Publicação

Reforma do ensino clínico : impacto no desenvolvimento de competências em medicina baseada na evidência nos alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Medicina Baseada na Evidência (MBE) é um elemento crucial na prática clínica. Ensinar competências nesta área aos estudantes de medicina é essencial para capacitá-los a tomar decisões clínicas informadas e atualizadas, promovendo cuidados de saúde de qualidade e uma prática médica mais eficiente. No ano lectivo 2021/2022, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) foi criada a nova Reforma do Ensino Clínico que proporcionou a criação de novas áreas disciplinares, como a MBE. Objetivo: Avaliar as competências dos estudantes de Medicina da FMUL em MBE e explorar o impacto da introdução da unidade curricular de MBE na aquisição destas competências. Metodologia: Este estudo foi desenhado como estudo observacional e transversal, utilizando um questionário online, baseado na ferramenta ACE Tool. Esta ferramenta avalia as competências em MBE em 4 domínios diferentes (formulação de perguntas, pesquisa da literatura, avaliação crítica da evidência e aplicação da evidência) e a pontuação total varia entre 0 e 15 pontos. Foram comparadas as pontuações na ACE Tool entre os alunos que cumpriram o antigo plano de estudos (Pré-Reforma do Ensino Clínico) e os alunos que integraram a Reforma do Ensino Clínico. Resultados: Responderam 54 alunos (7% da população-alvo), 27 alunos em cada grupo (alunos pré-Reforma e alunos pós-Reforma do Ensino Curricular). O grupo de alunos que frequentou a Reforma do Ensino Clínico apresentou uma média de pontuações superior nos domínios “Appraise” e “Apply” abordados na ACE Tool, e naturalmente na pontuação total (9,2±1,4 vs. 8,4±1,7). As diferenças não foram significativas, provavelmente pela amostra reduzida. Os domínios da avaliação crítica da evidência e aplicação da evidência foram os que obtiveram uma pontuação mais baixa, pela dificuldade na interpretação e aplicação da evidência.Conclusões: A introdução da área disciplinar de MBE poderá estar associada de forma positiva ao desenvolvimento de competências na área de MBE nos estudantes de Medicina da FMUL. O tamanho reduzido da amostra impossibilita conclusões mais definitivas, assim como a generalização destes resultados.
Autores principais:Oliveira, Márcia Reis Verdasca
Assunto:Medicina baseada na evidência Educação médica Estudo observacional
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Medicina Baseada na Evidência (MBE) é um elemento crucial na prática clínica. Ensinar competências nesta área aos estudantes de medicina é essencial para capacitá-los a tomar decisões clínicas informadas e atualizadas, promovendo cuidados de saúde de qualidade e uma prática médica mais eficiente. No ano lectivo 2021/2022, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) foi criada a nova Reforma do Ensino Clínico que proporcionou a criação de novas áreas disciplinares, como a MBE. Objetivo: Avaliar as competências dos estudantes de Medicina da FMUL em MBE e explorar o impacto da introdução da unidade curricular de MBE na aquisição destas competências. Metodologia: Este estudo foi desenhado como estudo observacional e transversal, utilizando um questionário online, baseado na ferramenta ACE Tool. Esta ferramenta avalia as competências em MBE em 4 domínios diferentes (formulação de perguntas, pesquisa da literatura, avaliação crítica da evidência e aplicação da evidência) e a pontuação total varia entre 0 e 15 pontos. Foram comparadas as pontuações na ACE Tool entre os alunos que cumpriram o antigo plano de estudos (Pré-Reforma do Ensino Clínico) e os alunos que integraram a Reforma do Ensino Clínico. Resultados: Responderam 54 alunos (7% da população-alvo), 27 alunos em cada grupo (alunos pré-Reforma e alunos pós-Reforma do Ensino Curricular). O grupo de alunos que frequentou a Reforma do Ensino Clínico apresentou uma média de pontuações superior nos domínios “Appraise” e “Apply” abordados na ACE Tool, e naturalmente na pontuação total (9,2±1,4 vs. 8,4±1,7). As diferenças não foram significativas, provavelmente pela amostra reduzida. Os domínios da avaliação crítica da evidência e aplicação da evidência foram os que obtiveram uma pontuação mais baixa, pela dificuldade na interpretação e aplicação da evidência.Conclusões: A introdução da área disciplinar de MBE poderá estar associada de forma positiva ao desenvolvimento de competências na área de MBE nos estudantes de Medicina da FMUL. O tamanho reduzido da amostra impossibilita conclusões mais definitivas, assim como a generalização destes resultados.