Publicação
Impacto psicossocial da experiência de cancro em adolescentes sobreviventes
| Resumo: | Introdução: A taxa de sobrevivência de cancro pediátrico tem crescido nas últimas décadas, levando consequentemente ao aumento de efeitos secundários tardios, nomeadamente físicos (cardiotoxicidade, lesões de órgão alvo, osteoporose), psiquiátricos (depressão, ansiedade, stress pós-traumático) e cognitivos. A adolescência é uma fase de transição com dificuldades psicossociais específicas, podendo estas ser agravadas pelos desafios que a experiência de cancro apresenta, como tal é importante compreendê-la melhor. Objetivos: Perceber qual o impacto psicossocial da experiência de cancro em adolescentes (10 a 19 anos) que tiveram a doença. Identificar as necessidades dos adolescentes no processo de sobrevivência e as medidas que melhorem o acompanhamento dos mesmos. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, através da pesquisa de palavras-chave que incluem ‘childhood cancer’, ‘adolescent survivors of cancer’, ‘psychological outcomes’ e ‘social outcomes’ nas bases de dados MEDLINE (PubMed), PMC (PubMed Central) e ScienceDirect (Elsevier). Resultados: Identificou-se um comprometimento no domínio cognitivo, com alteração principalmente da velocidade de processamento, e ao nível das capacidades sociais. No domínio psicossocial a literatura não é consensual, existindo estudos em que os sobreviventes apresentam mais sintomas de sofrimento psicológico do que a população em geral. Por outro lado, outros não identificam diferenças significativas entre os dois grupos e alguns referem ainda um melhor bem-estar psicológico. Os sobreviventes apresentavam uma taxa significativa de comportamentos de risco, sendo semelhante ou ligeiramente inferior à população em geral. Conclusões: Apesar da maioria dos sobreviventes não apresentarem problemas de saúde mental, existe um pequeno grupo com maior vulnerabilidade ao sofrimento psicológico. A sua identificação precoce permite um acompanhamento adequado e uma minimização das consequências negativas da experiência de cancro |
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| Autores principais: | Pedro, Ana Sofia Abrantes |
| Assunto: | Adolescentes sobreviventes de cancro Comportamentos em saúde Impacto psicossocial Impacto cognitivo Psiquiatria |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A taxa de sobrevivência de cancro pediátrico tem crescido nas últimas décadas, levando consequentemente ao aumento de efeitos secundários tardios, nomeadamente físicos (cardiotoxicidade, lesões de órgão alvo, osteoporose), psiquiátricos (depressão, ansiedade, stress pós-traumático) e cognitivos. A adolescência é uma fase de transição com dificuldades psicossociais específicas, podendo estas ser agravadas pelos desafios que a experiência de cancro apresenta, como tal é importante compreendê-la melhor. Objetivos: Perceber qual o impacto psicossocial da experiência de cancro em adolescentes (10 a 19 anos) que tiveram a doença. Identificar as necessidades dos adolescentes no processo de sobrevivência e as medidas que melhorem o acompanhamento dos mesmos. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, através da pesquisa de palavras-chave que incluem ‘childhood cancer’, ‘adolescent survivors of cancer’, ‘psychological outcomes’ e ‘social outcomes’ nas bases de dados MEDLINE (PubMed), PMC (PubMed Central) e ScienceDirect (Elsevier). Resultados: Identificou-se um comprometimento no domínio cognitivo, com alteração principalmente da velocidade de processamento, e ao nível das capacidades sociais. No domínio psicossocial a literatura não é consensual, existindo estudos em que os sobreviventes apresentam mais sintomas de sofrimento psicológico do que a população em geral. Por outro lado, outros não identificam diferenças significativas entre os dois grupos e alguns referem ainda um melhor bem-estar psicológico. Os sobreviventes apresentavam uma taxa significativa de comportamentos de risco, sendo semelhante ou ligeiramente inferior à população em geral. Conclusões: Apesar da maioria dos sobreviventes não apresentarem problemas de saúde mental, existe um pequeno grupo com maior vulnerabilidade ao sofrimento psicológico. A sua identificação precoce permite um acompanhamento adequado e uma minimização das consequências negativas da experiência de cancro |
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