Publicação
Esquemas precoces maladaptativos, problemas emocionais e comportamentais e a satisfação com a vida na adolescência
| Resumo: | A literatura sugere existir uma associação entre os Esquemas Precoces Maladaptativos (EPM) e a presença de psicopatologia (Young, Klosko, & Weishaar, 2003), bem como a influência destes na Satisfação com a Vida da população mais jovem (Sahraee, Yusefnejad, & Khosravi, 2011; Suldo & Huebner, 2006), sendo a continuidade da investigação neste âmbito crucial à compreensão do desenvolvimento dos adolescentes portugueses. A presente investigação aplicou o Inventário de Esquemas para Crianças (IEC) (Rijckeboer & de Boo, 2010), anteriormente traduzido e adaptado para a língua portuguesa por Teixeira (2010), e explorou as suas capacidades psicométricas numa amostra de adolescentes portugueses (10-16 anos, N=185); numa segunda etapa, foi explorada a relação da presença de EPM com a manifestação de Problemas Internalizantes e Externalizantes, bem como com os níveis de Satisfação com a Vida percebidos pelos adolescentes. A análise fatorial exploratória da versão portuguesa do IEC sugeriu uma estrutura fatorial diferente da originalmente proposta por Rijckeboer e de Boo (2010), com a identificação de cinco fatores, permitindo perceber que esta escala identifica fatores já reconhecidos na população adulta, bem como a sua utilidade na identificação de esquemas em idade precoce. O IEC apresenta uma consistência interna total elevada (α = .84) e as subescalas mostram uma consistência interna que varia de α = .53 - .85, o que se justifica pelo número reduzido de itens em algumas escalas, resultante da análise fatorial exploratória efetuada (Pallant, 2007); as intercorrelações variam de pequenas a elevadas (.02 ≤ r ≤ .50). Assim, os resultados indicam que esta é uma boa medida de avaliação dos EPM na população portuguesa. Os restantes resultados obtidos demonstram uma associação positiva entre os Problemas Internalizantes e Externalizantes com a presença de EPM, e uma associação negativa entre os EPM e Problemas Internalizantes e Externalizantes com os níveis de Satisfação com a Vida percebidos pelos adolescentes portugueses. Neste sentido, as raparigas manifestaram mais EPM, bem como mais problemas Internalizantes e menores níveis de Satisfação com a Vida percebidos; a Adolescência Inicial (10-12 anos) mostra ter mais esquemas de Foco nos Outros e níveis mais elevados de Satisfação com a Vida; e, por último, na Adolescência Média (13-16 anos), verificaram-se mais esquemas de Hipervigilância e Insegurança. Os resultados permitiram aferir também o poder preditivo das variáveis, indicando que existem associações específicas entre os vários fatores identificados no IEC, os Problemas Emocionais, Comportamentais e Comportamento Pró-Social e a Satisfação com a Vida, tendo estes resultados sido discutidos relativamente às suas implicações para as intervenções clínicas. |
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| Autores principais: | Afonso, Ana Carolina Rodrigues |
| Assunto: | Problemas de comportamento Problemas emocionais Adolescentes Satisfação com a vida Teses de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A literatura sugere existir uma associação entre os Esquemas Precoces Maladaptativos (EPM) e a presença de psicopatologia (Young, Klosko, & Weishaar, 2003), bem como a influência destes na Satisfação com a Vida da população mais jovem (Sahraee, Yusefnejad, & Khosravi, 2011; Suldo & Huebner, 2006), sendo a continuidade da investigação neste âmbito crucial à compreensão do desenvolvimento dos adolescentes portugueses. A presente investigação aplicou o Inventário de Esquemas para Crianças (IEC) (Rijckeboer & de Boo, 2010), anteriormente traduzido e adaptado para a língua portuguesa por Teixeira (2010), e explorou as suas capacidades psicométricas numa amostra de adolescentes portugueses (10-16 anos, N=185); numa segunda etapa, foi explorada a relação da presença de EPM com a manifestação de Problemas Internalizantes e Externalizantes, bem como com os níveis de Satisfação com a Vida percebidos pelos adolescentes. A análise fatorial exploratória da versão portuguesa do IEC sugeriu uma estrutura fatorial diferente da originalmente proposta por Rijckeboer e de Boo (2010), com a identificação de cinco fatores, permitindo perceber que esta escala identifica fatores já reconhecidos na população adulta, bem como a sua utilidade na identificação de esquemas em idade precoce. O IEC apresenta uma consistência interna total elevada (α = .84) e as subescalas mostram uma consistência interna que varia de α = .53 - .85, o que se justifica pelo número reduzido de itens em algumas escalas, resultante da análise fatorial exploratória efetuada (Pallant, 2007); as intercorrelações variam de pequenas a elevadas (.02 ≤ r ≤ .50). Assim, os resultados indicam que esta é uma boa medida de avaliação dos EPM na população portuguesa. Os restantes resultados obtidos demonstram uma associação positiva entre os Problemas Internalizantes e Externalizantes com a presença de EPM, e uma associação negativa entre os EPM e Problemas Internalizantes e Externalizantes com os níveis de Satisfação com a Vida percebidos pelos adolescentes portugueses. Neste sentido, as raparigas manifestaram mais EPM, bem como mais problemas Internalizantes e menores níveis de Satisfação com a Vida percebidos; a Adolescência Inicial (10-12 anos) mostra ter mais esquemas de Foco nos Outros e níveis mais elevados de Satisfação com a Vida; e, por último, na Adolescência Média (13-16 anos), verificaram-se mais esquemas de Hipervigilância e Insegurança. Os resultados permitiram aferir também o poder preditivo das variáveis, indicando que existem associações específicas entre os vários fatores identificados no IEC, os Problemas Emocionais, Comportamentais e Comportamento Pró-Social e a Satisfação com a Vida, tendo estes resultados sido discutidos relativamente às suas implicações para as intervenções clínicas. |
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