Publicação
Qualidade e estabilidade oxidativa da carne proveniente de frangos alimentados com dietas com elevado teor de spirulina per se ou extrudida e suplementação com enzimas exógenas
| Resumo: | A crescente procura por alimentos, impulsionada pelo aumento da população, exige a busca por fontes proteicas alternativas e sustentáveis. Assim, torna-se essencial encontrar alternativas viáveis para o bagaço de soja, garantindo a segurança alimentar e reduzindo impactos ambientais. Este estudo avaliou o efeito da inclusão de 15% de Espirulina (Limnospira platensis) extrudida e suplementada com enzimas na dieta de frangos de carne, focando na qualidade nutricional e estabilidade oxidativa da carne. O ensaio teve a duração de 35 dias e envolveu 120 frangos machos com 1 dia de idade, distribuídos em quatro grupos experimentais, cada um com 10 aves: controlo (CTR) com dieta basal de soja e milho; 15% de Espirulina (SP); 15% de Espirulina extrudida (SPEX); e 15% de Espirulina extrudida com uma mistura enzimática, composta por 0,20% de extrato de pancreatina suína e 0,01% de lisozima (SPEZ). A suplementação com Espirulina iniciou-se no 21º dia e foi mantida até o abate, no 35º dia. Foram analisados a oxidação lipídica, o poder antioxidante, o perfil lipídico e os pigmentos, utilizando métodos espectrofotométricos (UV e visível) e cromatográficos (GC-FID e HPLC-DAD/FD) em amostras de carne de peito e coxa. A análise estatística foi realizada com o software SAS e a unidade experimental foi a gaiola. A carne dos frangos suplementados com Espirulina apresentou pH semelhante ao grupo controlo (p=0,166), mas diferenças significativas no parâmetro b* da cor (CIELAB) (p<0,001). A adição de Espirulina não alterou significativamente os níveis de oxidação lipídica (p=0,733). No entanto, a composição do perfil lipídico variou entre os grupos, com um aumento nos ácidos gordos polinsaturados e saturados em relação ao controlo (p<0,001), o que melhorou os rácios nutricionais (n-6/n-3 e PUFA/SFA) de ácidos gordos. Conclui-se que a inclusão de Espirulina extrudida, associada à suplementação enzimática, mitiga os efeitos negativos sobre a digestibilidade, promovendo melhor aproveitamento nutricional sem prejudicar a qualidade da carne |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Joana Inês Henriques |
| Assunto: | Frango de corte Limnospira platensis Extrusão de microalgas Enzimas alimentares Qualidade da carne Broiler chicken Limnospira platensis Microalga extrusion Feed enzyme Meat quality |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A crescente procura por alimentos, impulsionada pelo aumento da população, exige a busca por fontes proteicas alternativas e sustentáveis. Assim, torna-se essencial encontrar alternativas viáveis para o bagaço de soja, garantindo a segurança alimentar e reduzindo impactos ambientais. Este estudo avaliou o efeito da inclusão de 15% de Espirulina (Limnospira platensis) extrudida e suplementada com enzimas na dieta de frangos de carne, focando na qualidade nutricional e estabilidade oxidativa da carne. O ensaio teve a duração de 35 dias e envolveu 120 frangos machos com 1 dia de idade, distribuídos em quatro grupos experimentais, cada um com 10 aves: controlo (CTR) com dieta basal de soja e milho; 15% de Espirulina (SP); 15% de Espirulina extrudida (SPEX); e 15% de Espirulina extrudida com uma mistura enzimática, composta por 0,20% de extrato de pancreatina suína e 0,01% de lisozima (SPEZ). A suplementação com Espirulina iniciou-se no 21º dia e foi mantida até o abate, no 35º dia. Foram analisados a oxidação lipídica, o poder antioxidante, o perfil lipídico e os pigmentos, utilizando métodos espectrofotométricos (UV e visível) e cromatográficos (GC-FID e HPLC-DAD/FD) em amostras de carne de peito e coxa. A análise estatística foi realizada com o software SAS e a unidade experimental foi a gaiola. A carne dos frangos suplementados com Espirulina apresentou pH semelhante ao grupo controlo (p=0,166), mas diferenças significativas no parâmetro b* da cor (CIELAB) (p<0,001). A adição de Espirulina não alterou significativamente os níveis de oxidação lipídica (p=0,733). No entanto, a composição do perfil lipídico variou entre os grupos, com um aumento nos ácidos gordos polinsaturados e saturados em relação ao controlo (p<0,001), o que melhorou os rácios nutricionais (n-6/n-3 e PUFA/SFA) de ácidos gordos. Conclui-se que a inclusão de Espirulina extrudida, associada à suplementação enzimática, mitiga os efeitos negativos sobre a digestibilidade, promovendo melhor aproveitamento nutricional sem prejudicar a qualidade da carne |
|---|