Publicação
Avaliação quantitativa de alguns parâmetros ecocardiográficos no cão e gato : estudo transversal de 114 caso
| Resumo: | O ecocardiograma é fundamental na prática clínica de animais de companhia. O objetivo deste trabalho é disponibilizar uma fonte bibliográfica que suporte a prática clínica do ecocardiograma na interpretação da variabilidade de cada animal e na elaboração do diagnóstico de várias cardiopatias congénitas e adquiridas. Para isto, foram recolhidas informações sobre as características fenotípicas, o quadro clínico e os relatórios ecocardiográficos de todos os animais de companhia sujeitos a ecocardiograma durante o estágio. Para cada espécie, os grupos de estudo foram elaborados de acordo com o diagnóstico final. Os animais sem alterações ao ecocardiograma foram considerados grupo de controlo. Após aplicação de critérios de inclusão e exclusão, foram considerados 114 animais. Na amostra populacional de canídeos, 36 cães foram incluídos no grupo de controlo e 49 cães em quatro grupos de estudo (grupo com diagnóstico de doença degenerativa da válvula mitral, grupo com diagnóstico de cardiomiopatia dilatada, grupo com diagnóstico de estenose congénita da artéria pulmonar, e grupo com diagnóstico de comunicação interventricular). Na amostra populacional de felídeos, 12 gatos foram incluídos no grupo de controlo e 7 gatos foram incluídos no único grupo de estudo, grupo com diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica. Em ambas as espécies, o estudo do comportamento dos parâmetros ecocardiográficos nos diferentes grupos de estudo permitiu identificar diferenças estatisticamente significativas relativamente ao grupo de controlo (p < 0,05). No grupo de controlo, alguns parâmetros ecocardiográficos apresentaram relação estatisticamente significativa com a idade (fração sistólica (r = 0,49) e fração de ejeção (r = 0,47), em cães), com o peso corporal (parâmetros lineares do ventrículo esquerdo (0,79 ≤ ρ ≤ 0,93), fração sistólica (ρ = -0,37), fração de ejeção (ρ = -0,55) e distância do septo interventricular ao ponto E (EPSS) (ρ = 0,81), em cães; e alguns parâmetros lineares do ventrículo esquerdo (0,67 ≤ ρ ≤ 0,88) e EPSS (ρ = 0,63), em gatos) e com a raça (velocidade máxima do fluxo de sangue através da válvula pulmonar (p = 0,014), em cães). A partir desta última avaliação, foram extrapolados valores para os parâmetros ecocardiográficos relacionados com o peso corporal. Este estudo vem evidenciar a importância do ecocardiograma, permite compreender as repercussões dos mecanismos fisiopatológicos característicos de cada cardiopatia e pode ser aplicado na prática clínica de animais de companhia, pois disponibiliza informação bastante útil e completa que pode ser consultada na realização do ecocardiograma, quer na interpretação da variabilidade individual de cada animal quer no diagnóstico de diversas cardiopatias. |
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| Autores principais: | Pires, Ana Catarina Jorge |
| Assunto: | Ecocardiografia Cão Gato echocardiography dog cat |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O ecocardiograma é fundamental na prática clínica de animais de companhia. O objetivo deste trabalho é disponibilizar uma fonte bibliográfica que suporte a prática clínica do ecocardiograma na interpretação da variabilidade de cada animal e na elaboração do diagnóstico de várias cardiopatias congénitas e adquiridas. Para isto, foram recolhidas informações sobre as características fenotípicas, o quadro clínico e os relatórios ecocardiográficos de todos os animais de companhia sujeitos a ecocardiograma durante o estágio. Para cada espécie, os grupos de estudo foram elaborados de acordo com o diagnóstico final. Os animais sem alterações ao ecocardiograma foram considerados grupo de controlo. Após aplicação de critérios de inclusão e exclusão, foram considerados 114 animais. Na amostra populacional de canídeos, 36 cães foram incluídos no grupo de controlo e 49 cães em quatro grupos de estudo (grupo com diagnóstico de doença degenerativa da válvula mitral, grupo com diagnóstico de cardiomiopatia dilatada, grupo com diagnóstico de estenose congénita da artéria pulmonar, e grupo com diagnóstico de comunicação interventricular). Na amostra populacional de felídeos, 12 gatos foram incluídos no grupo de controlo e 7 gatos foram incluídos no único grupo de estudo, grupo com diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica. Em ambas as espécies, o estudo do comportamento dos parâmetros ecocardiográficos nos diferentes grupos de estudo permitiu identificar diferenças estatisticamente significativas relativamente ao grupo de controlo (p < 0,05). No grupo de controlo, alguns parâmetros ecocardiográficos apresentaram relação estatisticamente significativa com a idade (fração sistólica (r = 0,49) e fração de ejeção (r = 0,47), em cães), com o peso corporal (parâmetros lineares do ventrículo esquerdo (0,79 ≤ ρ ≤ 0,93), fração sistólica (ρ = -0,37), fração de ejeção (ρ = -0,55) e distância do septo interventricular ao ponto E (EPSS) (ρ = 0,81), em cães; e alguns parâmetros lineares do ventrículo esquerdo (0,67 ≤ ρ ≤ 0,88) e EPSS (ρ = 0,63), em gatos) e com a raça (velocidade máxima do fluxo de sangue através da válvula pulmonar (p = 0,014), em cães). A partir desta última avaliação, foram extrapolados valores para os parâmetros ecocardiográficos relacionados com o peso corporal. Este estudo vem evidenciar a importância do ecocardiograma, permite compreender as repercussões dos mecanismos fisiopatológicos característicos de cada cardiopatia e pode ser aplicado na prática clínica de animais de companhia, pois disponibiliza informação bastante útil e completa que pode ser consultada na realização do ecocardiograma, quer na interpretação da variabilidade individual de cada animal quer no diagnóstico de diversas cardiopatias. |
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