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Detecção de éteres difenílicos pentabromados em águas para consumo humano por SPE-GC/ECD

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Resumo:Esta dissertação de mestrado tem por objectivo a implementação e validação de um método de SPE-GC/ECD para a análise de éteres difenílicos pentabromados e seus congéneres (28, 47, 99, 100, 153 e 154) nas águas superficiais destinadas à produção de água de consumo humano da EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A.). O presente trabalho faz o enquadramento ambiental e legal relacionado com a temática dos éteres difenílicos polibromados (PBDEs) no meio ambiente e apresenta uma breve introdução à EPAL como entidade gestora de água de abastecimento público. O trabalho apresenta o desenvolvimento de várias metodologias analíticas, nomeadamente a cromatografia gasosa associada à espectrometria de massa, GC-TOFMS (cromatografia gasosa associada à espectrometria de massa com analisador de massa por time-of-flight) e GC-QqQMS (cromatografia gasosa associada à espectrometria de massa com analisador de massa de triplo quadrupolo), assim como à cromatografia gasosa com detector de captura electrónica (GC/ECD). O método de GC/ECD foi validado para os compostos em estudo, através da aplicação de diversos testes estatísticos que permitiram definir o intervalo de linearidade, a gama de trabalho, os limiares analíticos, a precisão, o efeito de matriz e a estimativa da incerteza do método de ensaio. Os resultados dos ensaios de validação de todos os PBDEs indicam que o método cromatográfico, GC/ECD, é linear na gama de concentrações de 1 a 5 μg/L com um coeficiente de determinação (R2) superior a 0,995, coeficientes de determinação (CVm) inferiores a 1,5% e cujo valor teste é inferior ao F tabelado de Fisher/Snedecor (teste de Mandel). Os limites de detecção (LD) e quantificação (LQ), calculados com base em estudos de repetibilidade, variaram entre 0,12 e 0,46 μg/L e entre 0,35 e 1,4 μg/L, para o BDE-154 e BDE-28, respectivamente. O método cromatográfico desenvolvido é preciso em condições de repetibilidade, com desvios padrão relativos inferiores a 10%, no extremo inferior da gama de trabalho. Na técnica de extracção em fase sólida (SPE) o cartucho Oasis HLB foi o que apresentou as melhores recuperações (superiores a 80% para todos os PBDEs). O solvente de eluição/concentração escolhido foi a mistura DCM:acetona 1:1. As interferências de matriz foram avaliadas em duas matrizes, água de consumo humano e água superficial. Na água de consumo humano a recuperação variou entre 61 e 93% para o BDE-28 e BDE-154, respectivamente, para um nível de fortificação de 0,5 ng/L. O limitação de quantificação obtido para a água da rede de distribuição cumpre com a legislação em vigor, o Decreto-Lei nº 103/2010. A aplicação do método em águas superficiais não permitiu detectar os compostos ao nível de fortificação de 0,5 ng/L. Em amostras ricas em matéria orgânica, os compostos hidrofóbicos como os PBDEs ficam adsorvidos ao material em suspensão, o que dificulta a sua adsorção ao cartucho.
Autores principais:Silva, Marina Salgado Vides
Assunto:Água Éteres difenílicos pentabromados Extracção em fase sólida (SPE) Cromatografia gasosa Detector de captura electrónica Espectrometria de massa Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação de mestrado tem por objectivo a implementação e validação de um método de SPE-GC/ECD para a análise de éteres difenílicos pentabromados e seus congéneres (28, 47, 99, 100, 153 e 154) nas águas superficiais destinadas à produção de água de consumo humano da EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A.). O presente trabalho faz o enquadramento ambiental e legal relacionado com a temática dos éteres difenílicos polibromados (PBDEs) no meio ambiente e apresenta uma breve introdução à EPAL como entidade gestora de água de abastecimento público. O trabalho apresenta o desenvolvimento de várias metodologias analíticas, nomeadamente a cromatografia gasosa associada à espectrometria de massa, GC-TOFMS (cromatografia gasosa associada à espectrometria de massa com analisador de massa por time-of-flight) e GC-QqQMS (cromatografia gasosa associada à espectrometria de massa com analisador de massa de triplo quadrupolo), assim como à cromatografia gasosa com detector de captura electrónica (GC/ECD). O método de GC/ECD foi validado para os compostos em estudo, através da aplicação de diversos testes estatísticos que permitiram definir o intervalo de linearidade, a gama de trabalho, os limiares analíticos, a precisão, o efeito de matriz e a estimativa da incerteza do método de ensaio. Os resultados dos ensaios de validação de todos os PBDEs indicam que o método cromatográfico, GC/ECD, é linear na gama de concentrações de 1 a 5 μg/L com um coeficiente de determinação (R2) superior a 0,995, coeficientes de determinação (CVm) inferiores a 1,5% e cujo valor teste é inferior ao F tabelado de Fisher/Snedecor (teste de Mandel). Os limites de detecção (LD) e quantificação (LQ), calculados com base em estudos de repetibilidade, variaram entre 0,12 e 0,46 μg/L e entre 0,35 e 1,4 μg/L, para o BDE-154 e BDE-28, respectivamente. O método cromatográfico desenvolvido é preciso em condições de repetibilidade, com desvios padrão relativos inferiores a 10%, no extremo inferior da gama de trabalho. Na técnica de extracção em fase sólida (SPE) o cartucho Oasis HLB foi o que apresentou as melhores recuperações (superiores a 80% para todos os PBDEs). O solvente de eluição/concentração escolhido foi a mistura DCM:acetona 1:1. As interferências de matriz foram avaliadas em duas matrizes, água de consumo humano e água superficial. Na água de consumo humano a recuperação variou entre 61 e 93% para o BDE-28 e BDE-154, respectivamente, para um nível de fortificação de 0,5 ng/L. O limitação de quantificação obtido para a água da rede de distribuição cumpre com a legislação em vigor, o Decreto-Lei nº 103/2010. A aplicação do método em águas superficiais não permitiu detectar os compostos ao nível de fortificação de 0,5 ng/L. Em amostras ricas em matéria orgânica, os compostos hidrofóbicos como os PBDEs ficam adsorvidos ao material em suspensão, o que dificulta a sua adsorção ao cartucho.