Publicação
Estabelecimento de uma nova metodologia para avaliação in vitro da eficácia e impacto do tratamento de infeções do local cirúrgico em equinos
| Resumo: | As infeções do local cirúrgico são a maior causa de infeções pós-operatórias. Em equinos, este problema está frequentemente associado a microrganismos comensais oportunistas, sendo que Escherichia coli foi o microrganismo mais isolado em diversos estudos. A utilização de antissépticos constitui um elemento chave para o controlo e tratamento destas infeções e o aumento das resistências aos antibióticos gerou um aumento paralelo da utilização destas substâncias. Os objetivos do presente estudo foram: 1) Adaptar e desenvolver uma metodologia experimental que permita a avaliação visual e temporal da capacidade de multiplicação bacteriana em concentrações crescentes de biocidas; 2) Verificar e comparar a capacidade de multiplicação e sobrevivência em concentrações crescentes de biocidas entre isolados patogénicos multirresistentes e isolados comensais; 3) Aferir a existência de resistência cruzada entre a clorexidina e a iodopovidona e alguns antibióticos mais utilizados em clínica de equinos. Para tal, foi desenvolvida uma metodologia de avaliação em MEGAplate adaptada de Baym et al. (2016) utilizando dois isolados bacterianos, um isolado de E. coli proveniente de uma amostra fecal e outro de Klebsiella pneumoniae proveniente de uma amostra de infeção do local cirúrgico, sujeitos a concentrações crescentes de dois antissépticos, a clorexidina e a iodopovidona. A multiplicação bacteriana observada nos 4 ensaios realizados sugere que ambas as substâncias não são capazes de inibir microrganismos comensais e patogénicos; não pareceu haver diferença entre a multiplicação bacteriana dos dois isolados; foram ainda observadas alterações nos perfis de susceptibilidade aos antimicrobianos entre os isolados iniciais e os isolados obtidos no final de cada ensaio. Este estudo sugere que não existe uma grande vantagem na aplicação de antissépticos no tratamento de infeções do local cirúrgico em equinos e que a sua utilização pode selecionar e induzir resistências cruzadas aos antibióticos. |
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| Autores principais: | Roza, Filipa Moutinho Trigo da |
| Assunto: | Equino Escherichia coli Klebsiella pneumoniae Antisséptico Cirurgia Clorexidina Iodopovidona Horse Antisseptic Surgery Chlorhexidine Povidone-iodine |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As infeções do local cirúrgico são a maior causa de infeções pós-operatórias. Em equinos, este problema está frequentemente associado a microrganismos comensais oportunistas, sendo que Escherichia coli foi o microrganismo mais isolado em diversos estudos. A utilização de antissépticos constitui um elemento chave para o controlo e tratamento destas infeções e o aumento das resistências aos antibióticos gerou um aumento paralelo da utilização destas substâncias. Os objetivos do presente estudo foram: 1) Adaptar e desenvolver uma metodologia experimental que permita a avaliação visual e temporal da capacidade de multiplicação bacteriana em concentrações crescentes de biocidas; 2) Verificar e comparar a capacidade de multiplicação e sobrevivência em concentrações crescentes de biocidas entre isolados patogénicos multirresistentes e isolados comensais; 3) Aferir a existência de resistência cruzada entre a clorexidina e a iodopovidona e alguns antibióticos mais utilizados em clínica de equinos. Para tal, foi desenvolvida uma metodologia de avaliação em MEGAplate adaptada de Baym et al. (2016) utilizando dois isolados bacterianos, um isolado de E. coli proveniente de uma amostra fecal e outro de Klebsiella pneumoniae proveniente de uma amostra de infeção do local cirúrgico, sujeitos a concentrações crescentes de dois antissépticos, a clorexidina e a iodopovidona. A multiplicação bacteriana observada nos 4 ensaios realizados sugere que ambas as substâncias não são capazes de inibir microrganismos comensais e patogénicos; não pareceu haver diferença entre a multiplicação bacteriana dos dois isolados; foram ainda observadas alterações nos perfis de susceptibilidade aos antimicrobianos entre os isolados iniciais e os isolados obtidos no final de cada ensaio. Este estudo sugere que não existe uma grande vantagem na aplicação de antissépticos no tratamento de infeções do local cirúrgico em equinos e que a sua utilização pode selecionar e induzir resistências cruzadas aos antibióticos. |
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