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Cannabidiol as a potencial treatment for psychosis : a systematic review
| Summary: | Introdução: Δ9 -Tetrahydrocannabinol (Δ9 -THC), é um dos aproximadamente 60 fitocannabinoides presentes na planta Cannabis Sativa, sendo o principal constituinte psicotrópico. O Cannabidiol (CBD), por outro lado, é o segundo fitocanabinóide mais presente, mas sem características psicoactivas. O CBD tem sido alvo de interesse nos últimos 30 anos por uma variada de razões. Primeiro, estudos mostram que esta molécula tem efeitos contrários aos do Δ9 –THC, podendo potencialmente servir como um antipsicótico. Depois, apresenta um perfil de segurança claro e não aparenta causar depêndencia ao utilizador. Por fim, também poderá servir como um potencial tratamento para outras doenças psiquiátricas e neurodegenerativas, por apresentar um grande leque de efeitos: ansiolítico, antidepressivo, neuroprotector, imuno-modulador e anti-inflamatório. O objectivo desta revisão sistemática é agrupar toda a informação do potencial antipsicótico do CBD. Métodos: Foi feita uma revisão sistemática da literatura com o intuito de encontrar relatos de caso e ensaios clínicos que estudem a eficácia do CBD, em monoterapia e como tratamento adjuvante, a tratar sintomatologia psicótica. Resultados: Foram incluídos oito estudos nesta revisão sistemática. Sendo que a maioria mostrou que o CBD é eficaz a reduzir sintomas positivos, negativos e cognitivos de pacientes tanto com psicose recente como com psicose crónica. Também mostraram que o CBD é bem tolerado, e apresenta mínimos efeitos adversos. Conclusão: Os estudos de pequena escala incluídos para além de mostrarem uma melhoria clinica significativa na maioria dos pacientes que foram tratados com o CBD, demonstraram também o perfil seguro e bem-tolerado do fármaco. Estes resultados, adicionados aos provenientes de estudos observacionais e pré-clínicos, mostram o promissor papel do CBD no tratamento de Distúrbios psicóticos no futuro. São necessários estudos de larga escala, para percebermos a sua utilidade clínica em monoterapia ou como um adjuvante, e para conseguirmos estabelecer as doses terapêuticas. |
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| Main Authors: | Vilela, Matilde Alves dos Santos de Azevedo |
| Subject: | Canabidiol Antipsicótico Psicose Distúrbio psicótico Esquizofrenia Psiquiatria |
| Year: | 2021 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | English |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | Introdução: Δ9 -Tetrahydrocannabinol (Δ9 -THC), é um dos aproximadamente 60 fitocannabinoides presentes na planta Cannabis Sativa, sendo o principal constituinte psicotrópico. O Cannabidiol (CBD), por outro lado, é o segundo fitocanabinóide mais presente, mas sem características psicoactivas. O CBD tem sido alvo de interesse nos últimos 30 anos por uma variada de razões. Primeiro, estudos mostram que esta molécula tem efeitos contrários aos do Δ9 –THC, podendo potencialmente servir como um antipsicótico. Depois, apresenta um perfil de segurança claro e não aparenta causar depêndencia ao utilizador. Por fim, também poderá servir como um potencial tratamento para outras doenças psiquiátricas e neurodegenerativas, por apresentar um grande leque de efeitos: ansiolítico, antidepressivo, neuroprotector, imuno-modulador e anti-inflamatório. O objectivo desta revisão sistemática é agrupar toda a informação do potencial antipsicótico do CBD. Métodos: Foi feita uma revisão sistemática da literatura com o intuito de encontrar relatos de caso e ensaios clínicos que estudem a eficácia do CBD, em monoterapia e como tratamento adjuvante, a tratar sintomatologia psicótica. Resultados: Foram incluídos oito estudos nesta revisão sistemática. Sendo que a maioria mostrou que o CBD é eficaz a reduzir sintomas positivos, negativos e cognitivos de pacientes tanto com psicose recente como com psicose crónica. Também mostraram que o CBD é bem tolerado, e apresenta mínimos efeitos adversos. Conclusão: Os estudos de pequena escala incluídos para além de mostrarem uma melhoria clinica significativa na maioria dos pacientes que foram tratados com o CBD, demonstraram também o perfil seguro e bem-tolerado do fármaco. Estes resultados, adicionados aos provenientes de estudos observacionais e pré-clínicos, mostram o promissor papel do CBD no tratamento de Distúrbios psicóticos no futuro. São necessários estudos de larga escala, para percebermos a sua utilidade clínica em monoterapia ou como um adjuvante, e para conseguirmos estabelecer as doses terapêuticas. |
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