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O homem novo do fascismo italiano e do estado novo português

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Resumo:O objetivo deste trabalho é perceber como o ideal do Homem Novo em Itália consegue impor-se numa fase de crise geral do sistema liberal a nível europeu e como o conservadorismo tradicionalista do Estado Novo reveja o exemplo de Mussolini, aproveitando da insatisfação geral que se propaga com a I Republica Portuguesa. A ideia de regeneração geral que fomenta protestos na Europa, em Itália se consolida com o Mito della Giovinezza, por meio de uma renovação total, procurada por Mussolini, purificadora do carácter dos italianos. O fascismo implanta um amplo programa de “pedagogia” guerreira, para inculcar nos “recém-nascidos”, o sentimento de orgulho pela italianitá, transformando a ideologia de regeneração da elite intelectual, num mito revolucionário de massa. Mussolini, com a contribuição dos jovens fascistas, procura constituir um Novo Império que, à sua imagem e semelhança, repropunha o culto do Novo Condottiero Imperador de uma Nova Roma Caput Mundi, de que ele mesmo é o emblema vivo, ao qual os Italianos Novos, Novos Legionários da Italia fascista, devem mostrar uma fé de “eterna” devoção, até pronta ao sacrifício estremo. Em Portugal, o Estado Novo, ao começo surge timidamente sem nome, procurando criar as sólidas bases, que lhe permitam de diferenciar-se do “caos” da I Republica Portuguesa. Salazar, o qual vê nos sólidos valores da tradição a Renovação Moral do País, interpreta o conceito de Homem Novo, orgulhoso e nostálgico das fabulosas descobertas do Império Português, na moldura do cidadão obediente ao Chefe, funcional ao imobilismo da sociedade e à preservação do elitismo de governo. A salvaguarda da “Raça” Lusitana pode acontecer apenas por meio de um Homem Novo civilizado e civilizador, um ato de fé patriótica completamente entregue ao sentido de colaboração cívica da Pátria. Um bem cumprir apresentado, por Salazar, como uma Lição Moral de participação cívica e ao mesmo tempo espiritual, ao Bem Comum da Nação Portuguesa.
Autores principais:Tessadori, Pietro
Assunto:História contemporânea Fascismo - Itália Fascismo - Portugal Nacionalismo cultural Estado Novo - ensino Ideologia - Estado Novo Mocidade Portuguesa Teses de doutoramento - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O objetivo deste trabalho é perceber como o ideal do Homem Novo em Itália consegue impor-se numa fase de crise geral do sistema liberal a nível europeu e como o conservadorismo tradicionalista do Estado Novo reveja o exemplo de Mussolini, aproveitando da insatisfação geral que se propaga com a I Republica Portuguesa. A ideia de regeneração geral que fomenta protestos na Europa, em Itália se consolida com o Mito della Giovinezza, por meio de uma renovação total, procurada por Mussolini, purificadora do carácter dos italianos. O fascismo implanta um amplo programa de “pedagogia” guerreira, para inculcar nos “recém-nascidos”, o sentimento de orgulho pela italianitá, transformando a ideologia de regeneração da elite intelectual, num mito revolucionário de massa. Mussolini, com a contribuição dos jovens fascistas, procura constituir um Novo Império que, à sua imagem e semelhança, repropunha o culto do Novo Condottiero Imperador de uma Nova Roma Caput Mundi, de que ele mesmo é o emblema vivo, ao qual os Italianos Novos, Novos Legionários da Italia fascista, devem mostrar uma fé de “eterna” devoção, até pronta ao sacrifício estremo. Em Portugal, o Estado Novo, ao começo surge timidamente sem nome, procurando criar as sólidas bases, que lhe permitam de diferenciar-se do “caos” da I Republica Portuguesa. Salazar, o qual vê nos sólidos valores da tradição a Renovação Moral do País, interpreta o conceito de Homem Novo, orgulhoso e nostálgico das fabulosas descobertas do Império Português, na moldura do cidadão obediente ao Chefe, funcional ao imobilismo da sociedade e à preservação do elitismo de governo. A salvaguarda da “Raça” Lusitana pode acontecer apenas por meio de um Homem Novo civilizado e civilizador, um ato de fé patriótica completamente entregue ao sentido de colaboração cívica da Pátria. Um bem cumprir apresentado, por Salazar, como uma Lição Moral de participação cívica e ao mesmo tempo espiritual, ao Bem Comum da Nação Portuguesa.