Publicação
Cultivo de microalgas unicelulares para determinação da produção lipídica e sequestro de carbono
| Resumo: | O uso de microalgas como fonte de biocombustível adquire grande relevância, numa altura em que o mundo se depara com uma crise energética, devido à depleção do petróleo e outros combustíveis fósseis, cujo uso crescente e continuado, desde a industrialização, tem conduzido à degradação ambiental. As grandes vantagens da utilização destes microorganismos como matéria-prima na produção de biocombustível residem: no facto de as consequentes emissões de CO2 corresponderem à quantidade sequestrada deste gás, através da fotossíntese, durante o crescimento da biomassa; na grande capacidade de fixar dióxido de carbono e de acumular lípidos. Desta forma, a presente dissertação teve como principal finalidade o cultivo de clorófitas unicelulares, Ankistrodesmus fusiformis e Scenedesmus sp.1, de modo a determinar o sequestro de carbono (medição da produtividade primária) e a produção lipídica, visando a possível obtenção de biodiesel. O cultivo em fotobioreactores air-lift permitiu elevadas taxas de crescimento e produtividade da biomassa. Em geral, evidenciou-se aumento da concentração dos pigmentos na fase estacionária e redução dos parâmetros fotossintéticos rETRmax, α e Fv/Fm nesta mesma fase, relativamente à exponencial. A aplicação das metodologias de determinação da produtividade primária (método de Winkler e método do 14C) permitiram verificar uma elevada e maior capacidade fotossintética em Scenedesmus sp.1, PBmax=57 μmol O2 (mg Chla)-1h-1 e 225,4 μmolC(mg Chla)-1h-1, comparativamente a Ankistrodesmus fusiformis, PBmax=31 μmol O2 (mg Chla)-1h-1 e 165,5 μmol C (mg Chla)-1h-1. A produção lipídica das espécies foi semelhante, quer observando os resultados obtidos para o conteúdo lipídico, quer pelo perfil de ácidos gordos. O conteúdo lipídico total em Ankistrodesmus fusiformis foi de 17,1% (fase estacionária); em Scenedesmus sp.1 foi de 18,3% (fase exponencial) e 14,9% (fase estacionária). Embora estes valores não sejam muito elevados, a predominância do ácido palmítico (16:0) e ácido oleico (18:1) nas fases do crescimento das espécies, torna estas algas adequadas para a produção de biodiesel. Os valores máximos registados corresponderam a C18:1, na fase estacionária, tanto em Ankistrodesmus fusiformis (37,8±6,9 %) como em Scenedesmus sp.1 (38,2 ±2,4 %). Os resultados e conclusões obtidos fazem valer a pena a concretização de mais estudos relativos à optimização das condições de cultura destas microalgas, visando um maior sequestro de carbono e maior produção lipídica. |
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| Autores principais: | Carolino, Liliana do Rosário Velez |
| Assunto: | Microalgas Carbono Azoto Biocombustíveis Biomassa Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O uso de microalgas como fonte de biocombustível adquire grande relevância, numa altura em que o mundo se depara com uma crise energética, devido à depleção do petróleo e outros combustíveis fósseis, cujo uso crescente e continuado, desde a industrialização, tem conduzido à degradação ambiental. As grandes vantagens da utilização destes microorganismos como matéria-prima na produção de biocombustível residem: no facto de as consequentes emissões de CO2 corresponderem à quantidade sequestrada deste gás, através da fotossíntese, durante o crescimento da biomassa; na grande capacidade de fixar dióxido de carbono e de acumular lípidos. Desta forma, a presente dissertação teve como principal finalidade o cultivo de clorófitas unicelulares, Ankistrodesmus fusiformis e Scenedesmus sp.1, de modo a determinar o sequestro de carbono (medição da produtividade primária) e a produção lipídica, visando a possível obtenção de biodiesel. O cultivo em fotobioreactores air-lift permitiu elevadas taxas de crescimento e produtividade da biomassa. Em geral, evidenciou-se aumento da concentração dos pigmentos na fase estacionária e redução dos parâmetros fotossintéticos rETRmax, α e Fv/Fm nesta mesma fase, relativamente à exponencial. A aplicação das metodologias de determinação da produtividade primária (método de Winkler e método do 14C) permitiram verificar uma elevada e maior capacidade fotossintética em Scenedesmus sp.1, PBmax=57 μmol O2 (mg Chla)-1h-1 e 225,4 μmolC(mg Chla)-1h-1, comparativamente a Ankistrodesmus fusiformis, PBmax=31 μmol O2 (mg Chla)-1h-1 e 165,5 μmol C (mg Chla)-1h-1. A produção lipídica das espécies foi semelhante, quer observando os resultados obtidos para o conteúdo lipídico, quer pelo perfil de ácidos gordos. O conteúdo lipídico total em Ankistrodesmus fusiformis foi de 17,1% (fase estacionária); em Scenedesmus sp.1 foi de 18,3% (fase exponencial) e 14,9% (fase estacionária). Embora estes valores não sejam muito elevados, a predominância do ácido palmítico (16:0) e ácido oleico (18:1) nas fases do crescimento das espécies, torna estas algas adequadas para a produção de biodiesel. Os valores máximos registados corresponderam a C18:1, na fase estacionária, tanto em Ankistrodesmus fusiformis (37,8±6,9 %) como em Scenedesmus sp.1 (38,2 ±2,4 %). Os resultados e conclusões obtidos fazem valer a pena a concretização de mais estudos relativos à optimização das condições de cultura destas microalgas, visando um maior sequestro de carbono e maior produção lipídica. |
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