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Transitar a vida coletiva de um quarteirão

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Resumo:A partir da análise dos espaços públicos e privados das cidades, o presente trabalho foca-se na produção de uma rede entre os mesmos, absorvendo as características dos domínios público e privado, naquilo que se entende por espaço coletivo. A ligação dos vários domínios do espaço da cidade assume-se como a perpetuação da vida pública, superando a rigidez dos limites e confirmando que a cidade se trata de um ambiente heterogéneo em constante transformação espacial. Como estratégia principal propõe-se a edificação de um quarteirão que surge para dar resposta à exploração da densidade no ambiente urbano, constituindo assim um conjunto que consolida a área de intervenção, sedimentando a cidade. Este quarteirão composto por uma proposta de habitação e um equipamento escolar arroga a criação de um espaço coletivo no seu interior, um local de transição e permanência, sendo determinante para a fomentação de mais atividades e trocas sociais. Na contemporaneidade a evolução das características das famílias e dos diversos grupos que habitam um mesmo espaço doméstico requer mais flexibilidade por parte do mesmo. A identidade advém portanto, dos modos de habitar, sendo que a proposta apresentada procura a adaptação dos seu habitantes, deixando que estes se reinventem nos seus espaços, provocando os limites e a austera hierarquização do universo construído, interligando assim o ciclo da vida do espaço doméstico com as necessidades de quem o ocupa.
Autores principais:Spaninks-Amaro, Youri Karl Friedrich Vladimir
Assunto:Espaço público Espaço coletivo Flexibilidade Densidade Diversidade Public Space Collective space Flexibility Density Diversity
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A partir da análise dos espaços públicos e privados das cidades, o presente trabalho foca-se na produção de uma rede entre os mesmos, absorvendo as características dos domínios público e privado, naquilo que se entende por espaço coletivo. A ligação dos vários domínios do espaço da cidade assume-se como a perpetuação da vida pública, superando a rigidez dos limites e confirmando que a cidade se trata de um ambiente heterogéneo em constante transformação espacial. Como estratégia principal propõe-se a edificação de um quarteirão que surge para dar resposta à exploração da densidade no ambiente urbano, constituindo assim um conjunto que consolida a área de intervenção, sedimentando a cidade. Este quarteirão composto por uma proposta de habitação e um equipamento escolar arroga a criação de um espaço coletivo no seu interior, um local de transição e permanência, sendo determinante para a fomentação de mais atividades e trocas sociais. Na contemporaneidade a evolução das características das famílias e dos diversos grupos que habitam um mesmo espaço doméstico requer mais flexibilidade por parte do mesmo. A identidade advém portanto, dos modos de habitar, sendo que a proposta apresentada procura a adaptação dos seu habitantes, deixando que estes se reinventem nos seus espaços, provocando os limites e a austera hierarquização do universo construído, interligando assim o ciclo da vida do espaço doméstico com as necessidades de quem o ocupa.