Publicação

A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A fundação da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra deuse em 28 de Julho de 1736. A reforma joanina, na qual se inseriu, pretendia resolver a constante crise e sobrecarga burocrática do sistema secretarial. Resultou na autonomização das matérias dos negócios estrangeiros e da guerra (Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra), das matérias do marinha e ultramar (Secretaria de Estado da Marinha e Ultramar), e das matérias do governo interno (Secretaria de Estado do Reino). Esta reforma evidenciou um impulso inovador ao introduzir uma tentativa de racionalização e organização do despacho secretarial. As funções atribuídas à Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra foram a correspondência relativa à política externa, nomeação dos diplomatas, pagamento de ordenados, e recepção dos representantes diplomáticos acreditados na Corte de Lisboa, estando a seu cargo a organização do complexo cerimonial diplomático. Foram também anexados a esta Secretaria os assuntos da guerra. Não tendo poder legislativo, atribuído apenas ao monarca, a sua função era consultiva/executiva na medida em que apresentava ao Rei a informação relativa à política externa e depois executava as resoluções tomadas. O cargo do Secretário de Estado adquire um papel funcional uma vez que se afigura como o chefe supremo da Secretaria, gerindo tanto os oficiais internos como externos. A sua proximidade real e a crescente responsabilidade de competências elevaram-no na hierarquia do poder político materializada na forma de tratamento (Ilustríssimo e Excelentíssimo). A política de nomeações, tanto para o cargo de Secretário de Estado, como para o corpo diplomático (1739-1756), baseou-se numa lógica menos concernente com o estatuto social e mais com o objectivo funcional. A par da valorização do nascimento surgem novas características do grupo como a formação e a experiência burocrática que evidenciam uma abertura a uma nova época.
Autores principais:Korobtchenko, Júlia Platonova
Assunto:Portugal. Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra Portugal - Política e governo - séc.18 Reforma administrativa - Portugal - séc.18 Portugal - História - séc.18 Teses de mestrado - 2012
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
_version_ 1866809106354929664
author Korobtchenko, Júlia Platonova
author_facet Korobtchenko, Júlia Platonova
author_role author
contributor_name_str_mv Faria, Ana Maria Homem Leal de,1946-
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
country_str PT
creators_json_txt [{\"Person.name\":\"Korobtchenko, Júlia Platonova\"}]
datacite.contributors.contributor.contributorName.fl_str_mv Faria, Ana Maria Homem Leal de,1946-
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
datacite.creators.creator.creatorName.fl_str_mv Korobtchenko, Júlia Platonova
datacite.date.Accepted.fl_str_mv 2011-01-01T00:00:00Z
datacite.date.available.fl_str_mv 2012-08-07T14:19:29Z
datacite.date.embargoed.fl_str_mv 2012-08-07T14:19:29Z
datacite.rights.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
datacite.subjects.subject.fl_str_mv Portugal. Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Portugal - Política e governo - séc.18
Reforma administrativa - Portugal - séc.18
Portugal - História - séc.18
Teses de mestrado - 2012
datacite.titles.title.fl_str_mv A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
dc.contributor.none.fl_str_mv Faria, Ana Maria Homem Leal de,1946-
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
dc.creator.none.fl_str_mv Korobtchenko, Júlia Platonova
dc.date.Accepted.fl_str_mv 2011-01-01T00:00:00Z
dc.date.available.fl_str_mv 2012-08-07T14:19:29Z
dc.date.embargoed.fl_str_mv 2012-08-07T14:19:29Z
dc.description.none.fl_str_mv Abstract: The foundation of Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra was in 28 of July 1736. It was a consequence of King John V reform implemented in order to resolve the constant bureaucratic crisis of the secretarial system. It resulted in the separation of the maters of foreign affairs and war (Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra), of the matters of navy and overseas (Secretaria de Estado da Marinha e Ultramar), and those of internal government (Secretaria de Estado do Reino). This reform demonstrated a will of rationalization and organization of the bureaucratic practises. The Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra was responsible for the diplomatic correspondence with the foreign courts, diplomatic nominations and the payment of their salary, the reception of the foreign dignitaries credited in the court of Lisbon and the organization of the complex ceremonial for their reception. The matters of war were also annexed to this Secretariat. The legislative power was exclusive of the king, so the Secretary of State had an informative/executive function. He was responsible for providing the king with the diplomatic information (intelligence) and then receiving form him guidelines for the foreign policy. The post of the Secretary of State also acquired a functional purpose. He was responsible for the management of the Secretariat, its officials and diplomats and 5 for providing them with diplomatic guidance. His proximity to the king and the growing administrative responsibilities elevated him in the political hierarchy as seen by the forms of treatment (Ilustríssimo e Excelentíssimo). The policy of nominations for the post of Secretary of State, as for the diplomatic corps, was based less attending to the social status than to a functional purpose. It began to be apparent the preoccupation with requisites such as academic formation and bureaucratic experience that showed a glimpse of the future.
