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Armando Zuzarte Cortesão (1891-1977): vida, exílio e mapas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Quando são passados mais de 40 anos sobre a morte de Armando Cortesão, não apenas parece assente que se tratou do mais importante historiador português da cartografia antiga do século XX, como também de um dos raros especialistas de projecção internacional que ensaiaram uma análise historiográfica geral deste campo de estudos que emergiu com uma identidade disciplinar e uma actividade prática próprias a partir da década de 19302. Num olhar forçosamente abreviado sobre uma longa vida dedicada ao estudo dos mapas antigos – tema que, ainda assim, esteve longe de ser exclusivo nas suas preocupações de investigador, como também veremos –, dois aspectos há que se impõem aos demais e que tentaremos ilustrar nesta breve resenha biobibliográfica. Desde logo, um alinhamento precoce e deliberado com o legado historiográfico do visconde de Santarém, o qual, por sua vez, teve na base um entendimento muito coerente sobre a relação entre os estudos cartográficos, a história das descobertas e o projecto colonial português transposto do liberalismo para os sucessivos regimes que o foram actualizando até 1974. Por outro lado, destaca-se em Armando Cortesão uma invulgar capacidade para transformar em oportunidades os múltiplos constrangimentos que decorreram de quase 20 anos de expatriado político na Europa. Tal pragmatismo traduziu-se na construção de uma extensa rede de afinidades, pedra angular de uma obra marcada pela divulgação de fontes primárias3 e amparada por uma crítica erudita em permanente diálogo com a historiografia europeia e americana da sua principal área de especialidade.
Autores principais:Oliveira, Francisco Roque de
Assunto:Armando Zuzarte Cortesão Biografia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Quando são passados mais de 40 anos sobre a morte de Armando Cortesão, não apenas parece assente que se tratou do mais importante historiador português da cartografia antiga do século XX, como também de um dos raros especialistas de projecção internacional que ensaiaram uma análise historiográfica geral deste campo de estudos que emergiu com uma identidade disciplinar e uma actividade prática próprias a partir da década de 19302. Num olhar forçosamente abreviado sobre uma longa vida dedicada ao estudo dos mapas antigos – tema que, ainda assim, esteve longe de ser exclusivo nas suas preocupações de investigador, como também veremos –, dois aspectos há que se impõem aos demais e que tentaremos ilustrar nesta breve resenha biobibliográfica. Desde logo, um alinhamento precoce e deliberado com o legado historiográfico do visconde de Santarém, o qual, por sua vez, teve na base um entendimento muito coerente sobre a relação entre os estudos cartográficos, a história das descobertas e o projecto colonial português transposto do liberalismo para os sucessivos regimes que o foram actualizando até 1974. Por outro lado, destaca-se em Armando Cortesão uma invulgar capacidade para transformar em oportunidades os múltiplos constrangimentos que decorreram de quase 20 anos de expatriado político na Europa. Tal pragmatismo traduziu-se na construção de uma extensa rede de afinidades, pedra angular de uma obra marcada pela divulgação de fontes primárias3 e amparada por uma crítica erudita em permanente diálogo com a historiografia europeia e americana da sua principal área de especialidade.