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Born this way : experiências de pessoas lésbicas, gays e bissexuais (LGB) em psicoterapia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Pessoas LGB apresentam maior vulnerabilidade para dificuldades no campo da saúde mental quando comparadas a pessoas heterossexuais, devido à discriminação que enfrentam nos seus quotidianos. Essa discriminação também é reportada em contextos clínicos, o que torna os cuidados de saúde mental para estas pessoas menos adequados. Por haver pouca literatura e também recente sobre o tema em Portugal, coloca-se a necessidade de conhecer e compreender melhor as experiências psicoterapêuticas de pacientes LGB e as capacidades afirmativas dos seus terapeutas. Neste estudo de natureza qualitativa, explora-se as experiências psicoterapêuticas de pessoas LGB e também como a orientação sexual se inseriu nos processos terapêuticos. Treze pessoas que se identificavam como LGB e que tinham sido acompanhadas há dois anos ou menos participaram em entrevistas semiestruturadas, sendo que foi feita uma análise temática com recurso ao software QSR NVIVO 12. Quatro domínios surgiram da análise: (1) motivo, (2) experiências psicoterapêuticas negativas, (3) experiências psicoterapêuticas positivas e (4) orientação sexual em psicoterapia. Os participantes identificaram vários fatores positivos nos seus terapeutas e processos terapêuticos, mas também identificaram aspetos mais negativos. Os resultados mostram que ainda que muitos psicólogos possuam as capacidades necessárias para trabalharem com pessoas LGB, de uma forma afirmativa, ainda existe um caminho a percorrer para que todos possam adquirir atitudes e comportamentos afirmativos para com os seus pacientes. Igualmente, este estudo permite auxiliar terapeutas no trabalho com pessoas LGB, tornando mais claro que aspetos a ter em conta. Esta investigação também permite uma melhor compreensão dos processos terapêuticos de pessoas LGB.
Autores principais:Cruz, David Afonso Pedrosa Vilar
Assunto:Comunidade LGB Psicoterapia Saúde mental Orientação sexual Discriminação Identidade de género Dissertações de mestrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Pessoas LGB apresentam maior vulnerabilidade para dificuldades no campo da saúde mental quando comparadas a pessoas heterossexuais, devido à discriminação que enfrentam nos seus quotidianos. Essa discriminação também é reportada em contextos clínicos, o que torna os cuidados de saúde mental para estas pessoas menos adequados. Por haver pouca literatura e também recente sobre o tema em Portugal, coloca-se a necessidade de conhecer e compreender melhor as experiências psicoterapêuticas de pacientes LGB e as capacidades afirmativas dos seus terapeutas. Neste estudo de natureza qualitativa, explora-se as experiências psicoterapêuticas de pessoas LGB e também como a orientação sexual se inseriu nos processos terapêuticos. Treze pessoas que se identificavam como LGB e que tinham sido acompanhadas há dois anos ou menos participaram em entrevistas semiestruturadas, sendo que foi feita uma análise temática com recurso ao software QSR NVIVO 12. Quatro domínios surgiram da análise: (1) motivo, (2) experiências psicoterapêuticas negativas, (3) experiências psicoterapêuticas positivas e (4) orientação sexual em psicoterapia. Os participantes identificaram vários fatores positivos nos seus terapeutas e processos terapêuticos, mas também identificaram aspetos mais negativos. Os resultados mostram que ainda que muitos psicólogos possuam as capacidades necessárias para trabalharem com pessoas LGB, de uma forma afirmativa, ainda existe um caminho a percorrer para que todos possam adquirir atitudes e comportamentos afirmativos para com os seus pacientes. Igualmente, este estudo permite auxiliar terapeutas no trabalho com pessoas LGB, tornando mais claro que aspetos a ter em conta. Esta investigação também permite uma melhor compreensão dos processos terapêuticos de pessoas LGB.