Publicação
O estudo da coinfeção leishmaniose/VIH em mulheres grávidas: prevenção da transmissão vertical e infeção congénita
| Resumo: | A Leishmaniose é uma das mais importantes infeções oportunistas associadas ao Vírus da Imunodeficiência Humana, tendo vindo a expandir-se mundialmente devido a vários fatores inerentes ao meio ambiente, hospedeiro e parasita. De facto, até à data, cerca de 35 países reportaram casos de coinfeção Leishmaniose/Vírus da Imunodeficiência Humana, sendo a maioria casos do tipo visceral associados ao vírus do tipo 1. A coinfeção alterou o padrão evolutivo da Leishmaniose, com a existência de um risco acrescido para o doente de desenvolver infeção ativa. Para além disso ambas as patologias potenciam-se mutuamente, uma vez que os indivíduos imunocomprometidos são naturalmente mais propensos a contrair a infeção por Leishmaniose Visceral, sendo que esta é responsável por aumentar a taxa de replicação do Vírus da Imunodeficiência Humana e simultaneamente causar uma imunossupressão cumulativa, motivando consequentemente uma rápida evolução para a Síndrome de imunodeficiência adquirida. A coinfeção é por isso uma condição de transmissão vertical, ou seja, a passagem da infeção de mãe para filho, que pode ocorrer em várias fases nomeadamente ao longo do período gestacional, durante ou após o parto. Existe uma elevada escassez bibliográfica, englobando a subpopulação de mulheres grávidas coinfetadas, sobretudo relativamente a alguns aspetos chave como risco de transmissão vertical do protozoário Leishmânia spp., em mulheres grávidas coinfetadas com Vírus da Imunodeficiência Humana. Tendo em conta o exacerbado crescimento populacional juntamente com os crescentes movimentos migratórios motivadas por guerra, pobreza e questões comerciais e ainda a presença de inúmeros fatores de risco potenciadores da exposição aos agentes patogénicos, o número de casos de coinfeção no período gestacional tem tendência a aumentar, acrescendo o risco de transmissão vertical. A educação das populações, o planeamento da gravidez, o seu acompanhamento, diagnósticos corretos e atempados e ainda a pronta introdução de esquemas terapêuticos contemplando antirretrovirais e fármacos para a Leishmaniose podem ter um papel fundamental na prevenção deste flagelo. |
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| Autores principais: | Sousa, Daniela Filipa Pinto Câmara e |
| Assunto: | Leishmaniose VIH Coinfecção Gravidez Transmissão vertical Infeção perinatal Infeção congénita Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Leishmaniose é uma das mais importantes infeções oportunistas associadas ao Vírus da Imunodeficiência Humana, tendo vindo a expandir-se mundialmente devido a vários fatores inerentes ao meio ambiente, hospedeiro e parasita. De facto, até à data, cerca de 35 países reportaram casos de coinfeção Leishmaniose/Vírus da Imunodeficiência Humana, sendo a maioria casos do tipo visceral associados ao vírus do tipo 1. A coinfeção alterou o padrão evolutivo da Leishmaniose, com a existência de um risco acrescido para o doente de desenvolver infeção ativa. Para além disso ambas as patologias potenciam-se mutuamente, uma vez que os indivíduos imunocomprometidos são naturalmente mais propensos a contrair a infeção por Leishmaniose Visceral, sendo que esta é responsável por aumentar a taxa de replicação do Vírus da Imunodeficiência Humana e simultaneamente causar uma imunossupressão cumulativa, motivando consequentemente uma rápida evolução para a Síndrome de imunodeficiência adquirida. A coinfeção é por isso uma condição de transmissão vertical, ou seja, a passagem da infeção de mãe para filho, que pode ocorrer em várias fases nomeadamente ao longo do período gestacional, durante ou após o parto. Existe uma elevada escassez bibliográfica, englobando a subpopulação de mulheres grávidas coinfetadas, sobretudo relativamente a alguns aspetos chave como risco de transmissão vertical do protozoário Leishmânia spp., em mulheres grávidas coinfetadas com Vírus da Imunodeficiência Humana. Tendo em conta o exacerbado crescimento populacional juntamente com os crescentes movimentos migratórios motivadas por guerra, pobreza e questões comerciais e ainda a presença de inúmeros fatores de risco potenciadores da exposição aos agentes patogénicos, o número de casos de coinfeção no período gestacional tem tendência a aumentar, acrescendo o risco de transmissão vertical. A educação das populações, o planeamento da gravidez, o seu acompanhamento, diagnósticos corretos e atempados e ainda a pronta introdução de esquemas terapêuticos contemplando antirretrovirais e fármacos para a Leishmaniose podem ter um papel fundamental na prevenção deste flagelo. |
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