Publicação
Produção de co-extrudidos à base de hidroxipropilmetilcelulose para libertação controlada de fármacos
| Resumo: | Neste trabalho foram produzidos extrudidos laminares, por extrusão, a partir de massas húmidas. Diferentes massas moleculares de polímero (hidroxipropilmetilcelulose – HPMC), fracções de HPMC, tipos de excipientes e tamanhos de laminados produzidos foram combinados e considerados no estudo. Misturas de HPMC, lactose, celulose microcristalina, cumarina e água foram usadas. Os extrudidos foram analisados visualmente, foram também caracterizados quanto à força de extrusão em estado estacionário, densidade, porosidade, resistência à flexão, elasticidade (módulo de Young) e rigidez; também ensaios de entumescimento e dissolução foram realizados. As alterações nas dimensões após o processo de secagem também foram investigadas. Os laminados com elevadas fracções em lactose (.20BC) apresentaram defeito de shark skinning, por outro lado os constituídos por elevadas fracções de HPMC (.60 e .80) apresentaram rugosidade de superfície. Os resultados obtidos para a força de extrusão mostraram que o aumento da massa molecular do polímero bem como a fracção de HPMC, aumentaram a força de extrusão. Os valores de densidade aumentaram com o aumento da massa molecular do polímero, a diminuição da fracção de HPMC e a presença de MCC. Uma relação inversa entre a porosidade e a densidade foi registada. A resistência à flexão, o módulo de Young e a rigidez foram calculados, laminados constituídos por massas moleculares poliméricas superiores, elevadas fracções de HPMC e em que a MCC esteve presente foram os que apresentaram os maiores valores de resistência à flexão, módulo de Young e rigidez. As dimensões dos extrudidos após secagem foram diferentes das dimensões medidas imediatamente após extrusão. A espessura apresentou uma expansão enquanto o comprimento e largura apresentaram contracção. Em contacto com a água a HPMC hidrata e entumesce, e nos ensaios foi notado que o aumento da viscosidade, elevadas fracções de HPMC e a presença de MCC fizeram com que a espessura da camada de gel fosse superior. Foi também analisado o efeito do tamanho dos laminados no entumescimento, e verificou-se que o entumescimento foi superior para laminados maiores. O entumescimento afectou a libertação de cumarina da matriz polimérica, devido à camada de gel que se formou e que retardou a libertação da substância activa. Assim os laminados de baixa fracção em HPMC, baixa viscosidade e presença de lactose em elevadas fracções foram os que tiveram uma libertação mais rápida da cumarina. As dimensões mais pequenas apresentaram as maiores libertações de substância activa, porém os laminados de maiores dimensões não apresentarem os valores mais baixos de libertação da cumarina. |
|---|---|
| Autores principais: | Raimundo, Andreia Catarina Parreira Costa Martins |
| Assunto: | Libertação controlada Cumarina Hidroxipropilmetilcelulose Extrusão laminar Entumescimento |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
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