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(Des)vantagens no uso da telemedicina durante a pandemia de COVID-19 : um estudo transversal com médicos portugueses

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A pandemia de COVID-19 criou desafios sem precedentes para o sistema de saúde global. Como resposta a essa crise de saúde pública, a telemedicina emergiu como uma ferramenta crucial para a prestação de cuidados médicos, minimizando a disseminação do vírus e garantindo o acesso contínuo aos serviços de saúde. Objetivos: Avaliar a frequência, o tipo e a qualidade dos cuidados prestados com uso da telemedicina durante a pandemia de COVID-19 e identificar vantagens e desvantagens do uso da telemedicina. Método: 38 médicos a exercer em Portugal preencheram um questionário que incluía questões sobre (1) a frequência, o tipo e a perceção de qualidade dos cuidados prestados através da telemedicina e (2) o impacto da telemedicina na prática médica. Resultados: O uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC) para cuidados de saúde antes da pandemia foi quase inexistente, verificando-se um aumento significativo durante a pandemia. O uso da telemedicina foi predominante ao nível do tratamento, seguimento e prevenção, mas menos em termos de diagnóstico. A maioria dos médicos considerou que a gestão de tempo foi mais eficaz nas consultas com o uso de TIC, mas que o exame físico e relação médico-doente foram as áreas mais afetadas. Conclusão: A telemedicina demonstrou ser uma ferramenta útil, ampliando o acesso aos cuidados de saúde e permitindo uma gestão de tempo mais eficaz nas consultas médicas. No entanto, é importante reconhecer que o diagnóstico e a relação médico-doente foram áreas prejudicadas, destacando a necessidade de equilibrar as vantagens e desvantagens dessa abordagem.
Autores principais:Gonçalves, Ana Beatriz Maio
Assunto:Telemedicina TIC COVID-19 Relação médico-doente
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A pandemia de COVID-19 criou desafios sem precedentes para o sistema de saúde global. Como resposta a essa crise de saúde pública, a telemedicina emergiu como uma ferramenta crucial para a prestação de cuidados médicos, minimizando a disseminação do vírus e garantindo o acesso contínuo aos serviços de saúde. Objetivos: Avaliar a frequência, o tipo e a qualidade dos cuidados prestados com uso da telemedicina durante a pandemia de COVID-19 e identificar vantagens e desvantagens do uso da telemedicina. Método: 38 médicos a exercer em Portugal preencheram um questionário que incluía questões sobre (1) a frequência, o tipo e a perceção de qualidade dos cuidados prestados através da telemedicina e (2) o impacto da telemedicina na prática médica. Resultados: O uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC) para cuidados de saúde antes da pandemia foi quase inexistente, verificando-se um aumento significativo durante a pandemia. O uso da telemedicina foi predominante ao nível do tratamento, seguimento e prevenção, mas menos em termos de diagnóstico. A maioria dos médicos considerou que a gestão de tempo foi mais eficaz nas consultas com o uso de TIC, mas que o exame físico e relação médico-doente foram as áreas mais afetadas. Conclusão: A telemedicina demonstrou ser uma ferramenta útil, ampliando o acesso aos cuidados de saúde e permitindo uma gestão de tempo mais eficaz nas consultas médicas. No entanto, é importante reconhecer que o diagnóstico e a relação médico-doente foram áreas prejudicadas, destacando a necessidade de equilibrar as vantagens e desvantagens dessa abordagem.