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Modelação de propagação acústica em ambiente marinho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Foi realizada uma análise de modelos numéricos de propagação do som em ambiente marinho e selecionados dois modelos para serem aplicados em três cenários. Considerando os critérios definidos no domínio das baixas frequências foi selecionado o modelo KRAKEN e para as altas frequências BELLHOP. O teste de Munk permitiu a comparação dos modelos e a demonstração da propagação acústica em ambiente de águas profundas. Ao comparar as simulações nas diferentes gamas de frequências verifica-se que o padrão dos perfis de TL é o mesmo, embora na gama das altas frequências os valores sejam superiores e também é nesta gama que os resultados entre os dois modelos são mais concordantes. O teste de Pekeris ilustra a propagação num ambiente de águas pouco profundas. Em adição foram também realizadas simulações com e sem atenuação no fundo. É também no domínio das altas frequências que os resultados obtidos pelos modelos são mais semelhantes. Quando existe atenuação no fundo, independentemente da frequência, os valores de TL são superiores. No teste do afloramento costeiro apenas foi utilizado o modelo BELLHOP. As velocidades mínimas são semelhantes, porém, quando não existe afloramento costeiro as velocidades máximas são superiores. Como consequência, TL é superior nas simulações sem afloramento. Quando existe variação do domínio das frequências não existe uma alteração acentuada em TL. Considerando os resultados dos três cenários, verifica-se que as alterações nos perfis da velocidade do som têm maior impacto nos perfis de TL que as alterações na gama de frequências e coeficiente de atenuação no fundo. Assim, embora BELLHOP possa ser aplicado em situações de baixa frequência apresenta limitações, porém tem a vantagem de considerar a batimetria. Por outro lado, KRAKEN pode ser aplicado em qualquer domínio de frequência, mas pode ser computacionalmente mais exigente e não considera batimetria.
Autores principais:Caetano, Beatriz Palma Teixeira
Assunto:propagação acústica marinha perda por propagação modelação numérica do som BELHHOP KRAKEN Teses de mestrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Foi realizada uma análise de modelos numéricos de propagação do som em ambiente marinho e selecionados dois modelos para serem aplicados em três cenários. Considerando os critérios definidos no domínio das baixas frequências foi selecionado o modelo KRAKEN e para as altas frequências BELLHOP. O teste de Munk permitiu a comparação dos modelos e a demonstração da propagação acústica em ambiente de águas profundas. Ao comparar as simulações nas diferentes gamas de frequências verifica-se que o padrão dos perfis de TL é o mesmo, embora na gama das altas frequências os valores sejam superiores e também é nesta gama que os resultados entre os dois modelos são mais concordantes. O teste de Pekeris ilustra a propagação num ambiente de águas pouco profundas. Em adição foram também realizadas simulações com e sem atenuação no fundo. É também no domínio das altas frequências que os resultados obtidos pelos modelos são mais semelhantes. Quando existe atenuação no fundo, independentemente da frequência, os valores de TL são superiores. No teste do afloramento costeiro apenas foi utilizado o modelo BELLHOP. As velocidades mínimas são semelhantes, porém, quando não existe afloramento costeiro as velocidades máximas são superiores. Como consequência, TL é superior nas simulações sem afloramento. Quando existe variação do domínio das frequências não existe uma alteração acentuada em TL. Considerando os resultados dos três cenários, verifica-se que as alterações nos perfis da velocidade do som têm maior impacto nos perfis de TL que as alterações na gama de frequências e coeficiente de atenuação no fundo. Assim, embora BELLHOP possa ser aplicado em situações de baixa frequência apresenta limitações, porém tem a vantagem de considerar a batimetria. Por outro lado, KRAKEN pode ser aplicado em qualquer domínio de frequência, mas pode ser computacionalmente mais exigente e não considera batimetria.