rorschach (S.I.R.), de J. E. Exner. Se a investigação no domínio da avaliação da personalidade puder contribuir para compreender a forma como indivíduos, que apresentam com frequência experiências depressivas, que embora não se encontrem clinicamente deprimidos podem estar vulneráveis a vivenciar essa patologia - não importa se uma forma moderada ou grave de depressão se comportam em termos de resultados nos testes psicológicos, então ela será certamente profícua para a prática clínica. Essa investigação será útil se permitir compreender as manifestações nos testes psicológicos, nomeadamente no Rorschach, das características psicológicas de indivíduos com estilos de personalidade dependente e auto-crítico, uma vez que permitirá detectar esses estilos de personalidade predisponentes à depressão, antes mesmo dos indivíduos se encontrarem clinicamente deprimidos. Que tenhamos conhecimento, nenhum trabalho publicado até à data usou o Sistema Integrativo do Rorschach para estudar as manifestações dos constructos de dependência e de auto-criticismo neste método, apesar da enorme quantidade de investigação envolvendo esse sistema e das suas vantagens. A opção de escolher sujeitos não deprimidos tem a ver com o interesse em estudar, não a patologia, mas estilos de personalidade de indivíduos não pacientes, que poderão estar predispostos a vivenciar estados depressivos e suas características psicológicas e não as características sintomáticas dos indivíduos deprimidos. A utilização de amostras clínicas, de sujeitos com depressão de dependência e com depressão de autocriticismo, poderia contaminar os resultados, devido à influência de características relacionadas com o quadro depressivo. Identificar e estudar indivíduos susceptíveis a estados depressivos tem uma importância prática e teórica só por si, não inferior a estudar a realidade clínica (Zuroff, Igreja e Mongrain, 1990, p. 324). O estudo de questões relativas à predisposição para a depressão pode ser mais bem efectuado em populações livres de sintomas clínicos, apesar de vulneráveis a essa patologia (Zuroff, 1994, p. 466). No presente estudo, dado o seu carácter exploratório, procurámos averiguar, a partir de um grande número de variáveis do Rorschach, as que reflectiam a presença e permitiam diferenciar os estilos dependente e auto-crítico da personalidade. Assim, o Rorschach foi aplicado a um grupo de sujeitos com um estilo auto-crítico de personalidade, a um grupo de sujeitos com um estilo dependente e a um grupo de controlo. Foi utilizada a metodologia dos grupos extremos, pelo que os participantes foram seleccionados a partir de uma amostra não clínica extensa, tendo por base o resultado nas escalas de dependência e de auto-criticismo do Questionário de Experiências Depressivas. Foi também aplicado o Inventário de Depressão de Beck de forma a poder eliminar participantes eventualmente deprimidos. (…) |
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| Autores principais: | Campos, Rui Alexandre Godinho da Costa, 1973- |
| Assunto: | Personalidade Estilos de personalidade Psicologia clínica Método de Rorschach Teses de mestrado - 2000 |
| Ano: | 2000 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho, de cariz exploratório, pretende estudar as manifestações dos constructos de dependência e de auto-criticismo, enquanto estilos de personalidade (segundo a perspectiva teórica de Sidney Blatt), no método do Rorschach, em indivíduos não clinicamente deprimidos, usando o Sistema Integrativo do Rorschach (S.I.R.), de J. E. Exner. Se a investigação no domínio da avaliação da personalidade puder contribuir para compreender a forma como indivíduos, que apresentam com frequência experiências depressivas, que embora não se encontrem clinicamente deprimidos podem estar vulneráveis a vivenciar essa patologia - não importa se uma forma moderada ou grave de depressão se comportam em termos de resultados nos testes psicológicos, então ela será certamente profícua para a prática clínica. Essa investigação será útil se permitir compreender as manifestações nos testes psicológicos, nomeadamente no Rorschach, das características psicológicas de indivíduos com estilos de personalidade dependente e auto-crítico, uma vez que permitirá detectar esses estilos de personalidade predisponentes à depressão, antes mesmo dos indivíduos se encontrarem clinicamente deprimidos. Que tenhamos conhecimento, nenhum trabalho publicado até à data usou o Sistema Integrativo do Rorschach para estudar as manifestações dos constructos de dependência e de auto-criticismo neste método, apesar da enorme quantidade de investigação envolvendo esse sistema e das suas vantagens. A opção de escolher sujeitos não deprimidos tem a ver com o interesse em estudar, não a patologia, mas estilos de personalidade de indivíduos não pacientes, que poderão estar predispostos a vivenciar estados depressivos e suas características psicológicas e não as características sintomáticas dos indivíduos deprimidos. A utilização de amostras clínicas, de sujeitos com depressão de dependência e com depressão de autocriticismo, poderia contaminar os resultados, devido à influência de características relacionadas com o quadro depressivo. Identificar e estudar indivíduos susceptíveis a estados depressivos tem uma importância prática e teórica só por si, não inferior a estudar a realidade clínica (Zuroff, Igreja e Mongrain, 1990, p. 324). O estudo de questões relativas à predisposição para a depressão pode ser mais bem efectuado em populações livres de sintomas clínicos, apesar de vulneráveis a essa patologia (Zuroff, 1994, p. 466). No presente estudo, dado o seu carácter exploratório, procurámos averiguar, a partir de um grande número de variáveis do Rorschach, as que reflectiam a presença e permitiam diferenciar os estilos dependente e auto-crítico da personalidade. Assim, o Rorschach foi aplicado a um grupo de sujeitos com um estilo auto-crítico de personalidade, a um grupo de sujeitos com um estilo dependente e a um grupo de controlo. Foi utilizada a metodologia dos grupos extremos, pelo que os participantes foram seleccionados a partir de uma amostra não clínica extensa, tendo por base o resultado nas escalas de dependência e de auto-criticismo do Questionário de Experiências Depressivas. Foi também aplicado o Inventário de Depressão de Beck de forma a poder eliminar participantes eventualmente deprimidos. (…) |
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