Publicação
Doença inflamatória intestinal: papel dos medicamentos biológicos na terapêutica
| Resumo: | A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um problema crescente na sociedade atual, sendo uma das patologias com maior prevalência nos países desenvolvidos. Os mecanismos envolvidos na sua etiologia ainda não são totalmente conhecidos, no entanto, sabe-se que a componente genética, as alterações na resposta imunitária e o desequilíbrio do microbioma intestinal desempenham um papel fundamental na fisiopatologia desta doença. A terapêutica da DII está em constante desenvolvimento, devido ao estudo aprofundado que os mecanismos por detrás da doença têm sofrido ao longo dos últimos anos. Os medicamentos que demonstraram ser, até à data, mais promissores são os agentes biológicos. Estes fármacos apresentam resultados clínicos bastante positivos, conseguindo atingir, na maioria das vezes, as metas terapêuticas mais rápida e eficazmente que os tratamentos convencionais. Todavia, existem alguns obstáculos à utilização dos medicamentos biológicos. O facto de os seus efeitos a longo prazo e do seu modo de ação ainda serem incertos, faz com que alguns médicos prescritores não confiem a 100% nesta terapêutica, usando-a apenas caso a terapêutica convencional não obtenha os resultados esperados. O custo elevado é também uma desvantagem dos biológicos, contudo, começam já a aparecer no mercado fármacos biossimilares que poderão potencialmente eliminar este problema. No futuro, novas estratégias terapêuticas com novos agentes biológicos estarão disponíveis, o que permitirá colmatar algumas lacunas que ainda existem, especialmente em doentes que não responde ao tratamento que existe atualmente. O farmacêutico, como profissional de saúde, é um elemento chave no acompanhamento do doente com DII, devendo mostrar-se disponível para esclarecer todas as dúvidas e inseguranças e estar atento a todos os efeitos ou sintomas manifestados ao balcão da farmácia. |
|---|---|
| Autores principais: | Bonito, Ana Beatriz Duarte |
| Assunto: | Doença inflamatória intestinal Doença de Crohn Colite ulcerosa Medicamento biológico Anti-TNFα Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um problema crescente na sociedade atual, sendo uma das patologias com maior prevalência nos países desenvolvidos. Os mecanismos envolvidos na sua etiologia ainda não são totalmente conhecidos, no entanto, sabe-se que a componente genética, as alterações na resposta imunitária e o desequilíbrio do microbioma intestinal desempenham um papel fundamental na fisiopatologia desta doença. A terapêutica da DII está em constante desenvolvimento, devido ao estudo aprofundado que os mecanismos por detrás da doença têm sofrido ao longo dos últimos anos. Os medicamentos que demonstraram ser, até à data, mais promissores são os agentes biológicos. Estes fármacos apresentam resultados clínicos bastante positivos, conseguindo atingir, na maioria das vezes, as metas terapêuticas mais rápida e eficazmente que os tratamentos convencionais. Todavia, existem alguns obstáculos à utilização dos medicamentos biológicos. O facto de os seus efeitos a longo prazo e do seu modo de ação ainda serem incertos, faz com que alguns médicos prescritores não confiem a 100% nesta terapêutica, usando-a apenas caso a terapêutica convencional não obtenha os resultados esperados. O custo elevado é também uma desvantagem dos biológicos, contudo, começam já a aparecer no mercado fármacos biossimilares que poderão potencialmente eliminar este problema. No futuro, novas estratégias terapêuticas com novos agentes biológicos estarão disponíveis, o que permitirá colmatar algumas lacunas que ainda existem, especialmente em doentes que não responde ao tratamento que existe atualmente. O farmacêutico, como profissional de saúde, é um elemento chave no acompanhamento do doente com DII, devendo mostrar-se disponível para esclarecer todas as dúvidas e inseguranças e estar atento a todos os efeitos ou sintomas manifestados ao balcão da farmácia. |
|---|