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Trincheiras do contrapoder na era digital: protagonismo NINJA em defesa da Floresta Amazônica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação analisa os discursos postos em circulação pela Mídia Ninja, em sua conta no Instagram, sobre as queimadas na Amazônia em 2019. O objetivo é verificar o préstimo oferecido por este coletivo de mídia para a ciência da opinião pública acerca dessa tragédia ambiental, em comparação com a cobertura realizada por parcela significativa da mídia massiva brasileira. Para tanto, valemo-nos das proposições foucaultianas, fixando especialmente atenção ao conceito de dispositivo, sobretudo, no que tange suas dimensões, que estão postas por Deleuze na obra “O dispositivo”. A partir do exame de postagens publicadas na conta @midianinja, durante o auge da crise das queimadas, foi possível notar que trouxeram fatos e vozes que foram invisibilizados e silenciados por parte significativa da imprensa brasileira, e que essa se tratou de uma perspectiva decolonial de abordar o caso. De tal modo, vimos que o discurso operado pela Mídia Ninja acionou uma contraposição às curvas de enunciação e de visibilidade do dispositivo colonial que foi operado pelo maior noticiário da TV aberta do Brasil ao tratar o assunto. Destarte, inferimos que a Mídia Ninja inseriu com isso um giro decolonial, que colocou a opinião pública em melhores condições de discernir o que estava por trás das queimadas, elucidando, assim, o lado obscuro da modernidade. Desse modo, pudemos notar que a internet instrumentaliza a expressão da indignação do corpo social, pondo em lugar de destaque a voz contra-hegemônica, o que pode impactar em mudanças culturais decisivas.
Autores principais:Bezerra, Cyntia Nataly Malcher
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação analisa os discursos postos em circulação pela Mídia Ninja, em sua conta no Instagram, sobre as queimadas na Amazônia em 2019. O objetivo é verificar o préstimo oferecido por este coletivo de mídia para a ciência da opinião pública acerca dessa tragédia ambiental, em comparação com a cobertura realizada por parcela significativa da mídia massiva brasileira. Para tanto, valemo-nos das proposições foucaultianas, fixando especialmente atenção ao conceito de dispositivo, sobretudo, no que tange suas dimensões, que estão postas por Deleuze na obra “O dispositivo”. A partir do exame de postagens publicadas na conta @midianinja, durante o auge da crise das queimadas, foi possível notar que trouxeram fatos e vozes que foram invisibilizados e silenciados por parte significativa da imprensa brasileira, e que essa se tratou de uma perspectiva decolonial de abordar o caso. De tal modo, vimos que o discurso operado pela Mídia Ninja acionou uma contraposição às curvas de enunciação e de visibilidade do dispositivo colonial que foi operado pelo maior noticiário da TV aberta do Brasil ao tratar o assunto. Destarte, inferimos que a Mídia Ninja inseriu com isso um giro decolonial, que colocou a opinião pública em melhores condições de discernir o que estava por trás das queimadas, elucidando, assim, o lado obscuro da modernidade. Desse modo, pudemos notar que a internet instrumentaliza a expressão da indignação do corpo social, pondo em lugar de destaque a voz contra-hegemônica, o que pode impactar em mudanças culturais decisivas.