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Novos dados para a compreensão da ocupação humana na Fonte Santa (Torres Novas)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O sítio da Fonte Santa é incontornável no estudo das sociedades do Paleolítico Superior Inicial da Península Ibérica. Trabalhos realizados na década de 1990 permitiram adiantar modelos de ocupação e produção artefactual a partir dos quais foi definido o tecnocomplexo Fontesantense. Com o intuito de consolidar e ampliar a informação disponível, estes modelos são testados através de metodologias complementares – remontagens físicas, extensão da análise lítica e distribuição espacial. Os resultados permitem observar a introdução de matéria-prima de origem local/regional, convertida no sítio em utensílios domésticos e de caça através de processos de rentabilização e esgotamento da matéria-prima, e a existência de duas áreas de actividade segregadas, organizadas em torno de zonas de combustão e entre as quais a actividade humana promoveu a circulação de material.
Autores principais:Gomes, Luís
Assunto:Paleolítico Superior Inicial Tecnologia lítica Análise espacial Remontagens líticas Fontessantese Early Upper Palaeolithic Lithic technology Spatial analysis Lithic refits Fontesantian
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O sítio da Fonte Santa é incontornável no estudo das sociedades do Paleolítico Superior Inicial da Península Ibérica. Trabalhos realizados na década de 1990 permitiram adiantar modelos de ocupação e produção artefactual a partir dos quais foi definido o tecnocomplexo Fontesantense. Com o intuito de consolidar e ampliar a informação disponível, estes modelos são testados através de metodologias complementares – remontagens físicas, extensão da análise lítica e distribuição espacial. Os resultados permitem observar a introdução de matéria-prima de origem local/regional, convertida no sítio em utensílios domésticos e de caça através de processos de rentabilização e esgotamento da matéria-prima, e a existência de duas áreas de actividade segregadas, organizadas em torno de zonas de combustão e entre as quais a actividade humana promoveu a circulação de material.