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Os votos brancos e nulos nas eleições presidenciais brasileiras (2002-2018)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A dissertação de mestrado visa analisar o comportamento do voto inválido (votos em branco e nulo) nas últimas cinco eleições presidenciais brasileiras de 2002 a 2018, procurando avaliar se há correlação com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos estados brasileiros. Parte-se, em primeiro lugar, do achado de trabalhos anteriores referentes às eleições de 1989 a 2002, cujo resultado demonstra que o voto inválido e o IDH têm um comportamento inverso: quanto mais desenvolvido o estado/região, menos votos inválidos. A hipótese central desta dissertação é de que a correlação entre estas duas variáveis se modificou nas últimas duas décadas: cada vez menos o índice de votos inválidos de um estado brasileiro pode ser explicado através de seu IDH. Esta hipótese veio a ser corroborada por meio de (i) uma análise dos dados eleitorais e da conjuntura política em cada uma das cinco eleições de 2002 a 2018, e de (ii) um cálculo atualizado sobre a correlação (coeficiente de Pearson) das duas variáveis relevantes. Finaliza-se o estudo com o levantamento de conjeturas explicativas de caráter assumidamente exploratório, acerca do fato de que a correlação entre IDH e votos inválidos tornou-se estatisticamente insignificante. Mais particularmente, sugere-se que o voto in válido brasileiro tornou-se, de maneira geral, manifestação de protesto e insatisfação política de eleitores urbanos com um índice mais alto de escolaridade e sofisticação política.
Autores principais:Valente, Maria Rita da Silva
Assunto:Brasil Eleições presidenciais Votos Brancos Votos Nulos Comportamento eleitoral Brazil Presidential elections Blank votes Null votes Voting behavior
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A dissertação de mestrado visa analisar o comportamento do voto inválido (votos em branco e nulo) nas últimas cinco eleições presidenciais brasileiras de 2002 a 2018, procurando avaliar se há correlação com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos estados brasileiros. Parte-se, em primeiro lugar, do achado de trabalhos anteriores referentes às eleições de 1989 a 2002, cujo resultado demonstra que o voto inválido e o IDH têm um comportamento inverso: quanto mais desenvolvido o estado/região, menos votos inválidos. A hipótese central desta dissertação é de que a correlação entre estas duas variáveis se modificou nas últimas duas décadas: cada vez menos o índice de votos inválidos de um estado brasileiro pode ser explicado através de seu IDH. Esta hipótese veio a ser corroborada por meio de (i) uma análise dos dados eleitorais e da conjuntura política em cada uma das cinco eleições de 2002 a 2018, e de (ii) um cálculo atualizado sobre a correlação (coeficiente de Pearson) das duas variáveis relevantes. Finaliza-se o estudo com o levantamento de conjeturas explicativas de caráter assumidamente exploratório, acerca do fato de que a correlação entre IDH e votos inválidos tornou-se estatisticamente insignificante. Mais particularmente, sugere-se que o voto in válido brasileiro tornou-se, de maneira geral, manifestação de protesto e insatisfação política de eleitores urbanos com um índice mais alto de escolaridade e sofisticação política.