Publicação
Impact of the COVID-19 pandemic on outpatient medicines use: antibiotics as an example
| Resumo: | Contexto: A pandemia COVID-19 foi originada pelo novo coronavírus, SARS-CoV-2, que se propagou rapidamente por todo o mundo. As medidas de Saúde Pública que foram implementadas para reduzir a transmissão do vírus limitaram o acesso a prescrições médicas e poderão ter afetado a dispensa de medicamentos. O real impacto da pandemia e das medidas associadas no consumo de medicamentos em ambulatório não é conhecido. Objetivo: Avaliar o impacto da pandemia COVID-19 nos padrões de utilização de antibióticos de uso sistémico na comunidade, em Portugal. Método: Foi realizado um estudo descritivo e selecionados para análise, antibióticos de uso sistémico (classificação ATC J01). Uma análise de séries temporais, usando o modelo autorregressivo integrado de médias móveis (ARIMA), de indicadores de qualidade para o consumo de antibióticos na comunidade, em Portugal, foi realizada de 1 de janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2020. Resultados: O consumo de antibióticos (J01) diminuiu acentuadamente nos primeiros três meses de pandemia em Portugal, tendo uma redução significativa de 3 DIDs por mês no efeito de curto prazo (ρ = 0.0086). Após o início da pandemia, melhorias foram obtidas apenas a curto prazo para o consumo de penicilinas (ρ = 0.0247) e cefalosporinas (ρ = 0.0067). Não foram encontradas alterações significativas no consumo de macrólidos, lincosamidas e estreptograminas, quinolonas e no consumo relativo de penicilinas sensíveis às ß-lactamases e cefalosporinas de 3ª e 4ª geração. O consumo relativo de fluoroquinolonas aumentou a longo prazo +0.160% (ρ = 0.0199). O consumo relativo de penicilinas com inibidores das ß-lactamases e a razão entre antibióticos de amplo e estreito espectro sofreu um aumento a curto prazo (0.768% e 9.6, respetivamente), mas uma diminuição a longo prazo (-0.343% e -1.7, respetivamente). Conclusão: Existem alguns fatores relacionados à pandemia que levaram à diminuição do consumo de antibióticos de algumas classes, como o confinamento, a diminuição do número de consultas médicas presenciais realizadas e a redução da transmissão de outras infeções respiratórias. No geral, os nossos resultados mostram que a pandemia COVID-19 levou a um decrescimento no consumo de antibióticos, o que no futuro pode significar uma diminuição de resistências bacterianas. |
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| Autores principais: | Domingues, Mariana Filipa Antunes |
| Assunto: | COVID-19 Antibiotics Medicines consumption Time series analysis Pharmacies Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Contexto: A pandemia COVID-19 foi originada pelo novo coronavírus, SARS-CoV-2, que se propagou rapidamente por todo o mundo. As medidas de Saúde Pública que foram implementadas para reduzir a transmissão do vírus limitaram o acesso a prescrições médicas e poderão ter afetado a dispensa de medicamentos. O real impacto da pandemia e das medidas associadas no consumo de medicamentos em ambulatório não é conhecido. Objetivo: Avaliar o impacto da pandemia COVID-19 nos padrões de utilização de antibióticos de uso sistémico na comunidade, em Portugal. Método: Foi realizado um estudo descritivo e selecionados para análise, antibióticos de uso sistémico (classificação ATC J01). Uma análise de séries temporais, usando o modelo autorregressivo integrado de médias móveis (ARIMA), de indicadores de qualidade para o consumo de antibióticos na comunidade, em Portugal, foi realizada de 1 de janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2020. Resultados: O consumo de antibióticos (J01) diminuiu acentuadamente nos primeiros três meses de pandemia em Portugal, tendo uma redução significativa de 3 DIDs por mês no efeito de curto prazo (ρ = 0.0086). Após o início da pandemia, melhorias foram obtidas apenas a curto prazo para o consumo de penicilinas (ρ = 0.0247) e cefalosporinas (ρ = 0.0067). Não foram encontradas alterações significativas no consumo de macrólidos, lincosamidas e estreptograminas, quinolonas e no consumo relativo de penicilinas sensíveis às ß-lactamases e cefalosporinas de 3ª e 4ª geração. O consumo relativo de fluoroquinolonas aumentou a longo prazo +0.160% (ρ = 0.0199). O consumo relativo de penicilinas com inibidores das ß-lactamases e a razão entre antibióticos de amplo e estreito espectro sofreu um aumento a curto prazo (0.768% e 9.6, respetivamente), mas uma diminuição a longo prazo (-0.343% e -1.7, respetivamente). Conclusão: Existem alguns fatores relacionados à pandemia que levaram à diminuição do consumo de antibióticos de algumas classes, como o confinamento, a diminuição do número de consultas médicas presenciais realizadas e a redução da transmissão de outras infeções respiratórias. No geral, os nossos resultados mostram que a pandemia COVID-19 levou a um decrescimento no consumo de antibióticos, o que no futuro pode significar uma diminuição de resistências bacterianas. |
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