Publicação
Perdas insubstituíveis : o processo de reconstrução da identidade de mães em luto
| Resumo: | A morte de um(a) filho(a) é considerada uma perda violenta, anti-natura e disruptiva da identidade, fruto da centralidade do papel parental para a mesma. Dada a relação entre a natureza traumática de uma perda e o Crescimento Pós-traumático, a investigação apresenta como objetivo explorar o processo de reconstrução da identidade de pais que perderam os filhos, em função das mudanças negativas e positivas geradas pela perda e da potencial relação entre as últimas e o Crescimento Pós-Traumático. Para analisar este processo, foi criado um guião de entrevista semi-estruturada, o qual permitiu entrevistar oito mães, cujas entrevistas foram transcritas e analisadas de acordo com os princípios da Grounded Theory e com recurso ao programa NVivo 11. A investigação gerou um modelo de reconstrução da identidade, organizado em fases, mas associado a duas importantes tarefas: o reconhecimento de um papel ativo no luto e a transformação simbólica do papel parental e da relação com o(a) filho(a) perdido(a), com recurso aos rituais. Desta forma, é gerada uma nova identidade, a qual integra a perda, mas que permite perpetuar a identidade parental transformada. A identidade reconstruída envolveu índices de Crescimento Pós-Traumático, cuja existência e impacto foram reconhecidos pelas mães. A comunicação teve um papel importante na integração da perda na identidade e na manutenção da identidade parental, visto permitir a sensação de cuidar do(a) filho(a) perdido(a) – principal motivação para viver das mães. Destaca-se o papel do terapeuta enquanto facilitador do reconhecimento do papel ativo, da transformação da relação e identidade parental; do espoletar de um processamento cognitivo deliberado associado à aceitação e ao crescimento e ainda, intervir no domínio social, familiar e laboral, com o intuito de ajudar na gestão das mudanças vivenciadas nos mesmos. |
|---|---|
| Autores principais: | Gabriel, Sofia Andrade |
| Assunto: | Comunicação Identidade Processo de luto Coping Teses de mestrado - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A morte de um(a) filho(a) é considerada uma perda violenta, anti-natura e disruptiva da identidade, fruto da centralidade do papel parental para a mesma. Dada a relação entre a natureza traumática de uma perda e o Crescimento Pós-traumático, a investigação apresenta como objetivo explorar o processo de reconstrução da identidade de pais que perderam os filhos, em função das mudanças negativas e positivas geradas pela perda e da potencial relação entre as últimas e o Crescimento Pós-Traumático. Para analisar este processo, foi criado um guião de entrevista semi-estruturada, o qual permitiu entrevistar oito mães, cujas entrevistas foram transcritas e analisadas de acordo com os princípios da Grounded Theory e com recurso ao programa NVivo 11. A investigação gerou um modelo de reconstrução da identidade, organizado em fases, mas associado a duas importantes tarefas: o reconhecimento de um papel ativo no luto e a transformação simbólica do papel parental e da relação com o(a) filho(a) perdido(a), com recurso aos rituais. Desta forma, é gerada uma nova identidade, a qual integra a perda, mas que permite perpetuar a identidade parental transformada. A identidade reconstruída envolveu índices de Crescimento Pós-Traumático, cuja existência e impacto foram reconhecidos pelas mães. A comunicação teve um papel importante na integração da perda na identidade e na manutenção da identidade parental, visto permitir a sensação de cuidar do(a) filho(a) perdido(a) – principal motivação para viver das mães. Destaca-se o papel do terapeuta enquanto facilitador do reconhecimento do papel ativo, da transformação da relação e identidade parental; do espoletar de um processamento cognitivo deliberado associado à aceitação e ao crescimento e ainda, intervir no domínio social, familiar e laboral, com o intuito de ajudar na gestão das mudanças vivenciadas nos mesmos. |
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