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Processo RVCC para o público invisual

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Resumo:A presente investigação de cariz naturalista resultou do interesse em conhecer a realidade e especificidade do Processo RVCC quando realizado com cidadãos portadores de deficiência visual. Nesse sentido, pretendeu-se indagar em que medida esta via formativa promove os seus princípios e pressupostos teóricos, no plano prático/real. Como tal, a exploração desta temática especifica exigiu um olhar critico e reflexivo, designadamente sobre a adaptação, efeitos e repercussões da oferta formativa face ao público invisual. Baseado na realidade específica do CNO do CNED e em actores directamente ligados a esta instituição, o presente estudo de caso permitiu concluir que o Processo RVCC se encontra operacional e metodologicamente adaptado ao público invisual, apresentando-se como uma via de formação exequível que assegura condições de igualdade de acesso e participação, primando assim pelo respeito e garantia dos direitos dos cidadãos portadores de deficiência visual e pela execução de práticas de inclusão e equidade social. Do mesmo modo, permitiu concluir que os efeitos do processo RVCC ao nível pessoal e social são extremamente benéficos, os quais se reflectem positivamente nas vidas dos certificados, impulsionando-os a apostar em lógicas de aprendizagem ao longo da vida e contribuindo para a (re)definição e desenvolvimento dos seus projectos educativos/formativos. Não obstante, concluiu-se que os efeitos e repercussões do Processo RVCC no plano profissional são menos evidentes e/ou positivos. Se, por um lado, o aumento de qualificação permite o acesso a actividades profissionais anteriormente interditas (por falta de qualificação) e contribui para uma preparação mais eficaz para situações futuras, por outro, ela não se traduz e/ou concretiza nas mais-valias de (re)definição e desenvolvimento de projectos profissionais, nem em condições efectivas de empregabilidade activa. Sumariando, a investigação levada a cabo permitiu concluir que os pressupostos teóricos/ideológicos do Processo RVCC se reflectem significativamente no plano prático; contudo, permitiu igualmente concluir que no caso da recepção e intervenção com público invisual, é necessária a introdução de melhorias em termos de acessibilidade (nomeadamente acessibilidade instrumental e arquitectónica), bem como, de medidas estratégicas que fomentem efectivamente as condições de empregabilidade activa.
Autores principais:Almeida, Andreia Susana Ferreira de, 1984-
Assunto:Formação de adultos - Portugal Invisuais Inclusão social - Portugal Relatórios de estágio de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação de cariz naturalista resultou do interesse em conhecer a realidade e especificidade do Processo RVCC quando realizado com cidadãos portadores de deficiência visual. Nesse sentido, pretendeu-se indagar em que medida esta via formativa promove os seus princípios e pressupostos teóricos, no plano prático/real. Como tal, a exploração desta temática especifica exigiu um olhar critico e reflexivo, designadamente sobre a adaptação, efeitos e repercussões da oferta formativa face ao público invisual. Baseado na realidade específica do CNO do CNED e em actores directamente ligados a esta instituição, o presente estudo de caso permitiu concluir que o Processo RVCC se encontra operacional e metodologicamente adaptado ao público invisual, apresentando-se como uma via de formação exequível que assegura condições de igualdade de acesso e participação, primando assim pelo respeito e garantia dos direitos dos cidadãos portadores de deficiência visual e pela execução de práticas de inclusão e equidade social. Do mesmo modo, permitiu concluir que os efeitos do processo RVCC ao nível pessoal e social são extremamente benéficos, os quais se reflectem positivamente nas vidas dos certificados, impulsionando-os a apostar em lógicas de aprendizagem ao longo da vida e contribuindo para a (re)definição e desenvolvimento dos seus projectos educativos/formativos. Não obstante, concluiu-se que os efeitos e repercussões do Processo RVCC no plano profissional são menos evidentes e/ou positivos. Se, por um lado, o aumento de qualificação permite o acesso a actividades profissionais anteriormente interditas (por falta de qualificação) e contribui para uma preparação mais eficaz para situações futuras, por outro, ela não se traduz e/ou concretiza nas mais-valias de (re)definição e desenvolvimento de projectos profissionais, nem em condições efectivas de empregabilidade activa. Sumariando, a investigação levada a cabo permitiu concluir que os pressupostos teóricos/ideológicos do Processo RVCC se reflectem significativamente no plano prático; contudo, permitiu igualmente concluir que no caso da recepção e intervenção com público invisual, é necessária a introdução de melhorias em termos de acessibilidade (nomeadamente acessibilidade instrumental e arquitectónica), bem como, de medidas estratégicas que fomentem efectivamente as condições de empregabilidade activa.