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“Progresso com justiça e desenvolvimento com igualdade”: a gaiola de ferro nas prestações de contas eleitorais e partidárias no Brasil

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Resumo:Esta tese investiga as dinâmicas do controle das prestações de contas eleitorais e partidárias no Brasil, analisando desafios estruturais e institucionais que comprometem a fiscalização do financiamento político. Fundamentado em teorias sobre burocracia, institucionalismo e mudanças organizacionais, o estudo utiliza entrevistas e questionários aplicados a servidores dos tribunais regionais eleitorais para compreender as dificuldades na aplicação das normativas eleitorais e a persistência de práticas informais no sistema político brasileiro. Os achados indicam que a flexibilização das normas, aliada ao não cumprimento do princípio da preclusão, transforma a fiscalização das contas públicas em um processo meramente simbólico. Isso favorece o surgimento de instituições informais acomodativas, que substituem funções das entidades formais, comprometendo a transparência do financiamento eleitoral. A análise das reformas institucionais desde 1965 evidencia avanços normativos pontuais, mas também resistência à ruptura com práticas tradicionais. A burocracia estatal, caracterizada por rigidez normativa e um processo decisório centralizado, distancia as instituições das demandas da sociedade civil. Esse fenômeno reflete um isomorfismo institucional que perpetua modelos administrativos ineficazes, dificultando adaptações necessárias à governança democrática. Os resultados indicam que fortalecer a governança eleitoral exige não apenas reformas normativas, mas também a aproximação entre instituições e sociedade civil. Educação cívica, transparência e responsabilização de agentes políticos são fundamentais para um sistema eleitoral mais equitativo e legítimo. Conclui-se que as reformas institucionais no Brasil enfrentam desafios estruturais que comprometem sua eficácia. Superar barreiras burocráticas e combater a influência de instituições informais são passos essenciais para fortalecer a integridade do financiamento político e restaurar a confiança no sistema eleitoral.
Autores principais:Goulart, Natália Lelis G.
Assunto:Financiamento politico Burocracia Instituição informal Mudança institucional
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta tese investiga as dinâmicas do controle das prestações de contas eleitorais e partidárias no Brasil, analisando desafios estruturais e institucionais que comprometem a fiscalização do financiamento político. Fundamentado em teorias sobre burocracia, institucionalismo e mudanças organizacionais, o estudo utiliza entrevistas e questionários aplicados a servidores dos tribunais regionais eleitorais para compreender as dificuldades na aplicação das normativas eleitorais e a persistência de práticas informais no sistema político brasileiro. Os achados indicam que a flexibilização das normas, aliada ao não cumprimento do princípio da preclusão, transforma a fiscalização das contas públicas em um processo meramente simbólico. Isso favorece o surgimento de instituições informais acomodativas, que substituem funções das entidades formais, comprometendo a transparência do financiamento eleitoral. A análise das reformas institucionais desde 1965 evidencia avanços normativos pontuais, mas também resistência à ruptura com práticas tradicionais. A burocracia estatal, caracterizada por rigidez normativa e um processo decisório centralizado, distancia as instituições das demandas da sociedade civil. Esse fenômeno reflete um isomorfismo institucional que perpetua modelos administrativos ineficazes, dificultando adaptações necessárias à governança democrática. Os resultados indicam que fortalecer a governança eleitoral exige não apenas reformas normativas, mas também a aproximação entre instituições e sociedade civil. Educação cívica, transparência e responsabilização de agentes políticos são fundamentais para um sistema eleitoral mais equitativo e legítimo. Conclui-se que as reformas institucionais no Brasil enfrentam desafios estruturais que comprometem sua eficácia. Superar barreiras burocráticas e combater a influência de instituições informais são passos essenciais para fortalecer a integridade do financiamento político e restaurar a confiança no sistema eleitoral.