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Adaptabilidade de carreira e competências na transição do ensino superior para o mercado de trabalho : uma perspetiva construtivista

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação pretende contribuir para a compreensão de como podem os indivíduos preparar e planear uma carreira num mundo de incertezas e em constante mudança; que competências afinal são realmente importantes, necessárias adquirir e desenvolver para integrar o mercado de trabalho e fomentar a empregabilidade dos indivíduos; que papéis podem as Instituições de Ensino Superior assumir neste domínio. Partindo do modelo de adaptabilidade de carreira (Savickas, 2002, 2005), e do modelo de competências genéricas (Spencer & Spencer, 1993), a Escala sobre Adaptabilidade e o Inventário sobre Competências, foram aplicados a uma amostra de 465 adultos finalistas e recém-diplomados. As medidas evidenciam boas qualidades psicométricas, designadamente de validade de constructo e de precisão. Confirma-se que o modelo de medida de adaptabilidade de carreira é hierárquico e multidimensional (os 4 C’s da carreira - preocupação, curiosidade, controlo e confiança). Na análise de resultados, destacam-se as médias mais elevadas nas dimensões Controlo e Confiança e nas competências Capacidade e vontade de aprender, Flexibilidade e Iniciativa. Os estudos diferenciais sugerem que as mulheres apresentam uma adaptabilidade de carreira mais elevada, e exibem maior preocupação e curiosidade. As mulheres tendem a atribuir maior importância às soft skills e às hard skills do que os homens. A formação académica e a situação profissional não diferenciam a adaptabilidade de carreira. Os participantes com formação em Ciências da Educação e Psicologia atribuem maior importância às soft skills do que os de Direito e de Ciências da Cultura. Os estudos correlacionais sugerem que os participantes que manifestam maior adaptabilidade de carreira tendem a atribuir uma maior importância às competências para a entrada no mercado de trabalho, em particular, às soft skills. Os resultados evidenciam que o curriculum do curso é relevante para o desenvolvimento de competências técnicas e específicas, assim como de competências transversais. Apresentam-se, no final, algumas considerações sobre a importância e relevância do desenvolvimento de recursos de adaptabilidade e de competências transversais na construção da carreira dos indivíduos.
Autores principais:Agostinho, Rute
Assunto:Teses de doutoramento - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação pretende contribuir para a compreensão de como podem os indivíduos preparar e planear uma carreira num mundo de incertezas e em constante mudança; que competências afinal são realmente importantes, necessárias adquirir e desenvolver para integrar o mercado de trabalho e fomentar a empregabilidade dos indivíduos; que papéis podem as Instituições de Ensino Superior assumir neste domínio. Partindo do modelo de adaptabilidade de carreira (Savickas, 2002, 2005), e do modelo de competências genéricas (Spencer & Spencer, 1993), a Escala sobre Adaptabilidade e o Inventário sobre Competências, foram aplicados a uma amostra de 465 adultos finalistas e recém-diplomados. As medidas evidenciam boas qualidades psicométricas, designadamente de validade de constructo e de precisão. Confirma-se que o modelo de medida de adaptabilidade de carreira é hierárquico e multidimensional (os 4 C’s da carreira - preocupação, curiosidade, controlo e confiança). Na análise de resultados, destacam-se as médias mais elevadas nas dimensões Controlo e Confiança e nas competências Capacidade e vontade de aprender, Flexibilidade e Iniciativa. Os estudos diferenciais sugerem que as mulheres apresentam uma adaptabilidade de carreira mais elevada, e exibem maior preocupação e curiosidade. As mulheres tendem a atribuir maior importância às soft skills e às hard skills do que os homens. A formação académica e a situação profissional não diferenciam a adaptabilidade de carreira. Os participantes com formação em Ciências da Educação e Psicologia atribuem maior importância às soft skills do que os de Direito e de Ciências da Cultura. Os estudos correlacionais sugerem que os participantes que manifestam maior adaptabilidade de carreira tendem a atribuir uma maior importância às competências para a entrada no mercado de trabalho, em particular, às soft skills. Os resultados evidenciam que o curriculum do curso é relevante para o desenvolvimento de competências técnicas e específicas, assim como de competências transversais. Apresentam-se, no final, algumas considerações sobre a importância e relevância do desenvolvimento de recursos de adaptabilidade e de competências transversais na construção da carreira dos indivíduos.