| Resumo: | O estudo que aqui se apresenta visou identificar as perceções dos atores políticos e institucionais sobre as Estruturas Residenciais para Idosos, no contexto das politicas Públicas do Envelhecimento, com o intuito de contribuir para o entendimento da necessidade de manter ou reformular conceitos, modelos organizativos e politicas públicas, que possam acompanhar as necessidades do tempo presente e dignificar, humanizando, a vida do idoso que, por necessidade física, social ou simplesmente por opção pessoal, reside numa estrutura que o Estado, por imperativo social e de cidadania, lhe coloca à sua disposição. O estudo, de natureza exploratória e seguindo um paradigma qualitativo ou compreensivo, foi realizado com base em quarenta e oito entrevistas semiestruturadas realizada entre os anos 2015 a 2018 a uma população de Ministros da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Presidentes do Instituto de Segurança Social, Presidentes das Camaras Municipais dos Distritos de Braga e Viana do Castelo, Diretores Distritais da Segurança Social dos Distritos de Braga e Viana do Castelo, Diretores técnicos das Estruturas Residenciais para Idosos das principais Instituições Particulares de Solidariedade Social de todos os concelhos do Distritos referidos. Os resultados evidenciam algumas divergências nas diferentes perceções, dos vários atores, sobre as mais pertinentes questões que este assunto nos provoca, mas há aspetos, de uma visão quase unanime, que indica a necessidade, urgente, de repensar o funcionamento estrutural, financeiro e social com soluções que permitam, a todos, um processo de envelhecimento digno, numa sociedade hoje diferente, independentemente da sua condição social, económica ou capacidade de autonomia física e/ou psíquica. Podemos encontrar posições divergentes observáveis dentro de cada grupo de entrevistados, mas também, em cada grupo, encontramos sempre uma posição claramente dominante por ser maioritária e que confirma a necessidade de mudar. |