Publicação
Vírus Zika : do flavivírus à síndrome congénita neurológica
| Resumo: | O vírus Zika é um pequeno arbovírus que faz parte família Flaviviridae, género Flavivirus. Após ter sido isolado, pela primeira vez, no Uganda, em 1947, surgiu em 2007 na ilha de Yap, Micronésia. Com um posterior surto de maiores dimensões, em 2013-2014, na Polinésia Francesa, foi introduzido, no espaço de um ano, no Brasil, através das Ilhas Pacíficas, e propagou-se, rapidamente, pelas Américas, com surto exponencial a nível global. Foi identificada uma associação entre a emergência do vírus Zika e complicações neurológicas severas, nomeadamente síndrome de Guillain-Barré, microcefalia e outras alterações congénitas. Esta infecção pode, assim, ser transmitida, além de outras formas, durante o período pré-natal, através de uma grávida para o feto. Esta transmissão apresenta um particular neurotropismo, existindo uma relação com anormalidades a nível cerebral. É a primeira vez que uma infecção transmitida por um mosquito é associada a malformações congénitas severas no ser humano. Apesar de o espectro completo destas anomalias ainda não ter sido delineado, terá emergido um fenótipo distinto e único – a Síndrome Congénita Zika. Foram descritas características que talvez sejam específicas da infecção por vírus Zika - microcefalia severa com colapso parcial do crânio, córtex cerebral fino com calcificações subcorticais, cicatrizes maculares e mottling pigmentar focal na retina, contracturas congénitas e hipertonia precoce marcada, com sintomas de envolvimento extrapiramidal. Esta revisão pretende elucidar sobre as generalidades acerca do vírus e respectiva síndrome congénita, pois o reconhecimento, pelos pediatras, deste fenótipo pode determinar um follow-up e cuidados continuados apropriados. |
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| Autores principais: | Aguiar, Bárbara de Paiva Morão Ribeiro de |
| Assunto: | Vírus Zika Síndrome congénita Zika Microcefalia Doenças transmissíveis |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O vírus Zika é um pequeno arbovírus que faz parte família Flaviviridae, género Flavivirus. Após ter sido isolado, pela primeira vez, no Uganda, em 1947, surgiu em 2007 na ilha de Yap, Micronésia. Com um posterior surto de maiores dimensões, em 2013-2014, na Polinésia Francesa, foi introduzido, no espaço de um ano, no Brasil, através das Ilhas Pacíficas, e propagou-se, rapidamente, pelas Américas, com surto exponencial a nível global. Foi identificada uma associação entre a emergência do vírus Zika e complicações neurológicas severas, nomeadamente síndrome de Guillain-Barré, microcefalia e outras alterações congénitas. Esta infecção pode, assim, ser transmitida, além de outras formas, durante o período pré-natal, através de uma grávida para o feto. Esta transmissão apresenta um particular neurotropismo, existindo uma relação com anormalidades a nível cerebral. É a primeira vez que uma infecção transmitida por um mosquito é associada a malformações congénitas severas no ser humano. Apesar de o espectro completo destas anomalias ainda não ter sido delineado, terá emergido um fenótipo distinto e único – a Síndrome Congénita Zika. Foram descritas características que talvez sejam específicas da infecção por vírus Zika - microcefalia severa com colapso parcial do crânio, córtex cerebral fino com calcificações subcorticais, cicatrizes maculares e mottling pigmentar focal na retina, contracturas congénitas e hipertonia precoce marcada, com sintomas de envolvimento extrapiramidal. Esta revisão pretende elucidar sobre as generalidades acerca do vírus e respectiva síndrome congénita, pois o reconhecimento, pelos pediatras, deste fenótipo pode determinar um follow-up e cuidados continuados apropriados. |
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