Publicação
O predador Dicyphus cerastii (Hemiptera: Miridae): estudo de comportamento e preferências alimentares
| Resumo: | A proteção biológica adquiriu importância nos últimos anos, no entanto existem agentes de proteção biológica que, por vezes, levam a perdas de produção. O mirídeo autóctone Dicyphus cerastii (Wagner) tem sido alvo de estudos, uma vez que se pensa que não causa estragos em qualidade e quantidade que originem perdas de produção significativas (Carvalho 1999; Figueiredo et al., 2012, 2015) ao contrário da espécie de mirídeo mais utilizada em largadas, em Portugal, Nesidiocoris tenuis (Reuter). Esta dissertação teve dois objetivos principais, sendo o primeiro o de avaliar a existência ou não de preferência alimentar de Dicyphus cerastii entre três combinações de espécies reconhecidas como suas presas, um afídeo, Macrosiphum euphorbiae (Thomas), uma cochonilha-algodão, Phenacoccus madeirensis Green e a traça-do-tomateiro, Tuta absoluta (Meyrick) e entre indivíduos vivos e mortos de M. euphorbiae. O segundo objetivo foi estudar o comportamento do predador quando na presença de dois tipos de presas disponíveis e na presença de folha. Para o estudo relativo ao primeiro objetivo foram realizados ensaios de 24h, no final dos quais se contabilizou o número e proporção de indivíduos predados, mortos por causa desconhecida, desaparecidos e vivos (sobreviventes), a primeira presa predada e duração da permanência do predador em cada um dos quadrantes durante a primeira hora. Para o estudo do comportamento foram realizados ensaios de 1h durante a qual se observou e registou as principais atividades do predador e respetiva duração. Os resultados obtidos são concordantes entre si e indiciam para a não existência de preferência alimentar entre as combinações testadas. As ninfas de D. cerastii não evidenciaram uma procura ativa de presas durante a primeira hora de ensaio. Verificou-se o comportamento necrófago de D. cerastii (predação de 30% do total de afídeos mortos disponibilizados), no entanto, este parece não ser a estratégia alimentar principal desta espécie |
|---|---|
| Autores principais: | Francisco, Lilia Miriam Henriques Ferreira da Silva |
| Assunto: | predação mirídeo proteção biológica |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A proteção biológica adquiriu importância nos últimos anos, no entanto existem agentes de proteção biológica que, por vezes, levam a perdas de produção. O mirídeo autóctone Dicyphus cerastii (Wagner) tem sido alvo de estudos, uma vez que se pensa que não causa estragos em qualidade e quantidade que originem perdas de produção significativas (Carvalho 1999; Figueiredo et al., 2012, 2015) ao contrário da espécie de mirídeo mais utilizada em largadas, em Portugal, Nesidiocoris tenuis (Reuter). Esta dissertação teve dois objetivos principais, sendo o primeiro o de avaliar a existência ou não de preferência alimentar de Dicyphus cerastii entre três combinações de espécies reconhecidas como suas presas, um afídeo, Macrosiphum euphorbiae (Thomas), uma cochonilha-algodão, Phenacoccus madeirensis Green e a traça-do-tomateiro, Tuta absoluta (Meyrick) e entre indivíduos vivos e mortos de M. euphorbiae. O segundo objetivo foi estudar o comportamento do predador quando na presença de dois tipos de presas disponíveis e na presença de folha. Para o estudo relativo ao primeiro objetivo foram realizados ensaios de 24h, no final dos quais se contabilizou o número e proporção de indivíduos predados, mortos por causa desconhecida, desaparecidos e vivos (sobreviventes), a primeira presa predada e duração da permanência do predador em cada um dos quadrantes durante a primeira hora. Para o estudo do comportamento foram realizados ensaios de 1h durante a qual se observou e registou as principais atividades do predador e respetiva duração. Os resultados obtidos são concordantes entre si e indiciam para a não existência de preferência alimentar entre as combinações testadas. As ninfas de D. cerastii não evidenciaram uma procura ativa de presas durante a primeira hora de ensaio. Verificou-se o comportamento necrófago de D. cerastii (predação de 30% do total de afídeos mortos disponibilizados), no entanto, este parece não ser a estratégia alimentar principal desta espécie |
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