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Adenocarcinoma gástrico em doentes com imunodeficiência comum variável

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Resumo:A Imunodeficiência Comum Variável (ICV) é a Imunodeficiência Primária sintomática mais frequente em adultos. Nesta existe um risco aumentado de 10-47 vezes de desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico. Neste estudo retrospetivo, constituído por seis doentes com ICV e diagnóstico de adenocarcinoma, no período 2004-2018 no Centro Hospitalar Lisboa Norte - Portugal, tivemos como objetivo a sua caracterização clínica, imunofenotípica e estudo anatomopatológico de biópsias gástricas e peças cirúrgicas de gastrectomia. Para isso analisámos os processos clínicos, os relatórios de imunofenotipagem e anatomopatológicos dos doentes. Com uma amostra de 3 doentes do sexo masculino e 3 do sexo feminino (idade média de 43,3 anos), obtivemos como resultados um valor médio de diagnóstico de ICV aos 20,7 anos e das primeiras manifestações de ICV aos 9,3 anos. Em termos clínicos todos os doentes manifestaram patologia inserida em cinco categorias major: Infeção sem complicações; enteropatia; complicações autoimunes; complicações de infiltração linfocítica policlonal; e complicações neoplásicas. Quanto ao adenocarcinoma gástrico, este foi diagnosticado em média aos 40,5 anos. Em 5 doentes foi observada infeção por Helicobacter pylori (H. pylori), tendo as biópsias gástricas vários tipos de alterações, desde gastrite crónica, gastrite atrófica, metaplasia intestinal, displasia ou adenocarcinoma. Foram diagnosticados dois adenocarcinomas do tipo intestinal, dois do tipo difuso e dois adenocarcinomas do tipo indeterminado, sendo que em quatro casos (gastrectomia) existiam alterações morfológicas na região peritumoral e em outras áreas da mucosa gástrica, mas com menos gravidade do que na área tumoral. Fica assim patente, a enorme diversidade de subtipos de adenocarcinoma gástricos em doentes com ICV. O recurso a estudos moleculares poderá ajudar na explicação do processo de carcinogénese gástrica associada a ICV.
Autores principais:Alves, Rui Pedro Miranda
Assunto:Imunodeficiência comum variável Adenocarcinoma gástrico Helicobacter pylori Imunologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Imunodeficiência Comum Variável (ICV) é a Imunodeficiência Primária sintomática mais frequente em adultos. Nesta existe um risco aumentado de 10-47 vezes de desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico. Neste estudo retrospetivo, constituído por seis doentes com ICV e diagnóstico de adenocarcinoma, no período 2004-2018 no Centro Hospitalar Lisboa Norte - Portugal, tivemos como objetivo a sua caracterização clínica, imunofenotípica e estudo anatomopatológico de biópsias gástricas e peças cirúrgicas de gastrectomia. Para isso analisámos os processos clínicos, os relatórios de imunofenotipagem e anatomopatológicos dos doentes. Com uma amostra de 3 doentes do sexo masculino e 3 do sexo feminino (idade média de 43,3 anos), obtivemos como resultados um valor médio de diagnóstico de ICV aos 20,7 anos e das primeiras manifestações de ICV aos 9,3 anos. Em termos clínicos todos os doentes manifestaram patologia inserida em cinco categorias major: Infeção sem complicações; enteropatia; complicações autoimunes; complicações de infiltração linfocítica policlonal; e complicações neoplásicas. Quanto ao adenocarcinoma gástrico, este foi diagnosticado em média aos 40,5 anos. Em 5 doentes foi observada infeção por Helicobacter pylori (H. pylori), tendo as biópsias gástricas vários tipos de alterações, desde gastrite crónica, gastrite atrófica, metaplasia intestinal, displasia ou adenocarcinoma. Foram diagnosticados dois adenocarcinomas do tipo intestinal, dois do tipo difuso e dois adenocarcinomas do tipo indeterminado, sendo que em quatro casos (gastrectomia) existiam alterações morfológicas na região peritumoral e em outras áreas da mucosa gástrica, mas com menos gravidade do que na área tumoral. Fica assim patente, a enorme diversidade de subtipos de adenocarcinoma gástricos em doentes com ICV. O recurso a estudos moleculares poderá ajudar na explicação do processo de carcinogénese gástrica associada a ICV.