Publicação
Atitudes dos jovens alunos face a si próprios e ao ambiente
| Resumo: | A participação das pessoas nos processos de preservação do ambiente é um dos maiores desafios das sociedades e os jovens têm aí um notório papel. O estudo das atitudes face ao ambiente tem-se tornado muito atual e importante para a educação, com os estudos empíricos sobre os fatores pessoais e sociais que condicionam tais atitudes a relevar a necessidade de aprofundamento das pesquisas. Entender o que os jovens pensam de si próprios poderá contribuir para a melhoria do ensino da própria educação ambiental. Neste enquadramento, esta pesquisa visou encontrar respostas para o seguinte Problema de investigação: Como se caracterizam as atitudes dos jovens alunos face a si próprios (autoconceito) e face ao ambiente, como se relacionam entre si estas variáveis e quais os seus fatores? Pretendeu-se, assim, conhecer como se relacionam as atitudes face ao ambiente, como processo psicológico de valorização de um objeto social, com as atitudes face a si próprio, como processo psicológico de valorização das suas próprias ações, e como aquelas se diferenciam em função de variáveis de natureza pessoal e escolar. A metodologia seguiu uma abordagem quantitativa, com análises correlacionais e diferenciais. A amostra foi constituída por 1281 jovens estudantes, de ambos os sexos, com idade entre 12 e 18 anos, dos 7.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade, repartidos pelo interior do país e pelo litoral. Como instrumentos, utilizaram-se as escalas Autoconcepto Forma 5 (AF5), Environmental Attitude Inventory (EAI-24) e Escala de Atitudes dos Jovens Face ao Ambiente (EAJFA), após estudo e confirmação das suas qualidades psicométricas. Quanto ao procedimento havido, foram tidos em conta os cuidados éticos e os instrumentos foram administrados em contexto de sala de aula, nos Agrupamentos de Escolas das zonas geográficas referidas. Os resultados permitiram caracterizar as atitudes e encontrar relações significativas entre as atitudes face a si próprio e as atitudes face ao ambiente, bem como detetar diferenciações nas atitudes em função das variáveis sociodemográficas consideradas (idade, sexo, zona geográfica e rendimento escolar), com resultados em geral favoráveis aos sujeitos mais novos, do sexo feminino, do litoral e com superior rendimento escolar. Os resultados foram discutidos e interpretados à luz da literatura revista. A tese termina com sugestão de futuros estudos e, ainda, com implicações para a educação pessoal e ambiental dos jovens. |
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| Autores principais: | Martins, Maria Da Conceição |
| Assunto: | atitudes dos jovens face a si próprios atitudes dos jovens face ao ambiente autoconceito educação ambiental variáveis sociodemográficas attitudes of young people towards themselves attitudes of young people towards the environment self-concept environmental education sociodemographic variables |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A participação das pessoas nos processos de preservação do ambiente é um dos maiores desafios das sociedades e os jovens têm aí um notório papel. O estudo das atitudes face ao ambiente tem-se tornado muito atual e importante para a educação, com os estudos empíricos sobre os fatores pessoais e sociais que condicionam tais atitudes a relevar a necessidade de aprofundamento das pesquisas. Entender o que os jovens pensam de si próprios poderá contribuir para a melhoria do ensino da própria educação ambiental. Neste enquadramento, esta pesquisa visou encontrar respostas para o seguinte Problema de investigação: Como se caracterizam as atitudes dos jovens alunos face a si próprios (autoconceito) e face ao ambiente, como se relacionam entre si estas variáveis e quais os seus fatores? Pretendeu-se, assim, conhecer como se relacionam as atitudes face ao ambiente, como processo psicológico de valorização de um objeto social, com as atitudes face a si próprio, como processo psicológico de valorização das suas próprias ações, e como aquelas se diferenciam em função de variáveis de natureza pessoal e escolar. A metodologia seguiu uma abordagem quantitativa, com análises correlacionais e diferenciais. A amostra foi constituída por 1281 jovens estudantes, de ambos os sexos, com idade entre 12 e 18 anos, dos 7.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade, repartidos pelo interior do país e pelo litoral. Como instrumentos, utilizaram-se as escalas Autoconcepto Forma 5 (AF5), Environmental Attitude Inventory (EAI-24) e Escala de Atitudes dos Jovens Face ao Ambiente (EAJFA), após estudo e confirmação das suas qualidades psicométricas. Quanto ao procedimento havido, foram tidos em conta os cuidados éticos e os instrumentos foram administrados em contexto de sala de aula, nos Agrupamentos de Escolas das zonas geográficas referidas. Os resultados permitiram caracterizar as atitudes e encontrar relações significativas entre as atitudes face a si próprio e as atitudes face ao ambiente, bem como detetar diferenciações nas atitudes em função das variáveis sociodemográficas consideradas (idade, sexo, zona geográfica e rendimento escolar), com resultados em geral favoráveis aos sujeitos mais novos, do sexo feminino, do litoral e com superior rendimento escolar. Os resultados foram discutidos e interpretados à luz da literatura revista. A tese termina com sugestão de futuros estudos e, ainda, com implicações para a educação pessoal e ambiental dos jovens. |
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