Publicação
Da beleza das almas: para uma autópsia do corpo físico e social em Six feet under de Allan Ball
| Resumo: | A morte sempre foi um dos grandes desafios da vida. A vontade de perenidade do corpo sustenta esse desafio e a relação que cada ser humano mantém com esta ideia é complexa, tendo originado rituais que vão evoluindo com os tempos. Em particular numa sociedade como a americana, a história mostra que a evolução das formas tradicionais do ritual funerário para as modernas nem sempre foi a melhor. Tendo como foco a série televisiva Six Feet Under de Allan Ball, a presente dissertação pretende pensar o corpo americano nas suas múltiplas dimensões (físicas, sociais, simbólicas) e a forma como este lida com a morte. Por um lado, aborda-se a forma como a compreende como um negócio e um espectáculo, fazendo do ritual funerário um evento tendencialmente esvaziado de sentido. Six Feet Under introduz este discurso colocando a morte e o corpo como o seu nervo central, alimentando-se da crítica para mostrar a realidade que se pretende ocultar. Por outro lado, a série mostra também que através de um equilíbrio das formas tradicionais e modernas é possível encontrar um espaço comum para as duas realidades a visível e a oculta de forma a encontrar uma plataforma de reabilitação das superfícies sociais. Nesse percurso, discuto a relação entre a sociedade, a morte e o espaço que esta ocupa; uma relação que é formulada diferentemente pela série e pelas suas personagens. Numa abordagem mais sociológica do que de análise televisiva, pretende-se compreender a série como um espaço que mostra que perceber a morte não é ceder à fragmentação do sujeito, mas sim aceitar aquela como um facto natural na vida, a última fronteira desta que, em última instância, todos iguala. |
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| Autores principais: | Duarte,José Alberto Olivença,1984- |
| Assunto: | Morte - Estados Unidos da América - séc.21 Sociologia da morte - Estados Unidos da América - séc.21 Funerais - Estados Unidos da América Ritos funerários - Estados Unidos da América - séc.21 Sociologia cultural - Estados Unidos da América - séc.21 Programas de televisão - Estados Unidos da América - séc.21 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A morte sempre foi um dos grandes desafios da vida. A vontade de perenidade do corpo sustenta esse desafio e a relação que cada ser humano mantém com esta ideia é complexa, tendo originado rituais que vão evoluindo com os tempos. Em particular numa sociedade como a americana, a história mostra que a evolução das formas tradicionais do ritual funerário para as modernas nem sempre foi a melhor. Tendo como foco a série televisiva Six Feet Under de Allan Ball, a presente dissertação pretende pensar o corpo americano nas suas múltiplas dimensões (físicas, sociais, simbólicas) e a forma como este lida com a morte. Por um lado, aborda-se a forma como a compreende como um negócio e um espectáculo, fazendo do ritual funerário um evento tendencialmente esvaziado de sentido. Six Feet Under introduz este discurso colocando a morte e o corpo como o seu nervo central, alimentando-se da crítica para mostrar a realidade que se pretende ocultar. Por outro lado, a série mostra também que através de um equilíbrio das formas tradicionais e modernas é possível encontrar um espaço comum para as duas realidades a visível e a oculta de forma a encontrar uma plataforma de reabilitação das superfícies sociais. Nesse percurso, discuto a relação entre a sociedade, a morte e o espaço que esta ocupa; uma relação que é formulada diferentemente pela série e pelas suas personagens. Numa abordagem mais sociológica do que de análise televisiva, pretende-se compreender a série como um espaço que mostra que perceber a morte não é ceder à fragmentação do sujeito, mas sim aceitar aquela como um facto natural na vida, a última fronteira desta que, em última instância, todos iguala. |
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