Publicação
Parentalidade e sentido de família em famílias adoptivas : uma análise de narrativas
| Resumo: | As famílias adoptivas, enquanto sistema familiar, apresentam algumas especificidades inerentes à extensão do conceito de família para além dos limites biológicos e genéticos, especificidades que precisam ser compreendidas, assumidas e integradas, refletindo-se diretamente nas tarefas relacionadas com a construção do “Sentido de Família”. A presente investigação pretende identificar e compreender quais os fatores, reconhecidos pelas famílias adoptivas, que influenciam tanto o nascimento e desenvolvimento do “Sentido de Família” como a transição para a parentalidade, comparando famílias singulares com casais, e famílias com fratrias adoptivas, com fratrias mistas e com filhos únicos. O estudo exploratório foi realizado com uma amostra constituída por 14 famílias adoptivas, 10 casais adoptantes e 4 adoptantes singulares, 9 com filhos únicos, 3 com fratrias mistas e 2 com fratrias adoptivas. Tendo como base no paradigma construcionista, recorreu-se a uma metodologia qualitativa, aplicando-se uma entrevista semiestruturada, com posterior análise de conteúdo através do software QSR NVivo 8. Os resultados obtidos revelam que a maioria dos pais adoptivos considera que os seus filhos se adaptaram facilmente à nova família e apontam como factores determinantes para o sentido de família a noção de pertença e partilha, o estabelecimento de rituais e rotinas, a coesão familiar, a imagem da família e a perceção de expansão familiar no tempo. Embora as diferenças observadas entre casais e singulares não sejam significativas, o mesmo não acontece para famílias com fratrias adoptivas, fratrias mistas e filhos únicos, pelo que o número de filhos e sua origem parecem levar os pais a adoptar dinâmicas familiares diferentes. |
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| Autores principais: | Costa, Marta Sofia Carapeto Pereira dos Santos |
| Assunto: | Famílias adoptivas Parentalidade Ciclo de vida - Família Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As famílias adoptivas, enquanto sistema familiar, apresentam algumas especificidades inerentes à extensão do conceito de família para além dos limites biológicos e genéticos, especificidades que precisam ser compreendidas, assumidas e integradas, refletindo-se diretamente nas tarefas relacionadas com a construção do “Sentido de Família”. A presente investigação pretende identificar e compreender quais os fatores, reconhecidos pelas famílias adoptivas, que influenciam tanto o nascimento e desenvolvimento do “Sentido de Família” como a transição para a parentalidade, comparando famílias singulares com casais, e famílias com fratrias adoptivas, com fratrias mistas e com filhos únicos. O estudo exploratório foi realizado com uma amostra constituída por 14 famílias adoptivas, 10 casais adoptantes e 4 adoptantes singulares, 9 com filhos únicos, 3 com fratrias mistas e 2 com fratrias adoptivas. Tendo como base no paradigma construcionista, recorreu-se a uma metodologia qualitativa, aplicando-se uma entrevista semiestruturada, com posterior análise de conteúdo através do software QSR NVivo 8. Os resultados obtidos revelam que a maioria dos pais adoptivos considera que os seus filhos se adaptaram facilmente à nova família e apontam como factores determinantes para o sentido de família a noção de pertença e partilha, o estabelecimento de rituais e rotinas, a coesão familiar, a imagem da família e a perceção de expansão familiar no tempo. Embora as diferenças observadas entre casais e singulares não sejam significativas, o mesmo não acontece para famílias com fratrias adoptivas, fratrias mistas e filhos únicos, pelo que o número de filhos e sua origem parecem levar os pais a adoptar dinâmicas familiares diferentes. |
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