Publicação
Avaliação da desparasitação seletiva direcionada em equídeos por diferentes métodos coprológicos
| Resumo: | As recomendações quanto ao controlo parasitológico, atualmente assentam na importância da vigilância, deixando para trás abordagens tradicionais de desparasitações periódicas, em que não se procurava conhecer a carga parasitária existente. Face ao aumento das resistências e à dificuldade em criar fórmulas de desparasitantes, tornou-se imperativo a adoção de estratégias com rigor científico. Assim, a implementação de um programa de controlo parasitológico seletivo pode ser viável e altamente aconselhável. Neste trabalho, será apresentada uma revisão bibliográfica que incide nas parasitoses em equídeos, e que serve de suporte teórico ao estudo realizado, enfocando a desparasitação seletiva, através da comparação de dois métodos diferentes de Contagem de Ovos Fecais (COF) (McMaster e Mini-FLOTAC), bem como, da realização de coproculturas com a respetiva identificação parasitológica. Este estudo foi constituído por 19 equinos, 3 grupos de bovinos e 1 grupo de ovinos, pertencentes a uma exploração da região de Évora. As amostras de fezes foram colhidas e analisadas individualmente no caso dos 19 equídeos e em grupo no caso dos ruminantes. Ao longo das 6 colheitas, verificou-se uma média de infeção de 177,5 ovos por grama de fezes (OPGs) por McMaster e 133,7 OPGs por Mini-FLOTAC nos equinos. Foram desparasitados apenas os equinos com um limiar superior a 500 OPGs, com ivermectina e praziquantel (Eqvalan Duoâ). Apenas nestes indivíduos foram feitas coproculturas, que antes da desparasitação, foram positivos para ovos do tipo estrongilídeo (100% prevalência), com dominância dos ciatostomíneos. Os equinos por norma são resistentes a parasitas de outras espécies, mas existem exceções, como o Trichostrongylus axei, um parasita de ruminantes. No entanto, como nas coproculturas não foram encontrados Trichostrongylus axei, não foi possível comprovar a intertransmissibilidade de parasitas entre equídeos e ruminantes nesta exploração. Justificou-se a utilização do anti-helmíntico pois o Teste de Redução de Contagem de Ovos Fecais (TRCOF) foi > 97,3% e verificou-se um período de reaparecimento de ovos (PRO) superior a 1,5 mês. Foi possível concluir que o método Mini-FLOTAC apresenta maior eficácia e sensibilidade. Por ter um limiar de deteção inferior, permite detetar menos falsos negativos. De forma a atuarmos corretamente é imperativo implementarmos um programa de desparasitação seletiva, cumprindo o objetivo final da utilização correta e eficaz de fármacos anti-helmínticos, mas também com poupança de meios financeiros, atendendo ao menor número de desparasitações efetuadas |
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| Autores principais: | Carvalho, Ana Rita Mestre dos Santos |
| Assunto: | Desparasitação seletiva Equinos Mini-FLOTAC TRCOF PRO Targeted selective therapy Horses Mini-FLOTAC FECRT ERP |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As recomendações quanto ao controlo parasitológico, atualmente assentam na importância da vigilância, deixando para trás abordagens tradicionais de desparasitações periódicas, em que não se procurava conhecer a carga parasitária existente. Face ao aumento das resistências e à dificuldade em criar fórmulas de desparasitantes, tornou-se imperativo a adoção de estratégias com rigor científico. Assim, a implementação de um programa de controlo parasitológico seletivo pode ser viável e altamente aconselhável. Neste trabalho, será apresentada uma revisão bibliográfica que incide nas parasitoses em equídeos, e que serve de suporte teórico ao estudo realizado, enfocando a desparasitação seletiva, através da comparação de dois métodos diferentes de Contagem de Ovos Fecais (COF) (McMaster e Mini-FLOTAC), bem como, da realização de coproculturas com a respetiva identificação parasitológica. Este estudo foi constituído por 19 equinos, 3 grupos de bovinos e 1 grupo de ovinos, pertencentes a uma exploração da região de Évora. As amostras de fezes foram colhidas e analisadas individualmente no caso dos 19 equídeos e em grupo no caso dos ruminantes. Ao longo das 6 colheitas, verificou-se uma média de infeção de 177,5 ovos por grama de fezes (OPGs) por McMaster e 133,7 OPGs por Mini-FLOTAC nos equinos. Foram desparasitados apenas os equinos com um limiar superior a 500 OPGs, com ivermectina e praziquantel (Eqvalan Duoâ). Apenas nestes indivíduos foram feitas coproculturas, que antes da desparasitação, foram positivos para ovos do tipo estrongilídeo (100% prevalência), com dominância dos ciatostomíneos. Os equinos por norma são resistentes a parasitas de outras espécies, mas existem exceções, como o Trichostrongylus axei, um parasita de ruminantes. No entanto, como nas coproculturas não foram encontrados Trichostrongylus axei, não foi possível comprovar a intertransmissibilidade de parasitas entre equídeos e ruminantes nesta exploração. Justificou-se a utilização do anti-helmíntico pois o Teste de Redução de Contagem de Ovos Fecais (TRCOF) foi > 97,3% e verificou-se um período de reaparecimento de ovos (PRO) superior a 1,5 mês. Foi possível concluir que o método Mini-FLOTAC apresenta maior eficácia e sensibilidade. Por ter um limiar de deteção inferior, permite detetar menos falsos negativos. De forma a atuarmos corretamente é imperativo implementarmos um programa de desparasitação seletiva, cumprindo o objetivo final da utilização correta e eficaz de fármacos anti-helmínticos, mas também com poupança de meios financeiros, atendendo ao menor número de desparasitações efetuadas |
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