Publicação
Toxoplasmose e VIH pediátrico : dois casos clínicos
| Resumo: | A Toxoplasmose é uma infecção oportunista causada pelo Toxoplasma gondii, um protozoário parasitário que apresenta uma distribuição mundial e pode afectar um largo espectro de animais (incluindo a espécie humana), estando associada à família Felidae. Das suas múltiplas formas de apresentação, num doente infetado pelo VIH, surge habitualmente sob a forma de Toxoplasmose Cerebral, sendo esta a infecção do Sistema Nervoso Central mais comum nesta população. Clinicamente, a toxoplasmose cerebral em doentes VIH positivos apresenta-se como um quadro de encefalite associado a lesões ocupantes de espaço com um aspecto típico em anel com edema perilesional. O diagnóstico presuntivo desta entidade clínica baseia-se num conjunto de achados clínicos, imunológicos e imagiológicos, sendo o diagnóstico definitivo alcançado perante uma resposta positiva à terapêutica empírica utilizada ou com a utilização de métodos mais invasivos, como a biópsia cerebral. O tratamento assenta sobre dois grandes pilares: a terapêutica antimicrobiana contra o parasita em si e a terapêutica antirretroviral, crucial na recuperação imunitária e indispensável para o controlo da infecção parasitária. Neste trabalho são apresentados dois casos de toxoplasmose cerebral em idade pediátrica, em que o diagnóstico de infecção VIH foi efetuado subsequentemente ao quadro inaugural de toxoplasmose. Adicionalmente, compara-se a resposta terapêutica nos dois casos e discute-se o desafio da resposta parcial à terapêutica. |
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| Autores principais: | Mexia, António de Carvalho Mesquita |
| Assunto: | Toxoplasmose cerebral VIH pediátrico Diagnóstico Terapêutica Pediatria |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Toxoplasmose é uma infecção oportunista causada pelo Toxoplasma gondii, um protozoário parasitário que apresenta uma distribuição mundial e pode afectar um largo espectro de animais (incluindo a espécie humana), estando associada à família Felidae. Das suas múltiplas formas de apresentação, num doente infetado pelo VIH, surge habitualmente sob a forma de Toxoplasmose Cerebral, sendo esta a infecção do Sistema Nervoso Central mais comum nesta população. Clinicamente, a toxoplasmose cerebral em doentes VIH positivos apresenta-se como um quadro de encefalite associado a lesões ocupantes de espaço com um aspecto típico em anel com edema perilesional. O diagnóstico presuntivo desta entidade clínica baseia-se num conjunto de achados clínicos, imunológicos e imagiológicos, sendo o diagnóstico definitivo alcançado perante uma resposta positiva à terapêutica empírica utilizada ou com a utilização de métodos mais invasivos, como a biópsia cerebral. O tratamento assenta sobre dois grandes pilares: a terapêutica antimicrobiana contra o parasita em si e a terapêutica antirretroviral, crucial na recuperação imunitária e indispensável para o controlo da infecção parasitária. Neste trabalho são apresentados dois casos de toxoplasmose cerebral em idade pediátrica, em que o diagnóstico de infecção VIH foi efetuado subsequentemente ao quadro inaugural de toxoplasmose. Adicionalmente, compara-se a resposta terapêutica nos dois casos e discute-se o desafio da resposta parcial à terapêutica. |
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