Publicação
O desenvolvimento do pensamento crítico de alunos do 10º ano no estudo da função quadrática
| Resumo: | O presente estudo incide na minha intervenção com uma turma do 10º ano de escolaridade da Escola Secundária Padre António Vieira, situada em Lisboa. A intervenção contemplou seis aulas de 100 minutos e duas aulas de 50 minutos de duração, onde lecionei a subunidade didática Função quadrática. O objetivo deste trabalho foi explorar e compreender o desenvolvimento do pensamento crítico de alunos do 10.º ano no estudo da função quadrática, pretendendo dar resposta a três questões de investigação: “Quais as características necessárias numa tarefa sobre funções quadráticas que promovam o pensamento crítico do aluno?”, “De que forma diferentes tarefas envolvendo funções quadráticas permitem o desenvolvimento do pensamento crítico do aluno?” e por último “Que contribuições a discussão traz para o desenvolvimento do pensamento crítico do aluno?”. Foi desenvolvido um estudo exploratório de natureza qualitativa, cuja recolha de dados foi realizada através de observação participante, com um diário de bordo e registos áudio e vídeo; realização de entrevistas e recolha dos documentos escritos pelos alunos, neste caso, a resolução das tarefas propostas. Após ser realizada a análise de dados, concluiu-se que as tarefas que mais contribuem para o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos são as do tipo “problemas não-rotineiros”, a análise crítica da explicação matemática de um procedimento ou conceito e a análise crítica de estratégias de resolução de problemas. Para desenvolver esta competência deve optar-se por um ambiente de aprendizagem de carácter exploratório e priorizar o trabalho cooperativo entre os alunos. O questionamento realizado pela professora demonstrou-se proveitoso como estratégia de suporte. Por fim, importa destacar a fase da discussão, tanto entre dois grupos como entre toda a turma, que nos revelou favorecer particularmente a capacidade de pensar criticamente dos alunos. |
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| Autores principais: | Ferreira, Maria Madalena Ataíde |
| Assunto: | Aprendizagem da matemática Pensamento crítico Competências Funções (Matemática) Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo incide na minha intervenção com uma turma do 10º ano de escolaridade da Escola Secundária Padre António Vieira, situada em Lisboa. A intervenção contemplou seis aulas de 100 minutos e duas aulas de 50 minutos de duração, onde lecionei a subunidade didática Função quadrática. O objetivo deste trabalho foi explorar e compreender o desenvolvimento do pensamento crítico de alunos do 10.º ano no estudo da função quadrática, pretendendo dar resposta a três questões de investigação: “Quais as características necessárias numa tarefa sobre funções quadráticas que promovam o pensamento crítico do aluno?”, “De que forma diferentes tarefas envolvendo funções quadráticas permitem o desenvolvimento do pensamento crítico do aluno?” e por último “Que contribuições a discussão traz para o desenvolvimento do pensamento crítico do aluno?”. Foi desenvolvido um estudo exploratório de natureza qualitativa, cuja recolha de dados foi realizada através de observação participante, com um diário de bordo e registos áudio e vídeo; realização de entrevistas e recolha dos documentos escritos pelos alunos, neste caso, a resolução das tarefas propostas. Após ser realizada a análise de dados, concluiu-se que as tarefas que mais contribuem para o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos são as do tipo “problemas não-rotineiros”, a análise crítica da explicação matemática de um procedimento ou conceito e a análise crítica de estratégias de resolução de problemas. Para desenvolver esta competência deve optar-se por um ambiente de aprendizagem de carácter exploratório e priorizar o trabalho cooperativo entre os alunos. O questionamento realizado pela professora demonstrou-se proveitoso como estratégia de suporte. Por fim, importa destacar a fase da discussão, tanto entre dois grupos como entre toda a turma, que nos revelou favorecer particularmente a capacidade de pensar criticamente dos alunos. |
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