Publicação
Novas substâncias psicoativas: mecanismos de ação e risco
| Resumo: | Uma nova substância psicoativa (NPS) é um estupefaciente ou um psicotrópico, puro ou numa preparação, que não seja controlado pelas Convenções anteriores das Nações Unidas, mas que pode constituir uma ameaça para a saúde pública comparável à das substâncias enumeradas nessas convenções. As NPS não são verdadeiramente novas substâncias, uma vez que muitas delas já existem desde a primeira metade do século passado. O que é novo e alarmante é a rapidez com que emergem novos análogos a partir dos anteriores e a globalização do seu consumo através do aliciamento dos consumidores (sobretudo jovens) como substâncias legais, seguras e de baixo custo. Os objetivos deste trabalho foram essencialmente dois: 1)Rever e resumir o que se sabe sobre os mecanismos de ação comuns das diferentes classes de NPS. 2) Rever e resumir o que se sabe sobre os riscos sociais e para a saúde resultantes do consumo das NPS. Para atingir estes objetivos foram feitas pesquisas em bases de dados eletrónicas. As NPS podem ser classificadas pelos seus efeitos psicogénicos (estimulantes / antidepressivos, psicadélicos / dissociativos, entactogénicos / empatogénicos e ansiolíticos / depressores) ou pelo mecanismo de ação neurofarmacológico (canabinóides sintéticos, catinonas sintéticas, arilciclohexilaminas, fenetilaminas, piperazinas, triptaminas e miscelânea de NPS). A maioria das NPS são nocivas e perigosas para o consumidor. Os riscos associados ao consumo de NPS podem ser divididos em riscos sociais e riscos para a saúde do consumidor, os quais estão intimamente ligados aos mecanismos de ação neurofarmacológico. Apesar disso, as várias NPS partilham entre si riscos sociais e para a saúde comuns. A única forma de pôr um fim ás estratégias de escape e contorno da lei vigente e ajudar a reduzir os riscos que estão claramente associados ao consumo das NPS é o seu controlo total e abrangente. No entanto isso pode colidir com a investigação de novas substâncias com utilidade na terapêutica. |
|---|---|
| Autores principais: | Sá, Cláudia Andreia Fernandes de |
| Assunto: | Novas substâncias psicoativas Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Uma nova substância psicoativa (NPS) é um estupefaciente ou um psicotrópico, puro ou numa preparação, que não seja controlado pelas Convenções anteriores das Nações Unidas, mas que pode constituir uma ameaça para a saúde pública comparável à das substâncias enumeradas nessas convenções. As NPS não são verdadeiramente novas substâncias, uma vez que muitas delas já existem desde a primeira metade do século passado. O que é novo e alarmante é a rapidez com que emergem novos análogos a partir dos anteriores e a globalização do seu consumo através do aliciamento dos consumidores (sobretudo jovens) como substâncias legais, seguras e de baixo custo. Os objetivos deste trabalho foram essencialmente dois: 1)Rever e resumir o que se sabe sobre os mecanismos de ação comuns das diferentes classes de NPS. 2) Rever e resumir o que se sabe sobre os riscos sociais e para a saúde resultantes do consumo das NPS. Para atingir estes objetivos foram feitas pesquisas em bases de dados eletrónicas. As NPS podem ser classificadas pelos seus efeitos psicogénicos (estimulantes / antidepressivos, psicadélicos / dissociativos, entactogénicos / empatogénicos e ansiolíticos / depressores) ou pelo mecanismo de ação neurofarmacológico (canabinóides sintéticos, catinonas sintéticas, arilciclohexilaminas, fenetilaminas, piperazinas, triptaminas e miscelânea de NPS). A maioria das NPS são nocivas e perigosas para o consumidor. Os riscos associados ao consumo de NPS podem ser divididos em riscos sociais e riscos para a saúde do consumidor, os quais estão intimamente ligados aos mecanismos de ação neurofarmacológico. Apesar disso, as várias NPS partilham entre si riscos sociais e para a saúde comuns. A única forma de pôr um fim ás estratégias de escape e contorno da lei vigente e ajudar a reduzir os riscos que estão claramente associados ao consumo das NPS é o seu controlo total e abrangente. No entanto isso pode colidir com a investigação de novas substâncias com utilidade na terapêutica. |
|---|