Publicação
O Papel da Interoperabilidade na Administração Pública: Contributos para melhorar a gestão de informação e a satisfação dos cidadãos
| Resumo: | A interoperabilidade organizacional está presente desde a definição dos objetivos de negócio, à modelação de processos e à garantia da colaboração entre os departamentos da Administração Pública (AP), que necessitam de trocar informações. Para ser concretizável, a interoperabilidade organizacional (IO) requer uma visão interorganizacional com definição das estruturas e mecanismos de governação, protocolos de colaboração e partilha de dados entre os serviços da AP, tendo como foco o princípio da orientação para o cidadão. A implementação da interoperabilidade entre sistemas de informação tecnologicamente diferentes, operando em contextos organizacionais distintos, é identificada como uma tarefa de elevada complexidade, tornando-a um desafio e comprometendo a sua realização. Com esta dissertação, pretendeu-se avaliar o nível de IO existente na realidade nacional, concretamente no que toca às suas potencialidades para promover uma orientação para a qualidade de serviço aos cidadãos. Para o efeito, foi realizado o estudo às medidas Simplex 2016+ “Nascer Cidadão +” e “Alteração da morada uma só vez +”. A pesquisa adota uma metodologia mista, recorrendo, como métodos de recolha de dados, às entrevistas semiestruturadas a informadores qualificados, ao questionário online junto de trabalhadores da AP e à análise documental de legislação e outros documentos técnicos oficiais. Dada a não existência de um instrumento para medir a IO, foi elaborado um questionário com quatro dimensões originais. Todavia, a análise de componentes principais levou à identificação de três novos fatores, que foram alvo de medição. Apesar de os dados estatísticos, não permitirem realizar a análise fatorial confirmatória devido ao elevado número de Missing Values, foi possível concluir que a IO praticada pelas entidades é existente, embora possa ser melhorada. O fator relacionado ao desenvolvimento de competências dos recursos humanos para a IO é o que regista menor valor médio e mediano, sendo que a orientação para os serviços apresenta o mais elevado. |
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| Autores principais: | Almeida, Ana Paula Martins Vieira |
| Assunto: | Administração Pública Interoperabilidade Interoperabilidade Organizacional Orientação para o cidadão Public Administration, Interoperability Organizational Interoperability Citizen Orientation |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A interoperabilidade organizacional está presente desde a definição dos objetivos de negócio, à modelação de processos e à garantia da colaboração entre os departamentos da Administração Pública (AP), que necessitam de trocar informações. Para ser concretizável, a interoperabilidade organizacional (IO) requer uma visão interorganizacional com definição das estruturas e mecanismos de governação, protocolos de colaboração e partilha de dados entre os serviços da AP, tendo como foco o princípio da orientação para o cidadão. A implementação da interoperabilidade entre sistemas de informação tecnologicamente diferentes, operando em contextos organizacionais distintos, é identificada como uma tarefa de elevada complexidade, tornando-a um desafio e comprometendo a sua realização. Com esta dissertação, pretendeu-se avaliar o nível de IO existente na realidade nacional, concretamente no que toca às suas potencialidades para promover uma orientação para a qualidade de serviço aos cidadãos. Para o efeito, foi realizado o estudo às medidas Simplex 2016+ “Nascer Cidadão +” e “Alteração da morada uma só vez +”. A pesquisa adota uma metodologia mista, recorrendo, como métodos de recolha de dados, às entrevistas semiestruturadas a informadores qualificados, ao questionário online junto de trabalhadores da AP e à análise documental de legislação e outros documentos técnicos oficiais. Dada a não existência de um instrumento para medir a IO, foi elaborado um questionário com quatro dimensões originais. Todavia, a análise de componentes principais levou à identificação de três novos fatores, que foram alvo de medição. Apesar de os dados estatísticos, não permitirem realizar a análise fatorial confirmatória devido ao elevado número de Missing Values, foi possível concluir que a IO praticada pelas entidades é existente, embora possa ser melhorada. O fator relacionado ao desenvolvimento de competências dos recursos humanos para a IO é o que regista menor valor médio e mediano, sendo que a orientação para os serviços apresenta o mais elevado. |
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