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A argumentação matemática dos alunos do 9º ano de escolaridade no estudo da circunferência

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Resumo:O estudo aqui apresentado foi realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, no ano letivo 2017/2018, tendo tido como base a lecionação de um conjunto de nove aulas (6 aulas de 50 minutos e 3 aulas de 100 minutos), a uma turma do 9.º ano de escolaridade, na disciplina de Matemática. Este estudo tem como objetivo caracterizar a argumentação matemática dos alunos de 9.º ano, na realização de tarefas propostas no âmbito da unidade de ensino propriedades dos ângulos, cordas e arcos definidos numa circunferência. Em particular, pretende-se analisar: (a) Que processos argumentativos são utilizados pelos alunos na realização das tarefas propostas e quais as suas características. Quais as dificuldades que evidenciam na utilização desses processos argumentativos e (b) Que conhecimentos matemáticos são mobilizados pelos alunos nas suas argumentações e quais as dificuldades que evidenciam na mobilização desses conhecimentos. O estudo seguiu uma metodologia qualitativa e interpretativa a recolha de dados fez-se através de: (a) observação participante das aulas lecionadas, com registo áudio e vídeo; (b) recolha documental das produções escritas dos alunos na resolução das tarefas; e (c) entrevistas semiestruturadas, realizadas individualmente a cinco alunos da turma. A análise dos dados sugere que os alunos se envolvem satisfatoriamente nos processos de explicação e justificação, embora inicialmente só o concretizam quando pedido explicitamente. No entanto, apresentam dificuldades ao nível da produção de demonstrações, e compreensão das mesmas, pelo que consideram que o caso geral pode ser obtido empiricamente. As dificuldades evidenciadas incidem, essencialmente, na comunicação matemática e na falta de rigor e coesão com que apresentam as suas ideias. Os alunos mobilizaram diferentes conhecimentos geométricos, prévios e adquiridos durante a lecionação da unidade, mas evidenciam falta de apropriação e compreensão do vocabulário próprio da Geometria, o que provoca dificuldades ao nível da argumentação.
Autores principais:Rodrigues, Carolina Beatriz da Costa Rebelo e da Costa
Assunto:Argumentação Matemática Dificuldades Geometria Ensino básico (3º Ciclo) Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O estudo aqui apresentado foi realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, no ano letivo 2017/2018, tendo tido como base a lecionação de um conjunto de nove aulas (6 aulas de 50 minutos e 3 aulas de 100 minutos), a uma turma do 9.º ano de escolaridade, na disciplina de Matemática. Este estudo tem como objetivo caracterizar a argumentação matemática dos alunos de 9.º ano, na realização de tarefas propostas no âmbito da unidade de ensino propriedades dos ângulos, cordas e arcos definidos numa circunferência. Em particular, pretende-se analisar: (a) Que processos argumentativos são utilizados pelos alunos na realização das tarefas propostas e quais as suas características. Quais as dificuldades que evidenciam na utilização desses processos argumentativos e (b) Que conhecimentos matemáticos são mobilizados pelos alunos nas suas argumentações e quais as dificuldades que evidenciam na mobilização desses conhecimentos. O estudo seguiu uma metodologia qualitativa e interpretativa a recolha de dados fez-se através de: (a) observação participante das aulas lecionadas, com registo áudio e vídeo; (b) recolha documental das produções escritas dos alunos na resolução das tarefas; e (c) entrevistas semiestruturadas, realizadas individualmente a cinco alunos da turma. A análise dos dados sugere que os alunos se envolvem satisfatoriamente nos processos de explicação e justificação, embora inicialmente só o concretizam quando pedido explicitamente. No entanto, apresentam dificuldades ao nível da produção de demonstrações, e compreensão das mesmas, pelo que consideram que o caso geral pode ser obtido empiricamente. As dificuldades evidenciadas incidem, essencialmente, na comunicação matemática e na falta de rigor e coesão com que apresentam as suas ideias. Os alunos mobilizaram diferentes conhecimentos geométricos, prévios e adquiridos durante a lecionação da unidade, mas evidenciam falta de apropriação e compreensão do vocabulário próprio da Geometria, o que provoca dificuldades ao nível da argumentação.