Publicação
Uveíte idiopática em idade pediátrica : caracterização clínica e demográfica em dois centros terciários em Portugal
| Resumo: | Introdução: A uveíte em idade pediátrica tem uma multiplicidade de etiologias conhecidas. Atualmente, cerca de um quarto a metade das crianças apresenta uveíte idiopática após investigação adequada. Objetivos: Realizar uma análise descritiva dos doentes em idade pediátrica seguidos no Hospital Santa Maria – Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e Centro Hospitalar Universitário São João. Analisar inicialmente, aos 6, e aos 12 meses de seguimento, a evolução da atividade celular na câmara anterior, a acuidade visual, e a pressão intraocular. Avaliar o impacto da atividade celular da câmara anterior inicial e da acuidade visual inicial, na necessidade de realizar imunossupressão clássica e/ou biológica durante o primeiro ano de seguimento. Metodologia: Estudo observacional retrospetivo bicêntrico com base nos dados obtidos a partir da plataforma uveíte.pt. Foram incluídas, no grupo em estudo, 24 crianças que se encontravam em seguimento nos dois centros, com diagnóstico de uveíte idiopática, entre 2017 e 2020. Resultados: O grupo em estudo inclui 24 doentes com idade média de 10,0±3,9 anos. Destes, 45,8% são do sexo feminino e 41,7% apresentam doença unilateral. A uveíte idiopática anterior foi predominante (45,8%). Como complicações, 20,8% dos doentes desenvolveu cataratas e 12,5% glaucoma. Ao fim de um ano de seguimento, 52,9% dos doentes encontrava-se sob imunossupressor clássico e 11,8% sob imunossupressor biológico. Ao fim de 12 meses, verificou-se diminuição da atividade celular da câmara anterior (1,5 vs 0,5, p=0,01), manutenção da acuidade visual de 0,7 e aumento da pressão intraocular (13,3mmHg vs 16,3mmHg, p=0,1). Conclusão: Verificou-se uma melhoria na atividade celular da câmara anterior e um aumento da pressão intraocular. Não se registaram alterações nos valores de acuidade visual inicial e final. A acuidade visual inicial apresentou uma relação estatisticamente significativa com a necessidade de realização de imunossupressão clássica e/ou biológica durante o primeiro ano de seguimento (p=0,03). |
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| Autores principais: | Coutinho, Ana Margarida Matoso |
| Assunto: | Uveíte pediátrica Uveíte idiopática Atividade celular da câmara anterior Acuidade visual Imunossupressão clássica Imunossupressão biológica Oftalmologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A uveíte em idade pediátrica tem uma multiplicidade de etiologias conhecidas. Atualmente, cerca de um quarto a metade das crianças apresenta uveíte idiopática após investigação adequada. Objetivos: Realizar uma análise descritiva dos doentes em idade pediátrica seguidos no Hospital Santa Maria – Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e Centro Hospitalar Universitário São João. Analisar inicialmente, aos 6, e aos 12 meses de seguimento, a evolução da atividade celular na câmara anterior, a acuidade visual, e a pressão intraocular. Avaliar o impacto da atividade celular da câmara anterior inicial e da acuidade visual inicial, na necessidade de realizar imunossupressão clássica e/ou biológica durante o primeiro ano de seguimento. Metodologia: Estudo observacional retrospetivo bicêntrico com base nos dados obtidos a partir da plataforma uveíte.pt. Foram incluídas, no grupo em estudo, 24 crianças que se encontravam em seguimento nos dois centros, com diagnóstico de uveíte idiopática, entre 2017 e 2020. Resultados: O grupo em estudo inclui 24 doentes com idade média de 10,0±3,9 anos. Destes, 45,8% são do sexo feminino e 41,7% apresentam doença unilateral. A uveíte idiopática anterior foi predominante (45,8%). Como complicações, 20,8% dos doentes desenvolveu cataratas e 12,5% glaucoma. Ao fim de um ano de seguimento, 52,9% dos doentes encontrava-se sob imunossupressor clássico e 11,8% sob imunossupressor biológico. Ao fim de 12 meses, verificou-se diminuição da atividade celular da câmara anterior (1,5 vs 0,5, p=0,01), manutenção da acuidade visual de 0,7 e aumento da pressão intraocular (13,3mmHg vs 16,3mmHg, p=0,1). Conclusão: Verificou-se uma melhoria na atividade celular da câmara anterior e um aumento da pressão intraocular. Não se registaram alterações nos valores de acuidade visual inicial e final. A acuidade visual inicial apresentou uma relação estatisticamente significativa com a necessidade de realização de imunossupressão clássica e/ou biológica durante o primeiro ano de seguimento (p=0,03). |
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