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Avaliação dos impactos de fatores climáticos nos padrões de mortalidade em explorações de bovinos

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Resumo:Os bovinos são animais homeotérmicos e como tal têm uma Zona de Conforto Térmico. Fora desta sofrem stress térmico para manter a sua temperatura corporal. Este é observado em consequência de eventos climáticos extremos e tem efeitos negativos a nível produtivo, reprodutivo, metabólico e, no pior dos cenários, culmina na morte dos animais. O conhecimento da zona de conforto térmico dos bovinos e efeitos da temperatura são de interesse primário, pois permitem aplicar medidas preventivas adaptadas ao ambiente local e ajustar as condições de produção dos bovinos. Além disso, é importante perceber de que forma é que o stress térmico influencia a taxa de mortalidade e em que proporção. Neste estudo fez-se uma caracterização da variação da taxa de mortalidade ao longo do ano para as 7 regiões em que o país foi dividido, analisando-se dados relativos a um período de 4 anos (2015-08-15 a 2019-08-15). Avaliou-se e quantificou-se também a relação do THI (Índice de Temperatura-Humidade) com o Risco Relativo, ou seja, a relação exposição-resposta tendo em conta os desfasamentos temporais, através de Modelos Não Lineares com Desfasamento Distribuído (DLNM). Para tal consideram-se todas as explorações bovinas presentes em Portugal continental, que no período em estudo, tinham informação relativa à sua localização e que apresentavam continuidade de registos no Sistema Integrado de Recolha de Cadáveres de Animais (SIRCA), assim como os bovinos nelas presentes. Os registos das mortes foram obtidos da base de dados do SIRCA e os dados climáticos das estações meteorológicas localizadas em Portugal continental. Verificou-se que a taxa de mortalidade apresenta sazonalidade ao longo do ano, sendo que a faixa etária dos animais entre 1 e 60 dias é a que apresenta valores mais elevados. Valores de THI a partir de 75 e abaixo de 45, têm efeitos imediatos e desfasados no tempo (até 25 dias), com risco de morrer de 1,2 a 3 vezes mais, respetivamente.
Autores principais:Vicente, Jéssica Sábio
Assunto:Stress térmico Taxa de mortalidade DLNM Índice Temperatura-Humidade Bem-Estar animal Bovinos Thermic Stress Mortality Rat DLNM Welfare Welfare Cattle
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os bovinos são animais homeotérmicos e como tal têm uma Zona de Conforto Térmico. Fora desta sofrem stress térmico para manter a sua temperatura corporal. Este é observado em consequência de eventos climáticos extremos e tem efeitos negativos a nível produtivo, reprodutivo, metabólico e, no pior dos cenários, culmina na morte dos animais. O conhecimento da zona de conforto térmico dos bovinos e efeitos da temperatura são de interesse primário, pois permitem aplicar medidas preventivas adaptadas ao ambiente local e ajustar as condições de produção dos bovinos. Além disso, é importante perceber de que forma é que o stress térmico influencia a taxa de mortalidade e em que proporção. Neste estudo fez-se uma caracterização da variação da taxa de mortalidade ao longo do ano para as 7 regiões em que o país foi dividido, analisando-se dados relativos a um período de 4 anos (2015-08-15 a 2019-08-15). Avaliou-se e quantificou-se também a relação do THI (Índice de Temperatura-Humidade) com o Risco Relativo, ou seja, a relação exposição-resposta tendo em conta os desfasamentos temporais, através de Modelos Não Lineares com Desfasamento Distribuído (DLNM). Para tal consideram-se todas as explorações bovinas presentes em Portugal continental, que no período em estudo, tinham informação relativa à sua localização e que apresentavam continuidade de registos no Sistema Integrado de Recolha de Cadáveres de Animais (SIRCA), assim como os bovinos nelas presentes. Os registos das mortes foram obtidos da base de dados do SIRCA e os dados climáticos das estações meteorológicas localizadas em Portugal continental. Verificou-se que a taxa de mortalidade apresenta sazonalidade ao longo do ano, sendo que a faixa etária dos animais entre 1 e 60 dias é a que apresenta valores mais elevados. Valores de THI a partir de 75 e abaixo de 45, têm efeitos imediatos e desfasados no tempo (até 25 dias), com risco de morrer de 1,2 a 3 vezes mais, respetivamente.