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
application/pdf
dc.identifier.none.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10451/6809
dc.language.none.fl_str_mv por
dc.rights.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.subject.none.fl_str_mv Portugal. Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Portugal - Política e governo - séc.18
Reforma administrativa - Portugal - séc.18
Portugal - História - séc.18
Teses de mestrado - 2012
dc.title.fl_str_mv A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
dc.type.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/resource_type/c_bdcc
description A fundação da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra deuse em 28 de Julho de 1736. A reforma joanina, na qual se inseriu, pretendia resolver a constante crise e sobrecarga burocrática do sistema secretarial. Resultou na autonomização das matérias dos negócios estrangeiros e da guerra (Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra), das matérias do marinha e ultramar (Secretaria de Estado da Marinha e Ultramar), e das matérias do governo interno (Secretaria de Estado do Reino). Esta reforma evidenciou um impulso inovador ao introduzir uma tentativa de racionalização e organização do despacho secretarial. As funções atribuídas à Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra foram a correspondência relativa à política externa, nomeação dos diplomatas, pagamento de ordenados, e recepção dos representantes diplomáticos acreditados na Corte de Lisboa, estando a seu cargo a organização do complexo cerimonial diplomático. Foram também anexados a esta Secretaria os assuntos da guerra. Não tendo poder legislativo, atribuído apenas ao monarca, a sua função era consultiva/executiva na medida em que apresentava ao Rei a informação relativa à política externa e depois executava as resoluções tomadas. O cargo do Secretário de Estado adquire um papel funcional uma vez que se afigura como o chefe supremo da Secretaria, gerindo tanto os oficiais internos como externos. A sua proximidade real e a crescente responsabilidade de competências elevaram-no na hierarquia do poder político materializada na forma de tratamento (Ilustríssimo e Excelentíssimo). A política de nomeações, tanto para o cargo de Secretário de Estado, como para o corpo diplomático (1739-1756), baseou-se numa lógica menos concernente com o estatuto social e mais com o objectivo funcional. A par da valorização do nascimento surgem novas características do grupo como a formação e a experiência burocrática que evidenciam uma abertura a uma nova época.
dirty 0
eu_rights_str_mv openAccess
format masterThesis
fulltext.url.fl_str_mv https://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/4fda7386-d584-4d7a-96dc-7a592204361d/download
id ul_9f183f6c5e07e3c0c81eaa471a42e793
identifier.url.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10451/6809
instacron_str ul
institution Universidade de Lisboa
instname_str Universidade de Lisboa
language por
network_acronym_str ul
network_name_str Repositório da Universidade de Lisboa
oai_identifier_str oai:repositorio.ulisboa.pt:10451/6809
organization_str_mv urn:organizationAcronym:ul
person_str_mv Korobtchenko, Júlia Platonova
publishDate 2011
reponame_str Repositório da Universidade de Lisboa
repository_id_str urn:repositoryAcronym:ul
service_str_mv urn:repositoryAcronym:ul
spelling porporA fundação da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra deuse em 28 de Julho de 1736. A reforma joanina, na qual se inseriu, pretendia resolver a constante crise e sobrecarga burocrática do sistema secretarial. Resultou na autonomização das matérias dos negócios estrangeiros e da guerra (Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra), das matérias do marinha e ultramar (Secretaria de Estado da Marinha e Ultramar), e das matérias do governo interno (Secretaria de Estado do Reino). Esta reforma evidenciou um impulso inovador ao introduzir uma tentativa de racionalização e organização do despacho secretarial. As funções atribuídas à Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra foram a correspondência relativa à política externa, nomeação dos diplomatas, pagamento de ordenados, e recepção dos representantes diplomáticos acreditados na Corte de Lisboa, estando a seu cargo a organização do complexo cerimonial diplomático. Foram também anexados a esta Secretaria os assuntos da guerra. Não tendo poder legislativo, atribuído apenas ao monarca, a sua função era consultiva/executiva na medida em que apresentava ao Rei a informação relativa à política externa e depois executava as resoluções tomadas. O cargo do Secretário de Estado adquire um papel funcional uma vez que se afigura como o chefe supremo da Secretaria, gerindo tanto os oficiais internos como externos. A sua proximidade real e a crescente responsabilidade de competências elevaram-no na hierarquia do poder político materializada na forma de tratamento (Ilustríssimo e Excelentíssimo). A política de nomeações, tanto para o cargo de Secretário de Estado, como para o corpo diplomático (1739-1756), baseou-se numa lógica menos concernente com o estatuto social e mais com o objectivo funcional. A par da valorização do nascimento surgem novas características do grupo como a formação e a experiência burocrática que evidenciam uma abertura a uma nova época.Abstract: The foundation of Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra was in 28 of July 1736. It was a consequence of King John V reform implemented in order to resolve the constant bureaucratic crisis of the secretarial system. It resulted in the separation of the maters of foreign affairs and war (Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra), of the matters of navy and overseas (Secretaria de Estado da Marinha e Ultramar), and those of internal government (Secretaria de Estado do Reino). This reform demonstrated a will of rationalization and organization of the bureaucratic practises. The Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra was responsible for the diplomatic correspondence with the foreign courts, diplomatic nominations and the payment of their salary, the reception of the foreign dignitaries credited in the court of Lisbon and the organization of the complex ceremonial for their reception. The matters of war were also annexed to this Secretariat. The legislative power was exclusive of the king, so the Secretary of State had an informative/executive function. He was responsible for providing the king with the diplomatic information (intelligence) and then receiving form him guidelines for the foreign policy. The post of the Secretary of State also acquired a functional purpose. He was responsible for the management of the Secretariat, its officials and diplomats and 5 for providing them with diplomatic guidance. His proximity to the king and the growing administrative responsibilities elevated him in the political hierarchy as seen by the forms of treatment (Ilustríssimo e Excelentíssimo). The policy of nominations for the post of Secretary of State, as for the diplomatic corps, was based less attending to the social status than to a functional purpose. It began to be apparent the preoccupation with requisites such as academic formation and bureaucratic experience that showed a glimpse of the future.application/pdfapplication/pdfporA Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)Korobtchenko, Júlia PlatonovaFaria, Ana Maria Homem Leal de,1946-HostingInstitutionOrganizationalRepositório Científico de Acesso Aberto da ULisboae-mailmailto:repositorio@reitoria.ulisboa.ptrepositorio@reitoria.ulisboa.pt2012-08-07T14:19:29Z20112011-01-01T00:00:00ZHandlehttp://hdl.handle.net/10451/6809http://purl.org/coar/access_right/c_abf2open accessPortugal. Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da GuerraPortugal - Política e governo - séc.18Reforma administrativa - Portugal - séc.18Portugal - História - séc.18Teses de mestrado - 20121031708 bytes575929 bytesliteraturehttp://purl.org/coar/resource_type/c_bdccmaster thesishttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2application/pdffulltexthttps://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/4fda7386-d584-4d7a-96dc-7a592204361d/downloadhttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2application/pdffulltexthttps://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/4e5173fe-57f6-4bd4-b319-9e2ae4a46acf/download
spellingShingle A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
Korobtchenko, Júlia Platonova
Portugal. Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Portugal - Política e governo - séc.18
Reforma administrativa - Portugal - séc.18
Portugal - História - séc.18
Teses de mestrado - 2012
status SINGLETON
subject.fl_str_mv Portugal. Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Portugal - Política e governo - séc.18
Reforma administrativa - Portugal - séc.18
Portugal - História - séc.18
Teses de mestrado - 2012
title A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
title_full A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
title_fullStr A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
title_full_unstemmed A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
title_short A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
title_sort A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra: a instituição, os instrumentos e os homens (1736-1756)
topic Portugal. Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Portugal - Política e governo - séc.18
Reforma administrativa - Portugal - séc.18
Portugal - História - séc.18
Teses de mestrado - 2012
topic_facet Portugal. Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Portugal - Política e governo - séc.18
Reforma administrativa - Portugal - séc.18
Portugal - História - séc.18
Teses de mestrado - 2012
url http://hdl.handle.net/10451/6809
visible 1